Estratégias de auto-regulação da aprendizagem, tempo de estudo e rendimento escolar: uma investigação no ensino secundário

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Rosário, Pedro
Data de Publicação: 2000
Outros Autores: Almeida, Leandro S., Oliveira, Américo
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: https://hdl.handle.net/1822/11881
Resumo: Partindo dos referenciais teóricos que hoje enfatizam n papei da auto-regulação dos alunos na sua aprendizagem e rendimento académico, este artigo analisa as relações entre a tempo de estudo, as estratégias de auto-regulação da aprendizagem e os resultados escolares. A amostra foi constituída por 558 alunos do 10.º e 12.° ano, repartidos pelos quarto agrupamentos de estudos do Ensino Secundário. As estratégias de auto-regulação da aprendizagem foram avaliadas segundo uma metodologia qualitativa com base nos estudos de Barry Zimmerman e colegas (1986) e partindo das 14 estratégias de auto-regulação da aprendizagem utilizadas pelos alunos na sua aprendizagem. O tempo de estudo pessoal foi avaliado através das horas semanais dispendidas pelos alunos no seu estudo, enquanto o rendimento considera a média nas classificações finais obtidas nas diferentes disciplinas. Os resultados sugerem que os alunos do Ensino Secundário vão investindo progressivamente no seu estudo pessoal ao longe do percurso escolar, reflectindo possivelmente as maiores exigências escolares do 12° ano e a proximidade do ingresso na Universidade. Também os seus resultados escolares acompanham essa evolução, sugerindo uma maior eficiência do estudo a medida que se aproxima o fim do Secundário. Os alunos do agrupamento científico-natural são os que investem mais no seu estudo e os alunos dos agrupamentos económico-social e de humanidades os que apresentam as médias de tempo de estudo mais baixas. As raparigas dedicam mais tempo ao estudo, ao mesmo tempo que apresentam um perfil estratégico mais auto-regulado. No entanto, apesar das medias escolares serem superiores nas raparigas, a diferença não se revelou estatisticamente significativa. Estes resultados sugerem o interesse de estudos complementares centrados na relação agora observada entre os comportamentos de estudo e os diferentes agrupamentos a que as alunos pertencem, ao mesmo tempo que salientam a necessidade de se infundir no currículo as estratégias de auto-regulação da aprendizagem no sentido da sua promoção junto dos alunos.
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