A ocupação sidérica do Passo Alto (V.V. de Ficalho, Serpa)

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Main Author: Soares, António M. Monge
Publication Date: 2010
Other Authors: Antunes, Ana Sofia Tamissa, Queiroz, Deus, Manuela de, Soares, Rui Manuel G. M., Valério, Pedro
Format: Conference object
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10174/35978
Summary: O povoado proto‐histórico do Passo Alto situa‐se no Baixo Alentejo, em Vila Verde de Ficalho (concelho de Serpa), na confluência da ribeira de Vidigão com o rio Chança, afluente do Guadiana. Tem sido objecto de escavações arqueológicas programadas, as quais permitiram não só identificar e datar um sistema complexo de defesa atribuível a uma primeira ocupação humana do Bronze Final, mas também registar estruturas habitacionais datáveis da I Idade do Ferro. É a ocupação sidérica do Passo Alto que será o objecto essencial desta comunicação. O sítio arqueológico do Passo Alto ocupa uma área grosseiramente triângular, delimitada pelas margens abruptas do Chança e do seu afluente Vidigão, a qual desce algumas dezenas de metros em direcção ao vértice formado por aquelas duas ribeiras. Na encosta oeste da colina entalhada entre as ribeiras do Chança e do Vidigão existe uma pequena plataforma, delimitada por um muro, já muito desconjuntado, que a separa da zona mais íngreme que cai para a ribeira do Vidigão. A escavação desta plataforma permitiu verificar a existência de uma estrutura habitacional, sendo nela facilmente reconhecíveis diversos compartimentos rectangulares, de pequena dimensão. A sua planta é semelhante a outras já registadas e investigadas no Alto Alentejo. Os artefactos recolhidos são, na sua quase totalidade, de cerâmica. Destacam‐se os contentores de tamanho médio decorados com dedadas no colo junto ao bordo e com mamilos verticais e os decorados com incisões em V ou em zig‐zag também junto ao bordo. Estas cerâmicas, bem como as cerâmicas cinzentas, importadas, apontam para uma ocupação do séc. VI a.C. Foi identificada a utilização de cortiça e de madeira de urze, medronheiro, oliveira, catapereiro e de uma leguminosa, testemunhando a presença regional de matagais esclerófilos mediterrânicos, urzais semi‐naturais e charnecas.
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