O Monte Alentejano na encruzilhada do tempo
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2014 |
| Outros Autores: | , |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10174/13212 |
Resumo: | O tradicional monte alentejano é um tipo de habitat constituído, pelo menos até finais dos anos 70, por estruturas arquitectónicas detentoras, em muitos casos, de um património vernácula inigualável. Nos últimos 30-40 anos assistiu-se a uma dinâmica sócio-económica que, se por um lado levou a uma maior racionalização dos sistemas agrícolas, com a intensificação da mecanização, desenvolvimento das monoculturas, introdução de novas culturas, etc., foi, por outro lado, acompanhada por um despovoamento rural crescente e pela alteração radical das redes sociais locais, com a evidente quebra da coesão social, entre outros problemas. Mas o que terá acontecido durante este período ao monte alentejano? Qual foi a trajectória de conversão para as novas funcionalidades? Estará o monte alentejano condenado a desaparecer ou a diluir-se noutra realidade? O que aconteceu aos seus valores patrimoniais? Os autores pensando que esta problemática não tem sido encarada pelos órgãos políticos responsáveis com a devida competência, nem merecendo da sociedade a devida atenção, propõem-se realizar um estudo comparativo de situações actuais, correspondentes a zonas geográficas e a tipos de uso do solo distintos, no Alentejo Central. Esta comparação será tanto mais enriquecedora quanto mais distintas forem as paisagens, pois só assim se perceberá se o problema atinge indiferenciadamente todo o território, ou se, pelo contrário, assume maior gravidade em algumas paisagens particulares. Afinal, o risco, é que, com a necessidade de se produzir para um mercado global, acarretando a descaracterização de muitos sistemas agrícolas tradicionais, paisagens de elevado valor patrimonial, como o montado, a par de um património vernacular por vezes rico, fiquem cada vez mais expostas e degradadas. Pretende-se, a partir deste olhar, tentar perceber os diferentes caminhos que têm conduzido o monte alentejano a alterações nem sempre evidentes e percepcionáveis. |
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