Interação criança-espaço exterior em jardim de infância

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Main Author: Figueiredo, Aida
Publication Date: 2015
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10773/14081
Summary: O estudo tem como quadro conceptual a Teoria da Perceção Ecológica de Gibson e a Abordagem Experiencial de Laevers e pretende compreender as interações das crianças com o espaço exterior em contexto de jardim de infância, em situação de jogo livre. O estudo decorreu em III fases distintas, mas interligadas. Na fase I foi constituída uma amostra com 19 grupos de crianças e respetivos educadores, a exercerem funções em quatro jardins de infância, situados nas cidades de Coimbra e de Aveiro. A recolha de dados desta fase foi realizada através do preenchimento de uma grelha, pelos educadores, de fevereiro a maio de 2011, em cada saída ao exterior. Paralelamente foram selecionadas 16 crianças, quatro em cada jardim de infância, com idades compreendidas entre os 4 anos e os 4 anos e 12 meses, tendo-se realizado observações das suas interações com os espaços exteriores, de fevereiro a maio de 2011, registadas em vídeo e mapas de comportamento (Fases II e III). Na análise dos dados recorreu-se a metodologia com enfoque quantitativo e qualitativo, tendo sido utilizados, para o efeito, os programas informáticos SPSS versão 17.0 e WebQDA, versão 1.0. Foram, igualmente utilizados mapas de comportamento para a Fase III. Os dados das Fases II e III foram codificados em cinco sistemas categoriais de análise: Comportamento Social, Tipo de Jogo, Atividade Física, Materiais e Equipamentos e Implicação. Os resultados indicam que as crianças permanecem pouco tempo nos espaços exteriores e com condições climatéricas favoráveis – temperatura moderada e ausência de chuva. Relativamente à implicação, os resultados evidenciam níveis baixos de implicação, sendo mais elevados em espaços com elementos da natureza. Quanto às restantes categorias analisadas, as interações sociais paralelas e associativas são as mais frequentes, sendo as últimas promovidas essencialmente em espaços naturais. O tipo de jogo que emerge em maior número é o funcional, embora os níveis de atividade física das crianças sejam preocupantes, sendo as ações motoras mais observadas “estar de pé” e “andar”.
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