Diplomacia económica : o papel das agências de investimento externo e o caso da AICEP na Tailândia

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Alexandre, Filipa Maia
Data de Publicação: 2020
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.14/31971
Resumo: Num mundo cada vez mais globalizado, a diplomacia tradicionalmente política teve que se adaptar, alargando as suas funções. As empresas cada vez mais procuram crescer através da internacionalização, promovendo a economia do país. Verificou-se a necessidade por parte dos estados de apoiar esta expansão, como oportunidade de crescimento da economia dos países e de defesa dos interesses nacionais na ação externa. Assim nasce o conceito da diplomacia económica, com novos atores, novas atividades e novos objetivos. A diplomacia económica tem duas vertentes principais: a promoção da imagem do país nos mercados externos, das exportações e do investimento direto estrangeiro e, por outro lado, fortalecer o comércio bilateral e multilateral, através de políticas externas económicas e comerciais. Foi neste sentido que, em Portugal, foi fundada a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - entidade principal na atividade da Diplomacia Económica portuguesa. O presente trabalho tem como objetivo facilitar um melhor entendimento sobre o conceito da diplomacia económica e do trabalho envolvente dos seus atores, dando ênfase à diplomacia económica nacional e à AICEP, entidade onde foi desenvolvido o estágio curricular final de mestrado, em Banguecoque. Assim, são colocadas duas questões: “Qual o papel das agências de investimento externo na internacionalização das empresas portuguesas?” e “Qual o papel que a delegação da AICEP Banguecoque tem desempenhado no processo de internacionalização das empresas nacionais no mercado tailandês?”. Para dar resposta a estas questões, neste trabalho foi realizado um caso de estudo da delegação da AICEP Banguecoque centrado nas atividades realizadas pela entidade, com o intuito de entender melhor a contribuição da delegação no relacionamento bilateral dos países. Este estudo é suportado pela recolha de dados descritivos e estatísticas, assim como por dados facultados pela própria delegação e também, por meio de observação ao longo da realização do estágio curricular. Os resultados permitiram concluir que, cada vez mais, os governos procuram as agências de investimento externo como um instrumento de apoio à competitividade das economias nacionais nos mercados externos. Estas agências são consideradas imprescindíveis na internacionalização de uma economia, uma vez que estão exclusivamente destinadas às atividades de diplomacia económica e trabalham unicamente no sentido de eliminar as barreiras à internacionalização. A AICEP Banguecoque, estando incluída neste tipo de agências, trabalha também neste sentido. Para dar resposta ao estudo do caso, foram algumas as dificuldades sentidas devido à escassa informação existente sobre o trabalho a ser desenvolvido. A delegação da AICEP é ainda um projeto embrionário, num mercado ainda a começar a ser explorado, o que dificultou a avaliação do desempenho da delegação. É inegável o facto de que o trabalho da delegação tem vindo a ser cada vez mais reconhecido e, com uma maior aposta neste sentido por parte do governo nacional, poderá trazer inúmeras oportunidades à internacionalização da economia portuguesa.
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