O turismo numa perspectiva ecológica e de desenvolvimento sustentável: O alojamento de turismo em espaço rural no Baixo Alentejo
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 1997 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/20.500.12207/6067 |
Resumo: | Ao se pretender estudar o fenómeno turístico numa perspectiva ecológica, de sustentabilidade e de desenvolvimento, está-se a enveredar por uma área ainda pouco explorada no nosso pais. Justifica-se, por isso, o presente estudo, face ao número reduzido de estudiosos que, particularmente numa óptica cientifica, se têm debruçado pela temática em causa. Caso recordemos a opinião de MacCannell (1992:1), apercebemo-nos que o turismo não se resume a um conjunto de actividades comerciais, mas surge enquanto um quadro que reflecte a História, a Natureza e a Tradição, com poder para lhe conferir novas formas de acordo com as suas próprias necessidades. Pela importância deste facto justifica-se que todos aqueles que, e a qualquer nível, apresentam responsabilidades tanto no planeamento, na gestão ou no ensino do turismo, consigam perspectivá-lo de uma forma holistica, atendendo às suas implicações, ao seu processo e à sua problemática. Considera-se aqui a possibilidade de oferecer a este fenómeno que se desenvolve à escala mundial, uma sustentabilidade a longo prazo. Se nos reportarmos a Portugal, constatamos que o grande impulso da industrialização coincide com uma fase em que as pessoas se encontram conscientemente mais alertas para os perigos que advêm de uma industrialização não ecológica, face aos resultados catastróficos observados noutros países da Europa. Este facto confere a Portugal uma posição privilegiada no sentido de não incorrer no mesmo tipo de erros, de que são exemplo, a destruição de zonas costeiras para a implementação de complexos turísticos e hoteleiros ou o abandono de zonas 12 montanhosas sensíveis e paisagens aquíferas, à devastação provocada por certos desportos e pelo turismo de massas. Assim o presente trabalho constitui um meio para fomentar a discussão em torno dos conceitos chave e estruturais do mesmo, e apelar para a sua articulação harmoniosa. Por outro lado, alertar para a necessidade de recorrer ao âmbito da Ecologia Humana, como campo de análise, a fim de melhor estruturar e integrar a actividade turística. Circunscreveu-se geográflcamente a área em estudo à NUT (Nomenclatura de Unidades Territoriais para fins estatísticos) do Baixo Alentejo, pelo facto de aí residir e ser coincidente com a área abrangida pela Região de Turismo "Planície Dourada" e privilegiou-se, temáticamente, o Turismo em Espaço Rural e o estudo das Unidades afectas ao Turismo em Espaço Rural (TER), aí existentes. O Turismo em Espaço Rural surge enquanto uma nova oportunidade para valorizar o património, as paisagens e a cultura do mundo rural desde que se desenvolva na óptica da iniciativa local, usufruindo de uma gestão e controle locais, reflectindo os valores locais, em súmula, partindo de uma base local. Não obstante, é com alguma regularidade que se ouvem críticas a propósito da implementação desta actividade, decorrentes, por um lado, daqueles que acreditam nos benefícios resultantes da prática do turismo e, por tal, entendem que se deve proceder à reconversão da agricultura para práticas mais válidas, numa óptica de crescimento económico; ou ainda, de outros, resistentes à mudança e que consideram que o turismo promove a desvalorização cultural e a deteorização ambiental. Por seu turno, o Governo parece revelar intenções de incremento da actividade. Em Maio passado terminou o Ano Nacional do Turismo e em Abril foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n°60/97 que oferece uma nova postura à prática da actividade turística. |
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