Insolação em planetas terrestres síncronos e assíncronos em sistemas multiplanetários

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Main Author: Spatti, Lariele Fernanda [UNESP]
Publication Date: 2025
Format: Master thesis
Language: por
Source: Repositório Institucional da UNESP
Download full: https://hdl.handle.net/11449/318480
Summary: As forças decorrentes da atração gravitacional mútua entre os planetas têm uma grande influência no clima da Terra e, portanto, em sua habitabilidade. Um exemplo desse processo é a variação da excentricidade orbital, que contribui de forma significativa para a ocorrência de períodos de glaciação na Terra em escalas de tempo regulares. Usando o pacote de software Mercury e a teoria planetária secular, pretendemos encontrar ciclos de precessão e excentricidade semelhantes aos conhecidos na Terra para exoplanetas do tipo super-Terra presentes em sistemas multiplanetários. Estendemos a formulação para estimar a insolação proposta por Dobrovolskis et al. (2007) no caso de um planeta síncrono e assíncrono perturbado por um companheiro. Neste trabalho, determinamos a insolação recebida por um exoplaneta orbitando em torno de estrelas do tipo G, M e K pertencentes a sistemas multiplanetários. Os resultados mostram que, no caso síncrono, a insolação permanece aproximadamente constante, variando apenas devido às oscilações da excentricidade e às perturbações seculares. Já no caso assíncrono, observam-se variações periódicas significativas da insolação, caracterizadas pelos ciclos orbitais e pela evolução do ângulo horário. Planetas muito próximos de suas estrelas, como WASP-47e, HD 219134b e 55 Cancri-e, exibem insolação extrema, desfavorável à presença de água líquida. Em contraste, planetas como K2-18b, TRAPPIST-1d, e, f e LP 791-18d apresentam valores mais moderados. Em TRAPPIST-1f, identificamos variações da insolação correlacionadas a picos de excentricidade, sugerindo a presença de ciclos análogos aos ciclos de Milankovitch.
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