Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia?

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Main Author: Costa, Karina
Publication Date: 2022
Format: Other
Language: por
Source: Repositório Institucional da UFSC
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Summary: Este trabalho debruça-se sobre as críticas feministas ao viés androcêntrico da economia tradicional, neoclássica, apresentando simultaneamente a alternativa da Economia Feminista como novo campo de pesquisa, que possui o gênero como categoria analítica e uma abordagem pluralista. Esse campo de pesquisa se desenvolveu em decorrência da necessidade de reestruturação de uma série de suposições enviesadas que a crítica feminista acredita existir na concepção dominante da economia. O principal viés é o que diz respeito ao androcentrismo inerente a algumas das suposições mais básicas dessa teoria. A ciência econômica teria herdado valores norteados pelo gênero masculino nos seus modelos e métodos da mesma forma como teria ocorrido com as demais disciplinas científicas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é explicitar quais seriam essas críticas filosóficas ao viés androcêntrico da teoria neoclássica, à luz da abordagem da Economia Feminista. Para isso, em primeiro lugar, será apresentada a Economia Feminista e sua crítica à concepção mainstream do homo economicus. Num segundo momento, expomos a interpretação do separative self (eu separado) nos modelos neoclássicos, e a crítica às quatro suposições que o fundamentam: i) o egoísmo no mercado; ii) a impossibilidade das comparações interpessoais de utilidade; a exogeneidade e imutabilidade das preferências e finalmente iv) a racionalidade dos indivíduos. Em terceiro lugar, apresentamos a argumentação acerca da dicotomia hierárquica das características reputadas como “masculinas” e “femininas” na epistemologia tradicional. E finalmente, analisamos a principal crítica: aquela que tange o viés androcêntrico do suposto da racionalidade da teoria neoclássica.
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Desse modo, o objetivo deste trabalho é explicitar quais seriam essas críticas filosóficas ao viés androcêntrico da teoria neoclássica, à luz da abordagem da Economia Feminista. Para isso, em primeiro lugar, será apresentada a Economia Feminista e sua crítica à concepção mainstream do homo economicus. Num segundo momento, expomos a interpretação do separative self (eu separado) nos modelos neoclássicos, e a crítica às quatro suposições que o fundamentam: i) o egoísmo no mercado; ii) a impossibilidade das comparações interpessoais de utilidade; a exogeneidade e imutabilidade das preferências e finalmente iv) a racionalidade dos indivíduos. Em terceiro lugar, apresentamos a argumentação acerca da dicotomia hierárquica das características reputadas como “masculinas” e “femininas” na epistemologia tradicional. E finalmente, analisamos a principal crítica: aquela que tange o viés androcêntrico do suposto da racionalidade da teoria neoclássica.porFlorianópolis, SCEconomia FeministaGêneroViés AndrocêntricoEconomia mainstreamHomo economicusGênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/otherreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81383https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/2/license.txt11ee89cd31d893362820eab7c4d46734MD52ORIGINALGênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia.mp4Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia.mp4Vídeo do projeto de pesquisa PIBIC/CNPqvideo/mp418315107https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/1/G%c3%aanero%2c%20Filosofia%20e%20Economia%20existe%20um%20vi%c3%a9s%20androc%c3%aantrico%20na%20teoria%20dominante%20da%20economia.mp424227e419b1eee362763b6969509d111MD51123456789/2384962022-08-29 07:37:56.464oai:repositorio.ufsc.br:123456789/238496Vm9jw6ogdGVtIGEgbGliZXJkYWRlIGRlOiBDb21wYXJ0aWxoYXIg4oCUIGNvcGlhciwgZGlzdHJpYnVpciBlIHRyYW5zbWl0aXIgYSBvYnJhLiBSZW1peGFyIOKAlCBjcmlhciBvYnJhcyBkZXJpdmFkYXMuClNvYiBhcyBzZWd1aW50ZXMgY29uZGnDp8O1ZXM6IEF0cmlidWnDp8OjbyDigJQgVm9jw6ogZGV2ZSBjcmVkaXRhciBhIG9icmEgZGEgZm9ybWEgZXNwZWNpZmljYWRhIHBlbG8gYXV0b3Igb3UgbGljZW5jaWFudGUgKG1hcyBuw6NvIGRlIG1hbmVpcmEgcXVlIHN1Z2lyYSBxdWUgZXN0ZXMgY29uY2VkZW0gcXVhbHF1ZXIgYXZhbCBhIHZvY8OqIG91IGFvIHNldSB1c28gZGEgb2JyYSkuIFVzbyBuw6NvLWNvbWVyY2lhbCDigJQgVm9jw6ogbsOjbyBwb2RlIHVzYXIgZXN0YSBvYnJhIHBhcmEgZmlucyBjb21lcmNpYWlzLgpGaWNhbmRvIGNsYXJvIHF1ZTogUmVuw7puY2lhIOKAlCBRdWFscXVlciBkYXMgY29uZGnDp8O1ZXMgYWNpbWEgcG9kZSBzZXIgcmVudW5jaWFkYSBzZSB2b2PDqiBvYnRpdmVyIHBlcm1pc3PDo28gZG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMuIERvbcOtbmlvIFDDumJsaWNvIOKAlCBPbmRlIGEgb2JyYSBvdSBxdWFscXVlciBkZSBzZXVzIGVsZW1lbnRvcyBlc3RpdmVyIGVtIGRvbcOtbmlvIHDDumJsaWNvIHNvYiBvIGRpcmVpdG8gYXBsaWPDoXZlbCwgZXN0YSBjb25kacOnw6NvIG7Do28gw6ksIGRlIG1hbmVpcmEgYWxndW1hLCBhZmV0YWRhIHBlbGEgbGljZW7Dp2EuIE91dHJvcyBEaXJlaXRvcyDigJQgT3Mgc2VndWludGVzIGRpcmVpdG9zIG7Do28gc8OjbywgZGUgbWFuZWlyYSBhbGd1bWEsIGFmZXRhZG9zIHBlbGEgbGljZW7Dp2E6IExpbWl0YcOnw7VlcyBlIGV4Y2XDp8O1ZXMgYW9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91IHF1YWlzcXVlciB1c29zIGxpdnJlcyBhcGxpY8OhdmVpczsgT3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGRvIGF1dG9yOyBEaXJlaXRvcyBxdWUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgcG9kZW0gdGVyIHNvYnJlIGEgb2JyYSBvdSBzb2JyZSBhIHV0aWxpemHDp8OjbyBkYSBvYnJhLCB0YWlzIGNvbW8gZGlyZWl0b3MgZGUgaW1hZ2VtIG91IHByaXZhY2lkYWRlLiBBdmlzbyDigJQgUGFyYSBxdWFscXVlciByZXV0aWxpemHDp8OjbyBvdSBkaXN0cmlidWnDp8Ojbywgdm9jw6ogZGV2ZSBkZWl4YXIgY2xhcm8gYSB0ZXJjZWlyb3Mgb3MgdGVybW9zIGRhIGxpY2Vuw6dhIGEgcXVlIHNlIGVuY29udHJhIHN1Ym1ldGlkYSBlc3RhIG9icmEuIEEgbWVsaG9yIG1hbmVpcmEgZGUgZmF6ZXIgaXNzbyDDqSBjb20gdW0gbGluayBwYXJhIGVzdGEgcMOhZ2luYS4KTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyAtIGh0dHA6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLzMuMC9ici8KRepositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732022-08-29T10:37:56Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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