A gestão do sílex durante o Neolítico médio da Moita do Ourives (Benavente, Portugal)
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| Publication Date: | 2017 |
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| Source: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
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Summary: | O sítio da Moita do Ourives localiza‑se na margem esquerda do Baixo Tejo, sobre um terraço quaternário. O quartzo e o quartzito ocorrem em abundância localmente, nos depósitos siliciclásticos da Bacia do Tejo. No sítio, estas matérias‑primas foram exploradas de modo expedito, visando essencialmente a produção de lascas e utensílios sobre seixo. Até à data, desconhecem‑se fontes de sílex na margem esquerda do Tejo, pelo que a presença desta matéria‑prima indica abastecimento a média e longa distância, contribuindo assim para a compreensão dos espaços de circulação, economia e dinâmicas sociais das comunidades pré‑históricas da região. Na Moita do Ourives, a análise de proveniências permitiu identificar silicificações do Cenomaniano superior provenientes de fontes situadas em posição secundária nos depósitos siliciclásticos da margem direita do rio Tejo. Foram ainda reconhecidas silicificações oxfordianas provenientes do vale do Rio Nabão, mais de 90 km para Norte, e jaspe, cuja ocorrência mais próxima se localiza na bacia do rio Sado, a Sul. |
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A gestão do sílex durante o Neolítico médio da Moita do Ourives (Benavente, Portugal)Matérias primasSílexArqueopetrografiaNeolítico médioPaleoestuário do TejoRaw materialFlintPetroarchaeologyMiddle NeolithicTagus palaeoestuaryO sítio da Moita do Ourives localiza‑se na margem esquerda do Baixo Tejo, sobre um terraço quaternário. O quartzo e o quartzito ocorrem em abundância localmente, nos depósitos siliciclásticos da Bacia do Tejo. No sítio, estas matérias‑primas foram exploradas de modo expedito, visando essencialmente a produção de lascas e utensílios sobre seixo. Até à data, desconhecem‑se fontes de sílex na margem esquerda do Tejo, pelo que a presença desta matéria‑prima indica abastecimento a média e longa distância, contribuindo assim para a compreensão dos espaços de circulação, economia e dinâmicas sociais das comunidades pré‑históricas da região. Na Moita do Ourives, a análise de proveniências permitiu identificar silicificações do Cenomaniano superior provenientes de fontes situadas em posição secundária nos depósitos siliciclásticos da margem direita do rio Tejo. Foram ainda reconhecidas silicificações oxfordianas provenientes do vale do Rio Nabão, mais de 90 km para Norte, e jaspe, cuja ocorrência mais próxima se localiza na bacia do rio Sado, a Sul.The Moita do Ourives site is located on a Quaternary terrace of the left bank of the lower Tagus. Quartz and quartzite are abundant in these siliciclastic deposits, and were knapped expediently to produce flakes and cobble tools. Flint sources are unknown in the left bank of the Tagus. Therefore, here, flint can be used as a proxy for regional and long distance raw-material procurement, contributing to the understanding of the circulation routes, economy and social dynamics of the area’s prehistoric communities. Moita do Ourives yielded Upper Cenomanian flint from sources in secondary position located in the siliciclastic deposits of the right bank of the Tagus. Oxfordian flint from the Nabão river, located more than 90 km to the North, as well as jasper, where the closest known source is located to the South, in the Sado river basin, have also been identified.Associação dos Arqueólogos PortuguesesRepositório da Universidade de LisboaMatias, HenriqueNeves, César2018-01-12T16:45:07Z20172017-01-01T00:00:00Zbook partinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10451/30525porMatias, H., & Neves, C. (2017). A gestão do sílex durante o Neolítico médio da Moita do Ourives (Benavente, Portugal). In J. M. Arnaud & A. Martins (Eds.), Arqueologia em Portugal: 2017 – Estado da Questão (pp. 489-504). Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses.978-972-9451-71-3info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-17T13:46:14Zoai:repositorio.ulisboa.pt:10451/30525Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T02:53:26.994392Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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O sítio da Moita do Ourives localiza‑se na margem esquerda do Baixo Tejo, sobre um terraço quaternário. O quartzo e o quartzito ocorrem em abundância localmente, nos depósitos siliciclásticos da Bacia do Tejo. No sítio, estas matérias‑primas foram exploradas de modo expedito, visando essencialmente a produção de lascas e utensílios sobre seixo. Até à data, desconhecem‑se fontes de sílex na margem esquerda do Tejo, pelo que a presença desta matéria‑prima indica abastecimento a média e longa distância, contribuindo assim para a compreensão dos espaços de circulação, economia e dinâmicas sociais das comunidades pré‑históricas da região. Na Moita do Ourives, a análise de proveniências permitiu identificar silicificações do Cenomaniano superior provenientes de fontes situadas em posição secundária nos depósitos siliciclásticos da margem direita do rio Tejo. Foram ainda reconhecidas silicificações oxfordianas provenientes do vale do Rio Nabão, mais de 90 km para Norte, e jaspe, cuja ocorrência mais próxima se localiza na bacia do rio Sado, a Sul. |
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Matias, H., & Neves, C. (2017). A gestão do sílex durante o Neolítico médio da Moita do Ourives (Benavente, Portugal). In J. M. Arnaud & A. Martins (Eds.), Arqueologia em Portugal: 2017 – Estado da Questão (pp. 489-504). Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses. 978-972-9451-71-3 |
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