Versatilidade da Glicina na Medicina Dentária
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2020 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/20.500.11816/3376 |
Resumo: | Ao longo da vida, a superfície dos dentes é constantemente exposta à colonização de uma ampla variedade de microrganismos. A maioria destas bactérias vive em simbiose com o respetivo hospedeiro; a renovação constante das superfícies da cavidade oral, que ocorre através da esfoliação, evita a acumulação de grandes populações microbianas. No entanto, na cavidade oral, a coroa clínica, parte externa visível, constituída por tecido duro, não-exfoliante, é uma característica que favorece o desenvolvimento de extensas agregações bacterianas. Acredita-se que a acumulação do metabolismo de microrganismos nas superfícies duras leva à formação de processos tais como, cariogénicos, gengivite e consequentemente, ao aparecimento da doença periodontal. Para prevenção do aparecimento destes, tornou-se essencial a profilaxia das estruturas e tecidos orais, comumente feita com jactos de bicarbonato. No entanto, este material é agressivo para os tecidos, tendo havido a necessidade de procura de um novo material que obtivesse iguais, ou melhores resultados, e ao mesmo tempo menor agressividade às estruturas. A introdução da glicina em pó na medicina dentária, para a remoção da placa bacteriana na superfície dentária e radicular, tem demostrado ser uma alternativa eficaz comparativamente ao bicarbonato de sódio e aos instrumentos como o ultra-som e curetas periodontais. Assim sendo, a glicina pode ser considerada um excelente aliado na profilaxia, na diminuição da rugosidade de superfície e no suporte ao tratamento periodontal. Dependendo dos parâmetros de aplicação, a glicina não é considerada invasiva nem agressiva para as superfícies dentárias e radiculares, permitindo obter uma superfície mais polida, que será por sua vez menos retentiva para a acumulação de biofilme. Portanto, a introdução de um sistema profiláctico eficaz não agressivo para os tecidos orais é essencial na prática clínica diária. O uso do pó de glicina tem vindo a ser eficaz transversalmente às diferentes áreas da medicina dentária. |
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Ao longo da vida, a superfície dos dentes é constantemente exposta à colonização de uma ampla variedade de microrganismos. A maioria destas bactérias vive em simbiose com o respetivo hospedeiro; a renovação constante das superfícies da cavidade oral, que ocorre através da esfoliação, evita a acumulação de grandes populações microbianas. No entanto, na cavidade oral, a coroa clínica, parte externa visível, constituída por tecido duro, não-exfoliante, é uma característica que favorece o desenvolvimento de extensas agregações bacterianas. Acredita-se que a acumulação do metabolismo de microrganismos nas superfícies duras leva à formação de processos tais como, cariogénicos, gengivite e consequentemente, ao aparecimento da doença periodontal. Para prevenção do aparecimento destes, tornou-se essencial a profilaxia das estruturas e tecidos orais, comumente feita com jactos de bicarbonato. No entanto, este material é agressivo para os tecidos, tendo havido a necessidade de procura de um novo material que obtivesse iguais, ou melhores resultados, e ao mesmo tempo menor agressividade às estruturas. A introdução da glicina em pó na medicina dentária, para a remoção da placa bacteriana na superfície dentária e radicular, tem demostrado ser uma alternativa eficaz comparativamente ao bicarbonato de sódio e aos instrumentos como o ultra-som e curetas periodontais. Assim sendo, a glicina pode ser considerada um excelente aliado na profilaxia, na diminuição da rugosidade de superfície e no suporte ao tratamento periodontal. Dependendo dos parâmetros de aplicação, a glicina não é considerada invasiva nem agressiva para as superfícies dentárias e radiculares, permitindo obter uma superfície mais polida, que será por sua vez menos retentiva para a acumulação de biofilme. Portanto, a introdução de um sistema profiláctico eficaz não agressivo para os tecidos orais é essencial na prática clínica diária. O uso do pó de glicina tem vindo a ser eficaz transversalmente às diferentes áreas da medicina dentária. |
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