Parentalidade, personalidade e resiliência em pais de filhos com doenças raras: papel da vinculação amorosa
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2019 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10348/9164 |
Resumo: | A escassez de estudos que descrevem o impacto das doenças raras na vida dos indivíduos, particularmente, nas figuras parentais, é notória. A literatura tem descrito que o ato de cuidar de um filho com doença rara poderá desencadear reações construtivas e positivas, onde a realização de rotinas de cuidados pode fortalecer a ligação entre pais e filhos. Além disso, a qualidade do vínculo ao par amoroso poderá fazer a diferença no desenvolvimento do processo resiliente das figuras parentais. O objetivo do presente estudo prende-se com a análise do papel preditor da parentalidade no desenvolvimento de resiliência em pais de filhos com doenças raras, testando o efeito moderador da vinculação amorosa na associação anterior. A amostra foi constituída por 160 figuras parentais com idades compreendidas entre os 22 e os 81 anos (M = 42.44; DP = 9.77). Para a recolha dos dados recorreu-se ao Parents As Social Context Questionnaire (PASCQ), Resilience Scale (RS), Questionário de Vinculação Amorosa (QVA) e a um questionário sociodemográfico. Os resultados sugerem que as dimensões da parentalidade calor e estrutura predizem positivamente a resiliência. Constatou-se ainda o efeito moderador das dimensões da vinculação amorosa confiança e evitamento na associação entre a dimensão da parentalidade rejeição e a resiliência. Os resultados serão discutidos à luz da teoria da vinculação, assumindo a importância da parentalidade e vinculação amorosa no desenvolvimento de resiliência em pais de filhos com doenças raras. |
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