Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia?
| Main Author: | |
|---|---|
| Publication Date: | 2022 |
| Format: | Other |
| Language: | por |
| Source: | Repositório Institucional da UFSC |
| Download full: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/238496 |
Summary: | Este trabalho debruça-se sobre as críticas feministas ao viés androcêntrico da economia tradicional, neoclássica, apresentando simultaneamente a alternativa da Economia Feminista como novo campo de pesquisa, que possui o gênero como categoria analítica e uma abordagem pluralista. Esse campo de pesquisa se desenvolveu em decorrência da necessidade de reestruturação de uma série de suposições enviesadas que a crítica feminista acredita existir na concepção dominante da economia. O principal viés é o que diz respeito ao androcentrismo inerente a algumas das suposições mais básicas dessa teoria. A ciência econômica teria herdado valores norteados pelo gênero masculino nos seus modelos e métodos da mesma forma como teria ocorrido com as demais disciplinas científicas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é explicitar quais seriam essas críticas filosóficas ao viés androcêntrico da teoria neoclássica, à luz da abordagem da Economia Feminista. Para isso, em primeiro lugar, será apresentada a Economia Feminista e sua crítica à concepção mainstream do homo economicus. Num segundo momento, expomos a interpretação do separative self (eu separado) nos modelos neoclássicos, e a crítica às quatro suposições que o fundamentam: i) o egoísmo no mercado; ii) a impossibilidade das comparações interpessoais de utilidade; a exogeneidade e imutabilidade das preferências e finalmente iv) a racionalidade dos indivíduos. Em terceiro lugar, apresentamos a argumentação acerca da dicotomia hierárquica das características reputadas como “masculinas” e “femininas” na epistemologia tradicional. E finalmente, analisamos a principal crítica: aquela que tange o viés androcêntrico do suposto da racionalidade da teoria neoclássica. |
| id |
UFSC_3209aa38d5ce18d8939c0a9dae8ff09c |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufsc.br:123456789/238496 |
| network_acronym_str |
UFSC |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFSC |
| repository_id_str |
2373 |
| spelling |
Universidade Federal de Santa CatarinaCosta, KarinaMagno Fernandez, Brena Paula2022-08-29T10:37:56Z2022-08-29T10:37:56Z26-08-20https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/238496Este trabalho debruça-se sobre as críticas feministas ao viés androcêntrico da economia tradicional, neoclássica, apresentando simultaneamente a alternativa da Economia Feminista como novo campo de pesquisa, que possui o gênero como categoria analítica e uma abordagem pluralista. Esse campo de pesquisa se desenvolveu em decorrência da necessidade de reestruturação de uma série de suposições enviesadas que a crítica feminista acredita existir na concepção dominante da economia. O principal viés é o que diz respeito ao androcentrismo inerente a algumas das suposições mais básicas dessa teoria. A ciência econômica teria herdado valores norteados pelo gênero masculino nos seus modelos e métodos da mesma forma como teria ocorrido com as demais disciplinas científicas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é explicitar quais seriam essas críticas filosóficas ao viés androcêntrico da teoria neoclássica, à luz da abordagem da Economia Feminista. Para isso, em primeiro lugar, será apresentada a Economia Feminista e sua crítica à concepção mainstream do homo economicus. Num segundo momento, expomos a interpretação do separative self (eu separado) nos modelos neoclássicos, e a crítica às quatro suposições que o fundamentam: i) o egoísmo no mercado; ii) a impossibilidade das comparações interpessoais de utilidade; a exogeneidade e imutabilidade das preferências e finalmente iv) a racionalidade dos indivíduos. Em terceiro lugar, apresentamos a argumentação acerca da dicotomia hierárquica das características reputadas como “masculinas” e “femininas” na epistemologia tradicional. E finalmente, analisamos a principal crítica: aquela que tange o viés androcêntrico do suposto da racionalidade da teoria neoclássica.porFlorianópolis, SCEconomia FeministaGêneroViés AndrocêntricoEconomia mainstreamHomo economicusGênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/otherreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81383https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/2/license.txt11ee89cd31d893362820eab7c4d46734MD52ORIGINALGênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia.mp4Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia.mp4Vídeo do projeto de pesquisa PIBIC/CNPqvideo/mp418315107https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/1/G%c3%aanero%2c%20Filosofia%20e%20Economia%20existe%20um%20vi%c3%a9s%20androc%c3%aantrico%20na%20teoria%20dominante%20da%20economia.mp424227e419b1eee362763b6969509d111MD51123456789/2384962022-08-29 07:37:56.464oai:repositorio.ufsc.br:123456789/238496Vm9jw6ogdGVtIGEgbGliZXJkYWRlIGRlOiBDb21wYXJ0aWxoYXIg4oCUIGNvcGlhciwgZGlzdHJpYnVpciBlIHRyYW5zbWl0aXIgYSBvYnJhLiBSZW1peGFyIOKAlCBjcmlhciBvYnJhcyBkZXJpdmFkYXMuClNvYiBhcyBzZWd1aW50ZXMgY29uZGnDp8O1ZXM6IEF0cmlidWnDp8OjbyDigJQgVm9jw6ogZGV2ZSBjcmVkaXRhciBhIG9icmEgZGEgZm9ybWEgZXNwZWNpZmljYWRhIHBlbG8gYXV0b3Igb3UgbGljZW5jaWFudGUgKG1hcyBuw6NvIGRlIG1hbmVpcmEgcXVlIHN1Z2lyYSBxdWUgZXN0ZXMgY29uY2VkZW0gcXVhbHF1ZXIgYXZhbCBhIHZvY8OqIG91IGFvIHNldSB1c28gZGEgb2JyYSkuIFVzbyBuw6NvLWNvbWVyY2lhbCDigJQgVm9jw6ogbsOjbyBwb2RlIHVzYXIgZXN0YSBvYnJhIHBhcmEgZmlucyBjb21lcmNpYWlzLgpGaWNhbmRvIGNsYXJvIHF1ZTogUmVuw7puY2lhIOKAlCBRdWFscXVlciBkYXMgY29uZGnDp8O1ZXMgYWNpbWEgcG9kZSBzZXIgcmVudW5jaWFkYSBzZSB2b2PDqiBvYnRpdmVyIHBlcm1pc3PDo28gZG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMuIERvbcOtbmlvIFDDumJsaWNvIOKAlCBPbmRlIGEgb2JyYSBvdSBxdWFscXVlciBkZSBzZXVzIGVsZW1lbnRvcyBlc3RpdmVyIGVtIGRvbcOtbmlvIHDDumJsaWNvIHNvYiBvIGRpcmVpdG8gYXBsaWPDoXZlbCwgZXN0YSBjb25kacOnw6NvIG7Do28gw6ksIGRlIG1hbmVpcmEgYWxndW1hLCBhZmV0YWRhIHBlbGEgbGljZW7Dp2EuIE91dHJvcyBEaXJlaXRvcyDigJQgT3Mgc2VndWludGVzIGRpcmVpdG9zIG7Do28gc8OjbywgZGUgbWFuZWlyYSBhbGd1bWEsIGFmZXRhZG9zIHBlbGEgbGljZW7Dp2E6IExpbWl0YcOnw7VlcyBlIGV4Y2XDp8O1ZXMgYW9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91IHF1YWlzcXVlciB1c29zIGxpdnJlcyBhcGxpY8OhdmVpczsgT3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGRvIGF1dG9yOyBEaXJlaXRvcyBxdWUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgcG9kZW0gdGVyIHNvYnJlIGEgb2JyYSBvdSBzb2JyZSBhIHV0aWxpemHDp8OjbyBkYSBvYnJhLCB0YWlzIGNvbW8gZGlyZWl0b3MgZGUgaW1hZ2VtIG91IHByaXZhY2lkYWRlLiBBdmlzbyDigJQgUGFyYSBxdWFscXVlciByZXV0aWxpemHDp8OjbyBvdSBkaXN0cmlidWnDp8Ojbywgdm9jw6ogZGV2ZSBkZWl4YXIgY2xhcm8gYSB0ZXJjZWlyb3Mgb3MgdGVybW9zIGRhIGxpY2Vuw6dhIGEgcXVlIHNlIGVuY29udHJhIHN1Ym1ldGlkYSBlc3RhIG9icmEuIEEgbWVsaG9yIG1hbmVpcmEgZGUgZmF6ZXIgaXNzbyDDqSBjb20gdW0gbGluayBwYXJhIGVzdGEgcMOhZ2luYS4KTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyAtIGh0dHA6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLzMuMC9ici8KRepositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732022-08-29T10:37:56Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| title |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| spellingShingle |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? Costa, Karina Economia Feminista Gênero Viés Androcêntrico Economia mainstream Homo economicus |
| title_short |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| title_full |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| title_fullStr |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| title_full_unstemmed |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| title_sort |
Gênero, Filosofia e Economia existe um viés androcêntrico na teoria dominante da economia? |
| author |
Costa, Karina |
| author_facet |
Costa, Karina |
| author_role |
author |
| dc.contributor.pt_BR.fl_str_mv |
Universidade Federal de Santa Catarina |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Costa, Karina |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Magno Fernandez, Brena Paula |
| contributor_str_mv |
Magno Fernandez, Brena Paula |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Economia Feminista Gênero Viés Androcêntrico Economia mainstream Homo economicus |
| topic |
Economia Feminista Gênero Viés Androcêntrico Economia mainstream Homo economicus |
| description |
Este trabalho debruça-se sobre as críticas feministas ao viés androcêntrico da economia tradicional, neoclássica, apresentando simultaneamente a alternativa da Economia Feminista como novo campo de pesquisa, que possui o gênero como categoria analítica e uma abordagem pluralista. Esse campo de pesquisa se desenvolveu em decorrência da necessidade de reestruturação de uma série de suposições enviesadas que a crítica feminista acredita existir na concepção dominante da economia. O principal viés é o que diz respeito ao androcentrismo inerente a algumas das suposições mais básicas dessa teoria. A ciência econômica teria herdado valores norteados pelo gênero masculino nos seus modelos e métodos da mesma forma como teria ocorrido com as demais disciplinas científicas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é explicitar quais seriam essas críticas filosóficas ao viés androcêntrico da teoria neoclássica, à luz da abordagem da Economia Feminista. Para isso, em primeiro lugar, será apresentada a Economia Feminista e sua crítica à concepção mainstream do homo economicus. Num segundo momento, expomos a interpretação do separative self (eu separado) nos modelos neoclássicos, e a crítica às quatro suposições que o fundamentam: i) o egoísmo no mercado; ii) a impossibilidade das comparações interpessoais de utilidade; a exogeneidade e imutabilidade das preferências e finalmente iv) a racionalidade dos indivíduos. Em terceiro lugar, apresentamos a argumentação acerca da dicotomia hierárquica das características reputadas como “masculinas” e “femininas” na epistemologia tradicional. E finalmente, analisamos a principal crítica: aquela que tange o viés androcêntrico do suposto da racionalidade da teoria neoclássica. |
| publishDate |
2022 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2022-08-29T10:37:56Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2022-08-29T10:37:56Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
26-08-20 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/other |
| format |
other |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/238496 |
| url |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/238496 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Florianópolis, SC |
| publisher.none.fl_str_mv |
Florianópolis, SC |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFSC instname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instacron:UFSC |
| instname_str |
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| instacron_str |
UFSC |
| institution |
UFSC |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFSC |
| collection |
Repositório Institucional da UFSC |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/2/license.txt https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/238496/1/G%c3%aanero%2c%20Filosofia%20e%20Economia%20existe%20um%20vi%c3%a9s%20androc%c3%aantrico%20na%20teoria%20dominante%20da%20economia.mp4 |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
11ee89cd31d893362820eab7c4d46734 24227e419b1eee362763b6969509d111 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) |
| repository.mail.fl_str_mv |
sandra.sobrera@ufsc.br |
| _version_ |
1853672554924867584 |