Higiene Oral na Pessoa com Doença Hemato-Oncológica a Realizar Quimioterapia

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Main Author: Simões, Isabel Maria Henriques
Publication Date: 2016
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
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Summary: A mucosite oral é um dos principais efeitos secundários da administração de quimioterapia, com impacto físico e no bem-estar psicológico e consequentemente na qualidade de vida. Sendo a higiene oral a principal forma de a prevenir e/ou de a minimizar, definimos como objectivos desta investigação identificar a importância que a pessoa com doença hemato-oncológica a realizar quimioterapia atribui aos cuidados de higiene oral e identificar a importância que a pessoa com doença hemato-oncológica a realizar quimioterapia atribui aos ensinos realizados pelos enfermeiros sobre higiene oral. A amostra é constituída por 58 sujeitos com doença hematológica a realizar quimioterapia, internados num serviço de um hospital central. Foi delineada uma investigação de natureza exploratória, transversal e correlacional. O instrumento de colheita de dados foi construído pela autora, dividindo-se em duas parte, a primeira relativa aos dados sócio-demográficos e clínicos e a segunda parte para colheita de dados relativos aos comportamentos de higiene oral e ensinos recebidos. Os resultados obtidos permitem-nos constatar que a pessoa com doença hematooncológica atribui importância à realização da higiene oral e atribui, também, importância aos ensinos recebidos sobre higiene oral. Contudo, apenas pouco mais de metade da amostra refeiu ter tido ensinos sobre higiene oral. Verificamos que a situação de doença mudou as práticas de cuidados de higiene da boca, fazendo-o de forma mais correcta, mas ainda não de forma adequada, uma vez que houve uma melhoria substancial na higienização da boca entre o antes e o durante a situação de doença, quer com o aumento dos participantes que higienizam a boca quer na forma como o fazem. Mais participantes referem que realizam mais comportamentos correctos durante a situação de doença que antes, havendo um maior número de participantes que realizam três e quatro comportamentos correctos de higiene oral. Relativamente aos factores que poderiam influenciar a importância atribuída à higiene oral não nos foi possível encontrar esses factores de entre as variáveis estudadas. No que diz respeito ao número de comportamentos correctos de higiene oral durante a situação de doença verificamos que as variáveis que parecem influenciar o número de comportamentos correctos de higiene oral durante a situação de doença são habilitações literárias, tempo de diagnóstico, tipo de diagnóstico, internamentos anteriores e realização de tratamentos anteriores de quimioterapia. No que diz respeito a outros comportamentos saudáveis para prevenir e/ou minimizar a mucosite oral, constatamos que menos de metade dos participantes refere evitar alguns alimentos ou bebidas que possam ser agressivos à mucosa oral, metade dos participantes hidrata os lábios e a quase totalidade dos refere não ser fumador. Apesar da dimensão reduzida da amostra e da dificuldade em encontrar estudos nesta área, consideramos que esta investigação permite enriquecer uma área de conhecimentos não desenvolvida, permite planear intervenções que possam resolver os problemas encontrados e sensibilizar todos os enfermeiros que cuidem de pessoas com doença hemato-oncológica a realizar quimioterapia, mas também todos os enfermeiros que cuidem de pessoas com doença oncológica a realizar quimioterapia.
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