AnÃlise socioestilÃstica da variaÃÃo entre as formas de tratamento tà e usted no espanhol oral de ValÃncia

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Josà Victor Melo de Lima
Data de Publicação: 2018
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFC
Texto Completo: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=20519
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo analisar a variaÃÃo entre as formas de tratamento tà e usted no espanhol oral da cidade de ValÃncia, Espanha. Esta pesquisa alicerÃou-se nos pressupostos teÃrico-metodolÃgicos da SociolinguÃstica Variacionista (LABOV, 1972, 1978, 1994, 2001, 2006, 2008; MORENO FERNÃNDEZ, 1990, 2009; SILVA-CORVALÃN, 1989, 2001, SILVA-CORVALÃN e ENRIQUE-ARIAS, 2017; BLAS ARROYO, 2004; LÃPEZ MORALES, 2004). Buscou-se analisar a influÃncia de variÃveis linguÃsticas (tipo de referente, tipo de frase e tipo de discurso), sociais (idade, sexo e escolaridade) e estilÃsticas (complexidade do tema, estilo discursivo e relaÃÃo de proximidade entre os interlocutores) no uso das supracitadas formas. Para isso, a partir de uma metodologia de natureza qualiquantitativa e de carÃter descritivo-explicativo, analisou-se a fala de 36 informantes em entrevistas do tipo semiestruturadas, oriundas do corpus Proyecto para el Estudio SociolingÃÃstico del EspaÃol de Valencia (PRESEVAL). ApÃs o processamento estatÃstico atravÃs do software GOLDVARB X, obteve-se um total de 1.286 dados, dos quais o uso majoritÃrio foi da forma tÃ, com 1.185 dados (92.1%) e usted, com 101 (7.9%). Esses percentuais revelaram a preferÃncia dos indivÃduos da comunidade de fala valenciana por essa forma, reconhecida, pela literatura especializada, como variante inovadora. Ademais, ao se utilizar a forma tà como regra de aplicaÃÃo, o referido programa selecionou como significativos para variaÃÃo supra os seguintes grupos de fatores linguÃsticos e extralinguÃsticos, apresentados de acordo com a ordem de significÃncia: i) tipo de referente, com o fator indeterminado como favorecedor da variante tÃ; ii) faixa etÃria, grupo em que a forma tà foi predominante, principalmente, nos indivÃduos da faixa etÃria 2 (35 a 54 anos), seguidos pelos da faixa etÃria 1 (20 a 34 anos); iii) complexidade do assunto, com predominÃncia dessa variante em assuntos considerados menos complexos; iv) estilo discursivo, em que os fatores expositivo e argumentativo condicionaram o uso de tÃ; v) tipo de discurso, no qual a variante supracitada prevaleceu no fator discurso reportado de terceiros; vi) relaÃÃo de proximidade entre os interlocutores, com o fator distanciamento mais propenso ao emprego de tà em detrimento de usted; vii) tipo de frase, no qual tà foi favorecido na presenÃa do fator declarativa; viii) escolaridade, que revelou propensÃo ao uso dessa forma de tratamento no fator nÃvel alto. Concluiu-se que a alternÃncia entre esses pronomes, nessa comunidade, parece indicar um processo de mudanÃa em progresso na direÃÃo do tuteo, condicionado por variÃveis de ordem linguÃstica, social e estilÃstica. AlÃmdisso, esse estudo ratifica o que evidenciam Blas Arroyo (1994), Carricaburo (1997), SilvaCorvalÃn e Enrique-Arias (2017) sobre o avanÃo da forma tà em contextos, antes, favorÃveis ao uso de usted.
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisAnÃlise socioestilÃstica da variaÃÃo entre as formas de tratamento tà e usted no espanhol oral de ValÃncia2018-10-00Valdecy de Oliveira Pontes88711064315http://lattes.cnpq.br/0958944549142686 75386912354Josà Victor Melo de Lima Universidade Federal do CearÃPrograma de PÃs-GraduaÃÃo em LingÃÃsticaUFCBRVariaÃÃo pronominal Tà e usted Espanhol oral de ValÃnciaVariaciÃn pronominal Tà y usted EspaÃol de ValenciaLINGUISTICAO presente trabalho teve como objetivo analisar a variaÃÃo entre as formas de tratamento tà e usted no espanhol oral da cidade de ValÃncia, Espanha. Esta pesquisa alicerÃou-se nos pressupostos teÃrico-metodolÃgicos da SociolinguÃstica Variacionista (LABOV, 1972, 1978, 1994, 2001, 2006, 2008; MORENO FERNÃNDEZ, 1990, 2009; SILVA-CORVALÃN, 1989, 2001, SILVA-CORVALÃN e ENRIQUE-ARIAS, 2017; BLAS ARROYO, 2004; LÃPEZ MORALES, 2004). Buscou-se analisar a influÃncia de variÃveis linguÃsticas (tipo de referente, tipo de frase e tipo de discurso), sociais (idade, sexo e escolaridade) e estilÃsticas (complexidade do tema, estilo discursivo e relaÃÃo de proximidade entre os interlocutores) no uso das supracitadas formas. Para isso, a partir de uma metodologia de natureza qualiquantitativa e de carÃter descritivo-explicativo, analisou-se a fala de 36 informantes em entrevistas do tipo semiestruturadas, oriundas do corpus Proyecto para el Estudio SociolingÃÃstico del EspaÃol de Valencia (PRESEVAL). ApÃs o processamento estatÃstico atravÃs do software GOLDVARB X, obteve-se um total de 1.286 dados, dos quais o uso majoritÃrio foi da forma tÃ, com 1.185 dados (92.1%) e usted, com 101 (7.9%). Esses percentuais revelaram a preferÃncia dos indivÃduos da comunidade de fala valenciana por essa forma, reconhecida, pela literatura especializada, como variante inovadora. Ademais, ao se utilizar a forma tà como regra de aplicaÃÃo, o referido programa selecionou como significativos para variaÃÃo supra os seguintes grupos de fatores linguÃsticos e extralinguÃsticos, apresentados de acordo com a ordem de significÃncia: i) tipo de referente, com o fator indeterminado como favorecedor da variante tÃ; ii) faixa etÃria, grupo em que a forma tà foi predominante, principalmente, nos indivÃduos da faixa etÃria 2 (35 a 54 anos), seguidos pelos da faixa etÃria 1 (20 a 34 anos); iii) complexidade do assunto, com predominÃncia dessa variante em assuntos considerados menos complexos; iv) estilo discursivo, em que os fatores expositivo e argumentativo condicionaram o uso de tÃ; v) tipo de discurso, no qual a variante supracitada prevaleceu no fator discurso reportado de terceiros; vi) relaÃÃo de proximidade entre os interlocutores, com o fator distanciamento mais propenso ao emprego de tà em detrimento de usted; vii) tipo de frase, no qual tà foi favorecido na presenÃa do fator declarativa; viii) escolaridade, que revelou propensÃo ao uso dessa forma de tratamento no fator nÃvel alto. Concluiu-se que a alternÃncia entre esses pronomes, nessa comunidade, parece indicar um processo de mudanÃa em progresso na direÃÃo do tuteo, condicionado por variÃveis de ordem linguÃstica, social e estilÃstica. AlÃmdisso, esse estudo ratifica o que evidenciam Blas Arroyo (1994), Carricaburo (1997), SilvaCorvalÃn e Enrique-Arias (2017) sobre o avanÃo da forma tà em contextos, antes, favorÃveis ao uso de usted.El presente trabajo tuvo como objetivo analizar la variaciÃn entre las formas de tratamento tà y usted en el espaÃol oral de la ciudad de Valencia, EspaÃa. Esta investigaciÃn se apoyà en los presupuestos teÃrico-metodolÃgicos de la SociolingÃÃstica Variacionista (LABOV, 1972, 1978, 1994, 2001, 2006, 2008; MORENO FERNÃNDEZ, 1990, 2009; SILVA-CORVALÃN, 1989, 2001, SILVA-CORVALÃN e ENRIQUE-ARIAS, 2017; BLAS ARROYO, 2004; LÃPEZ MORALES, 2004). Se buscà analizar la influencia de variables lingÃÃsticas (tipo de referente, tipo de frase y tipo de discurso), sociales (rango etario, sexo y escolaridad) y estilÃsticas (complejidad del tema, estilo discursivo y relaciÃn de proximidade entre los interlocutores) en el uso de las formas anteriormente mencionadas. Para ello, a partir de una metodologia de naturaleza cualicantitativa y de carÃcter descriptivo-explicativo, se analisà el habla de 36 informantes en entrevistas del tipo semiestructuradas, provenientes del corpus Proyecto para el Estudio SociolingÃÃstico del EspaÃol de Valencia (PRESEVAL). Tras el procesamiento estadÃstico a travÃs del software GOLDVARB X, se obtuvo un total de 1.286 datos, de los cuales el uso mayoritario fue de la forma tÃ, con 1.185 datos (92.1%) y usted, con 101 (7.9%). Esos percentuales revelaron la preferencia de los indivÃduos de la comunidade de habla valenciana por esa forma, reconocida, por la literatura especializada, como variante inovadora. Por otra parte, al utilizarse la forma tà como valor de aplicaciÃn, el referido programa seleccionà como significativos para la variaciÃn mencionada los siguientes grupos de factores lingÃÃsticos y extralingÃÃsticos, presentados de acuerdo con el orden de significaciÃn: i) tipo de referente, con el factor indeterminado como favorecedor de la variante tÃ; ii) rango etario, grupo en que la forma tà fue predominante, principalmente, en los indivÃduos del rango etÃrio 2 (35 a 54 aÃos), seguidos por los del rango etÃrio 1 (20 a 34 aÃos), iii) complejidad del asunto, con predominancia de esa variante en asuntos considerados menos complejos; iv) estilo discursivo, en que los factores expositivo y argumentativo condicionaron el uso de tÃ; v) tipo de discurso, en el que la variante mencionada prevalecià en el factor discurso reportado de terceros; vi) relaciÃn de proximidad entre los interlocutores, con el factor alejamiento mÃs propenso al empleo de tà en detrimento de usted; vii) tipo de frase, en que tà fue favorecido en la presencia del factor declarativa; viii) escolaridad, que revelà propensiÃn al uso de esa forma de tratamiento en el factor nivel alto. Se concluyà que la alternancia entre esos pronombres, en esa comunidad, parece indicar un proceso de cambio en progreso en la direcciÃn del tuteo, condicionado por variables de orden lingÃÃstica, social yestilÃstica. AdemÃs, ese estudio confirma lo que evidencian Blas Arroyo (1994), Carricaburo (1997), Silva-CorvalÃn e Enrique-Arias (2017) sobre el avance de la forma tà en contextos, antes, favorables al uso de usted.nÃo hÃhttp://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=20519application/pdfinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCinstname:Universidade Federal do Cearáinstacron:UFC2019-01-21T11:33:01Zmail@mail.com -
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Josà Victor Melo de Lima
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