Prevenção e controle do risco da síndrome hipertensiva específica da gravidez em adolescentes

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Silva, Marlucilena Pinheiro da
Data de Publicação: 2009
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR
Texto Completo: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/85851
Resumo: A gravidez na adolescência não é apenas um problema clínico, é também um sério problema de saúde pública, pelo aumento crescente de sua incidência e pela complexidade de vários fatores, tais como os socioeconômicos e educacionais, que põem em risco à maternidade precoce. Essa situação torna-se mais precária, quando associada às gestantes de alto risco para o desenvolvimento da Síndrome Hipertensiva Especifica da Gravidez (SHEG), o desconhecimento sobre esse agravo e sobre as condutas de prevenção e/ou de controle dos fatores de riscos. A SHEG contribuí significativamente para o aumento da mortalidade materna em mulheres em idade entre dez a dezenove anos, representando assim um dos maiores desafios para os serviços e profissionais de saúde. A etiologia da SHEG ainda é descrita por muitos estudiosos como desconhecida, mas sabe-se que alguns fatores exercem certa influência na ocorrência deste agravo, como os comportamentos insalubres dessas gestantes em relação ao cuidado da sua saúde e de seu filho. Esse estudo constitui-se de uma pesquisa-participante, com vinte e cinco gestantes adolescentes que estavam entre o primeiro e o segundo trimestre gestacional realizando o pré-natal, em um Centro de Saúde da Família, em Fortaleza-Ce que possibilitou a elaboração de dois artigos. O primeiro pautou-se em um estudo descritivo com a abordagem quantitativa, com o objetivo de analisar as ações de adolescentes grávidas na prevenção e/ou no controle dos riscos da SHEG, com enfoque na Educação em Saúde, onde se constatou que o saber das gestantes acerca da prevenção e do controle da SHEG era muito fragmentado, reduzindo-se a informações relacionadas à alimentação e ao uso de anti-hipertensivos. Constatou-se também que, embora elas possuíssem esse saber, as condutas não eram seguidas, comprometendo a prevenção e/ou controle do risco da SHEG. Neste contexto, o pré-natal (PN) deve ampliar suas ações transpondo a questão meramente curativa, capacitando essas adolescentes para o autocuidado e, consequentemente, manutenção de sua saúde. O segundo artigo teve como objetivo avaliar as mudanças comportamentais em gestantes adolescentes na prevenção e/ou controle dos fatores de risco para a SHEG, com a aplicação de uma tecnologia educativa embasada no Modelo de Crença em Saúde (MCS), podendo-se observar mudanças significativas no comportamento das gestantes, contribuindo para uma vida mais saudável e para a prevenção e/ou controle dos fatores de risco da SGEG. Identificou-se, também, que, embora todas tenham participado ativamente da aplicação da tecnologia educativa, algumas não conseguiram quebrar hábitos arraigados em sua vida diária, sendo que isso não a impede de futuramente mudar este quadro através de uma tomada de decisão para a promoção de sua saúde. Nesse contexto, a proposta mostrou-se eficiente, pois permitiu modificações comportamentais, principalmente no que se refere à adesão de medidas de prevenção e/ou controle do aumento da pressão arterial na gravidez.
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A etiologia da SHEG ainda é descrita por muitos estudiosos como desconhecida, mas sabe-se que alguns fatores exercem certa influência na ocorrência deste agravo, como os comportamentos insalubres dessas gestantes em relação ao cuidado da sua saúde e de seu filho. Esse estudo constitui-se de uma pesquisa-participante, com vinte e cinco gestantes adolescentes que estavam entre o primeiro e o segundo trimestre gestacional realizando o pré-natal, em um Centro de Saúde da Família, em Fortaleza-Ce que possibilitou a elaboração de dois artigos. O primeiro pautou-se em um estudo descritivo com a abordagem quantitativa, com o objetivo de analisar as ações de adolescentes grávidas na prevenção e/ou no controle dos riscos da SHEG, com enfoque na Educação em Saúde, onde se constatou que o saber das gestantes acerca da prevenção e do controle da SHEG era muito fragmentado, reduzindo-se a informações relacionadas à alimentação e ao uso de anti-hipertensivos. Constatou-se também que, embora elas possuíssem esse saber, as condutas não eram seguidas, comprometendo a prevenção e/ou controle do risco da SHEG. Neste contexto, o pré-natal (PN) deve ampliar suas ações transpondo a questão meramente curativa, capacitando essas adolescentes para o autocuidado e, consequentemente, manutenção de sua saúde. O segundo artigo teve como objetivo avaliar as mudanças comportamentais em gestantes adolescentes na prevenção e/ou controle dos fatores de risco para a SHEG, com a aplicação de uma tecnologia educativa embasada no Modelo de Crença em Saúde (MCS), podendo-se observar mudanças significativas no comportamento das gestantes, contribuindo para uma vida mais saudável e para a prevenção e/ou controle dos fatores de risco da SGEG. Identificou-se, também, que, embora todas tenham participado ativamente da aplicação da tecnologia educativa, algumas não conseguiram quebrar hábitos arraigados em sua vida diária, sendo que isso não a impede de futuramente mudar este quadro através de uma tomada de decisão para a promoção de sua saúde. Nesse contexto, a proposta mostrou-se eficiente, pois permitiu modificações comportamentais, principalmente no que se refere à adesão de medidas de prevenção e/ou controle do aumento da pressão arterial na gravidez.Pregnancy in the adolescence is not only a clinical problem but it is also a serious public health problem because of the growing increase in its incidence and the complexity of several factors, such as socioeconomic and education factors that endanger precocious maternity. That situation becomes even worse when associated to the high risk pregnancy, the development of the Gestational Hypertension Syndrome (GHS), the ignorance about that issue and the procedures of prevention and/or control of the risk factors. The GHS has contributed significantly to the increase in maternal mortality in women aged 10-19 years, representing therefore one of the largest challenges for the health services and professionals. The etiology of GHS is still described by many specialists as ignored, but one knows that some factors have a certain influence on the occurrence of this problem, such as the unhealthy behavior of those pregnant women concerning her own health and that of her child. This study consisted of a participative research, with twenty-five adolescent pregnant women who were between the first and second quarter of their gestation and undergoing a prenatal program in a Basic Unit of Family Health, what enabled the preparation of two articles. The first one consisted of a descriptive study with a quantitative approach, with the objective of analyzing the acions of pregnant adolescents in the prevention and/or control of GHS risks, focusing on health education. In that study, we noticed that the pregnant women's knowledge concerning the prevention and control of GHS was very fragmented, being limited to information related to food and the use of antihypertensive drugs. We also observed that although those women had that knowledge, they did not act according to it and, therefore, the prevention and/or control of the GHS risks were hindered. In this context, the prenatal (PN) program should extend their actions beyond the merely healing subject, enabling those adolescents for her self care and, as a result, to keep her health. The second article aimed at evaluating the behavioral changes in pregnant adolescents in the prevention and/or control of the risk factors of the GHS with the application of an educational technology based on the Health Belief Model (HBM). Through that study, we can observe significant changes in the behavior of pregnant women that contributed to a healthier life and to the prevention and/or control of the risk factors of GHS. We also noticed that, although all of them participated actively in the application of the educational technology, some were not able to break with deep-rooted habits of their daily lives, but that does not prevent them from changing this scenario by taking a decision that will promote their health. In that context, the proposal turned out to be efficient as it allowed behavioral changes, mainly concerning the adoption of measures of prevention and/or control of the increase in the blood pressure during pregnancy.Santos, Zélia Maria de Sousa AraújoSantos, Zélia Maria de Sousa AraújoFialho, Ana Virginia de MeloSilva, Raimunda Magalhães daFeitosa, Helvécio NevesUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Saúde ColetivaSilva, Marlucilena Pinheiro da2009info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/85851https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/5559Disponibilidade forma física: Existe obra em CD-Rom de código : 81553porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess1899-12-30T00:00:00Zoai::85851Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:1899-12-30T00:00Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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