Incidência e prevalência de fibrilhação auricular e hipertrofia ventricular esquerda na população de Trás-os-Montes que recorre aos cuidados primários

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Main Author: Possacos, Catarina
Publication Date: 2015
Other Authors: Novo, André
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10198/19783
Summary: A fibrilação auricular é uma das arritmias mais frequentes e é uma importante causa de morbilidade e mortalidade, associada principalmente ao aumento de risco de acidente vascular cerebral. A hipertrofia ventricular esquerda é uma patologia progressiva, silenciosa e representa uma manifestação de lesão cardíaca precoce causada por hipertensão arterial, é considerada um marcador de risco, essencialmente de fibrilação auricular e acidente vascular cerebral e aumenta especialmente o risco de morbilidade, enfarte agudo do miocárdio e doença isquémica. Objetivos: Conhecer a prevalência de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda e identificar e caracterizar novos casos de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda da população que recorre aos cuidados primários de Trás-os-Montes. Metodologia: Este é um estudo exploratório transversal, de uma amostra não probabilística sequencial, representativa da população de Trás-os-Montes que recorreu aos cuidados primários, com idade igual ou superior a 40 anos. A prevalência e incidência de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda foram baseadas em eletrocardiogramas que foram classificados por cardiologistas. Para caracterização da população foram recolhidos dados antropométricos e clínicos. Resultados: De 10760 indivíduos, foram identificados com as patologias 736 indivíduos, dos quais 54,1% são do sexo masculino, com idade média de 69 anos (Mín= 40anos; Máx= 98anos), apresentando uma prevalência para fibrilação auricular de 2,83%, para hipertrofia ventricular esquerda de 4,11% e para fibrilação auricular com hipertrofia ventricular esquerda de 0,18%. Apresentam ainda uma incidência para fibrilação auricular de 1,57%, para hipertrofia ventricular esquerda de 0,43%, não havendo incidência para fibrilação auricular com hipertrofia ventricular esquerda. Conclusões: O eletrocardiograma é o exame indicado para diagnosticar, nos cuidados primários, fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda. Devido aos valores obtidos serem elevados, é importante criar estratégias de controlo dos fatores de risco pois a fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda elevam o risco de acidente vascular cerebral.
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