Supervisão Clínica de pares : práticas supervisivas no desenvolvimento de competências na integração de novos enfermeiros

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Gonçalves, Rui Miguel
Data de Publicação: 2013
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.26/9458
Resumo: A Supervisão Clínica é descrita como processo formal de acompanhamento da prática profissional por supervisores enfermeiros, indicados para o processo, um modelo com inúmeros objetivos e resultados, mas, em todos eles, valorizando a proteção da pessoa e a segurança dos cuidados, através da reflexão e análise das práticas. Em Portugal tem sido uma preocupação, quer da academia, quer da associação profissional (OE), criar um modelo de Supervisão Clínica com vista ao desenvolvimento profissional e disciplinar via certificação das competências. Contudo, as práticas supervisivas com vista à integração de novos enfermeiros nos serviços, são antigas, introduzidas anteriormente à Supervisão Clínica e a sua compreensão poderá ser uma base para novos modelos e para a ancoragem de práticas supervisivas inovadoras e potenciadoras do desenvolvimento profissional e da governação clínica. Também não existem estudos no país que analisem esse processo. A necessidade de compreendermos o modelo em uso, na perspetiva dos enfermeiros de um serviço de urgência, de um Hospital, motivou-nos para este estudo. Tendo em conta o objeto de análise, a opção metodológica orientou-se para uma abordagem qualitativa de natureza exploratório-descritiva. Decidiu-se utilizar o Focus Group pela sua rapidez na recolha de dados e concordância dos participantes, obtida durante a discussão da problemática. A amostra foi constituída por 10 enfermeiros do serviço, integradores de novos enfermeiros, selecionados segundo critérios definidos. Os resultados permitiram compreender “como se faz a integração de novos enfermeiros no SU deste hospital”. Com um discurso conceptual longe das características descritas pela bibliografia acerca de Supervisão Clínica, competência, desenvolvimento de competências, ou mesmo práticas supervisivas, os conceitos emergiram enquadrados, pela diferente cultura académica, profissional e organizacional dos intervenientes no estudo. No SU, “integrar o novo enfermeiro” significa ajudá-lo a adaptar-se à equipa, às rotinas profissionais, às normas e aos procedimentos na instituição. As práticas supervisivas caracterizam-se por acompanhar de forma empática o novo profissional no serviço, sendo que os objetivos neste processo não são explícitos para os diferentes intervenientes e o modelo de supervisão é difuso. Isto porque, na ausência de orientações determinantes ao processo, cada enfermeiro tem o seu 10 próprio objetivo e modelo de supervisão quando acompanha e integra outro colega enfermeiro no serviço. As implicações desta investigação, tendo em conta os depoimentos dos participantes e a importância atribuída à Supervisão Clínica nos estudos consultados, tenderá a propor a introdução na instituição de uma dinâmica supervisiva formal, com supervisores selecionados segundo um perfil definido e um modelo de Supervisão Clínica que importe à profissão e à obtenção de melhores indicadores de saúde para o serviço de urgência/instituição.
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