Espectroscopia Raman no cristal do nucleosÃdeo adenosina submetido a altas pressÃes.

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Daniel Linhares MilitÃo Vasconcelos
Data de Publicação: 2017
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFC
Texto Completo: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=18934
Resumo: NucleosÃdeos sÃo compostos orgÃnicos formados por uma base nitrogenada e uma pentose. No presente trabalho foi realizado um estudo detalhado a respeito dos modos vibracionais do cristal do nucleosÃdeo adenosina (C10H13N5O4) submetido a altas pressÃes. Inicialmente o reagente que se encontrava em forma de pà foi cristalizado pelo mÃtodo da evaporaÃÃo lenta do solvente. No cristal obtido foram realizadas medidas de espectroscopia Raman. A regiÃo espectral investigada cobriu o intervalo entre 20 cm-1 e 1700 cm-1, tendo sido observados 49 modos vibracionais. A classificaÃÃo destes modos foi feita tendo como referÃncia trabalhos realizados com o material, alÃm de investigaÃÃes em outros nucleosÃdeos como a timidina e a citosina. Para submeter o material a altas pressÃes foi utilizada uma cÃlula de pressÃo com bigorna de diamante tendo o nujol como meio compressor. O estudo foi realizado com a pressÃo variando entre 1 atm e 7,2 GPa. Os resultados inferidos a partir dos espectros Raman mostram que em torno de 2,4 GPa alguns modos vibracionais desaparecem, enquanto outros surgem, alÃm de terem sido observadas descontinuidades na evoluÃÃo das frequÃncias de diversos modos normais de vibraÃÃo. Tais mudanÃas sugerem uma transiÃÃo de fase estrutural na adenosina ocorrendo em torno de 2,4 GPa, reversÃvel, e sem destruiÃÃo da amostra, seja durante a compressÃo ou seja durante a descompressÃo. O fato das descontinuidades das frequÃncias ocorrerem com modos associados tanto ao Ãcido nuclÃico quanto ao aÃÃcar, sugere que a transiÃÃo de fase envolve mudanÃas conformacionais das duas unidades da molÃcula de adenosina. Como consequÃncia, pode-se inferir que a mudanÃa de simetria na cÃlula unitÃria envolve as diversas ligaÃÃes de hidrogÃnio, que em Ãltima anÃlise constituem as conexÃes intermoleculares entre as vÃrias molÃculas ali existentes.
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NucleosÃdeos sÃo compostos orgÃnicos formados por uma base nitrogenada e uma pentose. No presente trabalho foi realizado um estudo detalhado a respeito dos modos vibracionais do cristal do nucleosÃdeo adenosina (C10H13N5O4) submetido a altas pressÃes. Inicialmente o reagente que se encontrava em forma de pà foi cristalizado pelo mÃtodo da evaporaÃÃo lenta do solvente. No cristal obtido foram realizadas medidas de espectroscopia Raman. A regiÃo espectral investigada cobriu o intervalo entre 20 cm-1 e 1700 cm-1, tendo sido observados 49 modos vibracionais. A classificaÃÃo destes modos foi feita tendo como referÃncia trabalhos realizados com o material, alÃm de investigaÃÃes em outros nucleosÃdeos como a timidina e a citosina. Para submeter o material a altas pressÃes foi utilizada uma cÃlula de pressÃo com bigorna de diamante tendo o nujol como meio compressor. O estudo foi realizado com a pressÃo variando entre 1 atm e 7,2 GPa. Os resultados inferidos a partir dos espectros Raman mostram que em torno de 2,4 GPa alguns modos vibracionais desaparecem, enquanto outros surgem, alÃm de terem sido observadas descontinuidades na evoluÃÃo das frequÃncias de diversos modos normais de vibraÃÃo. Tais mudanÃas sugerem uma transiÃÃo de fase estrutural na adenosina ocorrendo em torno de 2,4 GPa, reversÃvel, e sem destruiÃÃo da amostra, seja durante a compressÃo ou seja durante a descompressÃo. O fato das descontinuidades das frequÃncias ocorrerem com modos associados tanto ao Ãcido nuclÃico quanto ao aÃÃcar, sugere que a transiÃÃo de fase envolve mudanÃas conformacionais das duas unidades da molÃcula de adenosina. Como consequÃncia, pode-se inferir que a mudanÃa de simetria na cÃlula unitÃria envolve as diversas ligaÃÃes de hidrogÃnio, que em Ãltima anÃlise constituem as conexÃes intermoleculares entre as vÃrias molÃculas ali existentes.
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