RETENÇÃO URINÁRIA AGUDA NUM RECÉM-NASCIDO – CASO CLÍNICO
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| Data de Publicação: | 2016 |
| Outros Autores: | , , , |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | https://doi.org/10.25753/BirthGrowthMJ.v24.i0.9638 |
Resumo: | Introdução: A retenção urinária aguda é pouco comum na população pediátrica e pode ser sintoma de uma lesão maligna. Apresentamos o caso clínico de um recém-nascido com uma retenção urinária aguda provocada por uma massa cística pélvica. Caso Clínico: Recém-nascido de 3 meses foi levado ao Serviço de Urgência com uma retenção urinária aguda. Ao exame objectivo a bexiga encontrava-se muito distendida e palpável, o que motivou a colocação de uma sonda vesical. A ecografia abdominal descreveu uma lesão cística infravesical, com 5 cm de diâmetro. Na cistouretrografia miccional retrógrada foi excluída estenose da uretra, e visualizou-se a bexiga desviada cranialmente, numa posição totalmente intra-abdominal e extra-pélvica, sem defeitos de preenchimento. A RM revelou uma massa multicística que media 3,6x6,2x4 cm, a ocupar a totalidade da pelve, com compressão da uretra, e provocando um desvio cranial da bexiga. Foi colocada, como hipótese de diagnóstico mais provável um teratoma sacrococcígeo multiloculado e cístico. No estudo analítico os níveis de alfa-fetoproteína (AFP) estavam elevados (179,8μg/L, normal <30μg/L). O recém-nascido foi submetido a cirurgia; foi identificada a lesão cística pélvica, a provocar um desvio cranial anormal da bexiga e dos ureteres. Foi feita uma resseção total da massa. A anatomia patológica revelou uma lesão cística com epitélio cilíndrico ciliado, sem sinais de malignidade. Um mês após a intervenção, a ecografia abdominal não mostrou nenhuma lesão pélvica nem outra anomalia. Nove meses após a cirurgia os níveis séricos de AFP eram normais. Comentários: As massas pélvicas, na população pediátrica, podem ser congénitas e ter uma origem muito variada. A sua apresentação clínica normalmente relaciona-se com a etiologia, o tamanho e a localização. Neste caso clínico, a retenção urinária aguda, foi provocada pela presença de uma massa cística pélvica a causar compressão da uretra. A RM, os níveis de AFP e o relato cirúrgico fazem com que o diagnóstico mais provável seja o teratoma sacrococcígeo, apesar de um resultado inespecífico na anatomia patológica. O prognóstico normalmente é bom, e depende do tamanho do tumor e da resseção cirúrgica imediata e completa. Perante um recém-nascido com uma retenção urinária aguda a investigação diagnóstica e orientação terapêutica devem ser imediatas. |
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RETENÇÃO URINÁRIA AGUDA NUM RECÉM-NASCIDO – CASO CLÍNICOResumo dos postersIntrodução: A retenção urinária aguda é pouco comum na população pediátrica e pode ser sintoma de uma lesão maligna. Apresentamos o caso clínico de um recém-nascido com uma retenção urinária aguda provocada por uma massa cística pélvica. Caso Clínico: Recém-nascido de 3 meses foi levado ao Serviço de Urgência com uma retenção urinária aguda. Ao exame objectivo a bexiga encontrava-se muito distendida e palpável, o que motivou a colocação de uma sonda vesical. A ecografia abdominal descreveu uma lesão cística infravesical, com 5 cm de diâmetro. Na cistouretrografia miccional retrógrada foi excluída estenose da uretra, e visualizou-se a bexiga desviada cranialmente, numa posição totalmente intra-abdominal e extra-pélvica, sem defeitos de preenchimento. A RM revelou uma massa multicística que media 3,6x6,2x4 cm, a ocupar a totalidade da pelve, com compressão da uretra, e provocando um desvio cranial da bexiga. Foi colocada, como hipótese de diagnóstico mais provável um teratoma sacrococcígeo multiloculado e cístico. No estudo analítico os níveis de alfa-fetoproteína (AFP) estavam elevados (179,8μg/L, normal <30μg/L). O recém-nascido foi submetido a cirurgia; foi identificada a lesão cística pélvica, a provocar um desvio cranial anormal da bexiga e dos ureteres. Foi feita uma resseção total da massa. A anatomia patológica revelou uma lesão cística com epitélio cilíndrico ciliado, sem sinais de malignidade. Um mês após a intervenção, a ecografia abdominal não mostrou nenhuma lesão pélvica nem outra anomalia. Nove meses após a cirurgia os níveis séricos de AFP eram normais. Comentários: As massas pélvicas, na população pediátrica, podem ser congénitas e ter uma origem muito variada. A sua apresentação clínica normalmente relaciona-se com a etiologia, o tamanho e a localização. Neste caso clínico, a retenção urinária aguda, foi provocada pela presença de uma massa cística pélvica a causar compressão da uretra. A RM, os níveis de AFP e o relato cirúrgico fazem com que o diagnóstico mais provável seja o teratoma sacrococcígeo, apesar de um resultado inespecífico na anatomia patológica. O prognóstico normalmente é bom, e depende do tamanho do tumor e da resseção cirúrgica imediata e completa. Perante um recém-nascido com uma retenção urinária aguda a investigação diagnóstica e orientação terapêutica devem ser imediatas.Unidade Local de Saúde de Santo António2016-07-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/articlehttps://doi.org/10.25753/BirthGrowthMJ.v24.i0.9638por2183-9417Coelho, AnaSousa, CatarinaMarinho, Ana Sofiade Castro, RibeiroCarvalho, Fátimainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2024-05-07T09:39:42Zoai:ojs.revistas.rcaap.pt:article/9638Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-28T14:39:25.012252Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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Introdução: A retenção urinária aguda é pouco comum na população pediátrica e pode ser sintoma de uma lesão maligna. Apresentamos o caso clínico de um recém-nascido com uma retenção urinária aguda provocada por uma massa cística pélvica. Caso Clínico: Recém-nascido de 3 meses foi levado ao Serviço de Urgência com uma retenção urinária aguda. Ao exame objectivo a bexiga encontrava-se muito distendida e palpável, o que motivou a colocação de uma sonda vesical. A ecografia abdominal descreveu uma lesão cística infravesical, com 5 cm de diâmetro. Na cistouretrografia miccional retrógrada foi excluída estenose da uretra, e visualizou-se a bexiga desviada cranialmente, numa posição totalmente intra-abdominal e extra-pélvica, sem defeitos de preenchimento. A RM revelou uma massa multicística que media 3,6x6,2x4 cm, a ocupar a totalidade da pelve, com compressão da uretra, e provocando um desvio cranial da bexiga. Foi colocada, como hipótese de diagnóstico mais provável um teratoma sacrococcígeo multiloculado e cístico. No estudo analítico os níveis de alfa-fetoproteína (AFP) estavam elevados (179,8μg/L, normal <30μg/L). O recém-nascido foi submetido a cirurgia; foi identificada a lesão cística pélvica, a provocar um desvio cranial anormal da bexiga e dos ureteres. Foi feita uma resseção total da massa. A anatomia patológica revelou uma lesão cística com epitélio cilíndrico ciliado, sem sinais de malignidade. Um mês após a intervenção, a ecografia abdominal não mostrou nenhuma lesão pélvica nem outra anomalia. Nove meses após a cirurgia os níveis séricos de AFP eram normais. Comentários: As massas pélvicas, na população pediátrica, podem ser congénitas e ter uma origem muito variada. A sua apresentação clínica normalmente relaciona-se com a etiologia, o tamanho e a localização. Neste caso clínico, a retenção urinária aguda, foi provocada pela presença de uma massa cística pélvica a causar compressão da uretra. A RM, os níveis de AFP e o relato cirúrgico fazem com que o diagnóstico mais provável seja o teratoma sacrococcígeo, apesar de um resultado inespecífico na anatomia patológica. O prognóstico normalmente é bom, e depende do tamanho do tumor e da resseção cirúrgica imediata e completa. Perante um recém-nascido com uma retenção urinária aguda a investigação diagnóstica e orientação terapêutica devem ser imediatas. |
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