Tratamento biológico de efluentes têxteis simulados com corantes azo reactivos bioacessíveis a fungos lenhinolíticos

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Martins, M. Adosinda M.
Data de Publicação: 2002
Outros Autores: Lima, Nelson, Queiroz, Maria João R. P.
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1822/34867
Resumo: Os corantes azo derivados do azobenzeno são compostos xenobióticos recalcitrantes, principalmente devido às anilinas carcinogénicas e/ou mutagénicas a que podem dar origem por redução. Alguns fungos lenhinolfticos como Phanerochaete chrysosporium e Trametes versicolor demonstraram capacidades de biodegradação deste tipo de compostos, através de mecanismos oxidativos, evitando a formação de anilinas e conduzindo à mineralização total. Neste trabalho simularam-se diferentes efluentes têxteis utilizando 4 ou 8 corantes azo reactivos de aplicação têxtil, que foram sintetizados por diazotação de ácidos aminobenzóicos ou aminossulfónicos, seguida de acoplamento com componentes fenólicas, guaiacol ou siringol, presentes na estrutura da lenhina. Estes grupos são considerados pontos de acesso para o sistema enzimático lenhinolftico destes fungos. Procedeu-se à estudos comparativos de biodegradação utilizando as duas espécies referidas. A extensão da biodegradação foi avaliada estudando três parâmetros ao longo do tempo de incubação: decréscimo da intensidade do~ apresentado pela mistura de corantes no ~ do ensaio (UV-Vislvel); decréscimo da concentração de sacarose (fonte de C primária); e aumento da biomassa. A constituição do efluente simulado com 4 corantes teve como base estudos preliminares em que se determinou a relação estrutura do corante/extensão da biodegradação. Quando se utilizou o fungo T. versicolor ou se adicionou ao meio de cultura de P. chrysosporium sobrenadante de um ensaio usando a primeira espécie, atingiram-se percentagens de biodegradação mais elevadas. Diferenças existentes na produção de enzimas extracelulares destes dois fungos poderão explicar a obtenção destes resultados.
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