Fadiga e aviação: Os Horários Irregulares da Tripulação de Cabine

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Castro, Marta Mira de
Data de Publicação: 2012
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.26/9006
Resumo: Numa sociedade activa 24 horas, 7 dias por semana e 365 dias por ano, a fadiga, os riscos associados e sua gestão, são cada vez mais uma preocupação actual. O presente trabalho centra-se na irregularidade de horários como factor desencadeante de sintomas de fadiga no estudo de tripulações de cabine de uma companhia aérea portuguesa. Este estudo pretendeu verificar: (1) os requisitos físicos, psicológicos, sociais e emocionais do trabalho da tripulação de cabine; (2) se os horários em vigor e tempos limite de descanso efectivo são factores desencadeantes de fadiga; (3) a existência de sintomas de fadiga na tripulação de cabine. Foi desenvolvido um questionário adaptado às especificidades da profissão a uma amostra de 73 tripulantes, dos quais 39 do sexo feminino e 34 são do sexo masculino, sendo a média de idade de 27,68 anos. Os resultados mostram que os factores que mais contribuem para a fadiga são: o tipo de voo, a falta de humidade e a oscilação da temperatura da cabine, bem como os voos nocturnos, o jet lag e em menor percentagem a irregularidade de horários e a falta de descanso. As principais queixas físicas são a nível das pernas, pés e coluna lombar. Os principais sintomas/sinais de fadiga são as pernas cansadas, pele seca e olhos cansados. Existiram ainda queixas de problemas digestivos, sendo as mulheres as principais lesadas. Foram encontradas diferenças significativas entre o género e o sono, sendo que os homens avaliam o seu sono como mais repousante comparativamente com as mulheres. Foram ainda encontradas diferenças significativas na senioridade: a falta de humidade na cabine, falta de descanso e problemas de estômago afectam mais as pessoas com maior antiguidade e a qualidade do sono é melhor nas pessoas com menor antiguidade. Pode-se considerar que os principais objectivos foram atingidos. Recomenda-se o uso de outras metodologias e/ou companhias do mesmo género, no sentido de se verificar a replicação destes resultados.
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