EU SOU FAVELA: LETRAMENTOS, CULTURAS E IDENTIDADES NA SALA DE AULA.
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| Data de Publicação: | 2019 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositório Institucional da UFBA |
| Texto Completo: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37545 |
Resumo: | A pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS – da Universidade Federal da Bahia – UFBA comporta um projeto de intervenção que ao buscar inovar as aulas para o ensino de Língua Portuguesa desenvolveu um projeto de letramento cuja centralidade partiu da musicalidade negra, a priori, o pagode baiano, para compreendê-lo como estratégia de ensino as linguagens das periferias. O projeto foi desenvolvido em uma turma do Ciclo IV (9º Ano) do Ensino Fundamental numa escola situada em Camaçari-BA. O foco da intervenção indagou sobre a construção dos sentidos atribuídos às expressões linguísticas dos estudantes que possam dialogar com as letras do pagode bem como a importância e os efeitos na vida dos jovens estudantes para a constituição identitária. O projeto de letramento movimentou discussões em torno de questões de raça, gênero e representações do espaço social da periferia em estruturas de oficinas temáticas. No processo a interação entre os co-participantes motivou buscar compreender o que estava por trás da afirmação de alguns estudantes quando se autodenominam “Eu sou favela” e foi em torno dela que uma série de outros verbetes foram registrados o que acabou por gerar a elaboração de um “dicionário da periferia” , com o intuito de trazer os sentidos dados dos termos selecionados pelos estudantes quando aproximados de suas vidas cotidianas e muitas vezes confrontados com sentidos que geralmente circulam em sociedade. A base conceitual está ancorada nos aportes teóricos nos estudos sobre Letramentos em Kleiman (2005), Souza (2011), Rojo (2012), Letramentos de Reexistência Souza (2011), Multiletramentos Rojo (2012), Identidade e cultura Hall (2004) e (2013), gênero e relações raciais em Lopes (2011), Pinho (2004), Sodré (1998), Hooks (2013), pagode baiano Lima (2016), Nascimento (2012), Mattos (2013), periferia Carril (2006), Franco (2014), educação como prática de liberdade Freire (1989), Hooks (2013), e gênero discursivo Marcuschi (2008). A pesquisa está ancorada nos pressupostos da metodologia qualitativa em Lüdke e André (1986) e também está sustentada em elementos de cunho etnográfico André (2005). Os resultados apresentados vão além de ressignificar o pagode baiano como uma possibilidade de ler o mundo a partir da produção artística das periferias, pois a sequência temática das oficinas privilegiaram os multiletramentos e a expressividade das palavras que também estão em circulação na escola, para onde os próprios alunos trazem no seu próprio corpo identidades de suas histórias de vida |
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2023-08-04T13:28:02Z2023-08-04T13:28:02Z2019-05-16https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37545A pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS – da Universidade Federal da Bahia – UFBA comporta um projeto de intervenção que ao buscar inovar as aulas para o ensino de Língua Portuguesa desenvolveu um projeto de letramento cuja centralidade partiu da musicalidade negra, a priori, o pagode baiano, para compreendê-lo como estratégia de ensino as linguagens das periferias. O projeto foi desenvolvido em uma turma do Ciclo IV (9º Ano) do Ensino Fundamental numa escola situada em Camaçari-BA. O foco da intervenção indagou sobre a construção dos sentidos atribuídos às expressões linguísticas dos estudantes que possam dialogar com as letras do pagode bem como a importância e os efeitos na vida dos jovens estudantes para a constituição identitária. O projeto de letramento movimentou discussões em torno de questões de raça, gênero e representações do espaço social da periferia em estruturas de oficinas temáticas. No processo a interação entre os co-participantes motivou buscar compreender o que estava por trás da afirmação de alguns estudantes quando se autodenominam “Eu sou favela” e foi em torno dela que uma série de outros verbetes foram registrados o que acabou por gerar a elaboração de um “dicionário da periferia” , com o intuito de trazer os sentidos dados dos termos selecionados pelos estudantes quando aproximados de suas vidas cotidianas e muitas vezes confrontados com sentidos que geralmente circulam em sociedade. A base conceitual está ancorada nos aportes teóricos nos estudos sobre Letramentos em Kleiman (2005), Souza (2011), Rojo (2012), Letramentos de Reexistência Souza (2011), Multiletramentos Rojo (2012), Identidade e cultura Hall (2004) e (2013), gênero e relações raciais em Lopes (2011), Pinho (2004), Sodré (1998), Hooks (2013), pagode baiano Lima (2016), Nascimento (2012), Mattos (2013), periferia Carril (2006), Franco (2014), educação como prática de liberdade Freire (1989), Hooks (2013), e gênero discursivo Marcuschi (2008). A pesquisa está ancorada nos pressupostos da metodologia qualitativa em Lüdke e André (1986) e também está sustentada em elementos de cunho etnográfico André (2005). Os resultados apresentados vão além de ressignificar o pagode baiano como uma possibilidade de ler o mundo a partir da produção artística das periferias, pois a sequência temática das oficinas privilegiaram os multiletramentos e a expressividade das palavras que também estão em circulação na escola, para onde os próprios alunos trazem no seu próprio corpo identidades de suas histórias de vidaThe master 's research developed in conjunction with the Professional Master' s Degree in Literature - PROFLETRAS - Federal University of Bahia - UFBA involves an intervention project that sought to innovate the classes for the teaching of Portuguese Language developed a literacy project whose centrality started from black musicality, in particular, the Bahia pagode, to understand it as a teaching strategy the languages of the peripheries. The project was developed in a class of Cycle IV (9th Year) of Elementary School in a school located in Camaçari-BA. The focus of the intervention inquired about the construction of the meanings attributed to the linguistic expressions of the students that can dialogue with the letters of the pagode as well as the importance and the effects in the life of the young students for the identity constitution. The literacy project moved discussions around issues of race, gender and representations of the peripheral social space in thematic workshop structures. In the process the interaction between the co-participants motivated to seek to understand what was behind the affirmation of some students when they call themselves "I am favela" and it was around it that a series of other entries were recorded which ended up generating the elaboration of a "dictionary of the periphery", in order to bring the given senses of terms selected by the students when approximated to their daily lives and often confronted with senses that usually circulate in society. The conceptual basis is anchored in the theoretical contributions in the studies on Literatures in Kleiman (2005), Souza (2011), Rojo (2012), Reexistence letter Souza (2011), Multiletramentos Rojo (2012), Identity and culture Hall (2004) and (2013), gender and race relations in Lopes (2011), Pinho (2004), Sodré (1998), Hooks (2013), pagode baiano Lima (2016), Nascimento (2012), Mattos ), Franco (2014), education as freedom practice Freire (1989), Hooks (2013), and discursive genre Marcuschi (2008). The research is anchored in the assumptions of the qualitative methodology in Lüdke and André (1986) and is also supported by ethnographic elements André (2005). The results presented go beyond reaignifying the pagode baiano as a possibility to read the world from the artistic production of the peripheries, since the thematic sequence of the workshops privileged the multiletramentos and expressivity of the words that are also in circulation in the school, where the students themselves bring in their own bodies identities of their life histories.Submitted by navarro ramos (navarroramos@ufba.br) on 2023-07-28T13:43:58Z No. of bitstreams: 1 Dissertao_Memorial_Acadmico.pdf: 2951950 bytes, checksum: 0af6c913784e6c5d51ea84a2ab0c4e7d (MD5)Approved for entry into archive by Setor de Periódicos (per_macedocosta@ufba.br) on 2023-08-04T13:28:02Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertao_Memorial_Acadmico.pdf: 2951950 bytes, checksum: 0af6c913784e6c5d51ea84a2ab0c4e7d (MD5)Made available in DSpace on 2023-08-04T13:28:02Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertao_Memorial_Acadmico.pdf: 2951950 bytes, checksum: 0af6c913784e6c5d51ea84a2ab0c4e7d (MD5) Previous issue date: 2019-05-16porUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAPrograma de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) UFBABrasilInstituto de LetrasLiteracyIdentityPeripheryPagode of BahiaCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESLetramentosIdentidadePeriferiaPagode baianoEU SOU FAVELA: LETRAMENTOS, CULTURAS E IDENTIDADES NA SALA DE AULA.Mestrado Acadêmicoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionSOUZA, ANA LUCIA SILVASOUZA, ANA LUCIA SILVAOLIVEIRA, DANIELE DESOUZA, ARIVALDO SACRAMENTO DEhttp://lattes.cnpq.br/5946896478228439LEAL, EDMARIO SILVAreponame:Repositório Institucional da UFBAinstname:Universidade Federal da Bahia (UFBA)instacron:UFBAinfo:eu-repo/semantics/openAccessTEXTDissertao_Memorial_Acadmico.pdf.txtDissertao_Memorial_Acadmico.pdf.txtExtracted texttext/plain324334https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/37545/3/Dissertao_Memorial_Acadmico.pdf.txtbaf4b87388661858ef215546667ec0b6MD53ORIGINALDissertao_Memorial_Acadmico.pdfDissertao_Memorial_Acadmico.pdfapplication/pdf2951950https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/37545/1/Dissertao_Memorial_Acadmico.pdf0af6c913784e6c5d51ea84a2ab0c4e7dMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain1715https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/37545/2/license.txt67bf4f75790b0d8d38d8f112a48ad90bMD52ri/375452023-08-05 02:04:37.977oai:repositorio.ufba.br:ri/37545TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBvIGF1dG9yIG91IHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZS9vdSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcyAKZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIGUvb3UgdsOtZGVvLgoKTyBhdXRvciBvdSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gZS9vdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLCBwb2RlbmRvIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKTyBhdXRvciBvdSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28gb3JhIGRlcG9zaXRhZGEuCgpDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBICBSRVNVTFRFIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSAgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08sIENPTU8gVEFNQsOJTSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBw4fDlUVTIApFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKTyBSZXBvc2l0w7NyaW8gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyLCBjbGFyYW1lbnRlLCBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28gZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufba.br/oai/requestrepositorio@ufba.bropendoar:19322023-08-05T05:04:37Repositório Institucional da UFBA - Universidade Federal da Bahia (UFBA)false |
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