Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2014 |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.18/2739 |
Resumo: | O rastreio neonatal deve ser um programa sistemático e universal, destinado a todos os recém-nascidos. O seu principal objetivo é o diagnóstico pré-sintomático e a instituição precoce de terapia adequada, de forma a minimizar as consequências da patologia rastreada para o recém-nascido (RN). Neste sentido, deve ser um programa integrado, com vertentes política, social e ética, para além das vertentes clínica e técnico-científica. Os primeiros programas de rastreio surgiram no início da década de 60, com o rastreio da fenilcetonúria, e gradualmente outros rastreios foram incluídos nestes programas. Nos anos 90, com o desenvolvimento e aplicação da tecnologia de espetrometria da massa em tandem (MS/MS) ao rastreio, houve uma importante mudança no conceito de patologia rastreável, passando a ser possível o rastreio de doenças até aí não incluídas nos programas de rastreio, devido à sua raridade. Com esta tecnologia é possível o rastreio simultâneo de mais de 40 doenças hereditárias do metabolismo, utilizando a mesma amostra. O rastreio das doenças raras é atualmente considerado um problema de saúde pública, e nos últimos anos têm sido desenvolvidos esforços importantes ao nível dos decisores políticos europeus da área da saúde, no sentido da harmonização do rastreio neonatal em todos os países europeus e da sua disponibilização a todos os recém-nascidos. Apesar de instituídos na maioria dos países ditos desenvolvidos, existem enormes diferenças nos programas de rastreio neonatal efetuados em diferentes países ou mesmo em diferentes regiões do mesmo país. O Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP) realiza-se em Portugal desde 1979 e atualmente inclui o rastreio neonatal de 24 Doenças Hereditárias do Metabolismo (DHM), por MS/MS, e do Hipotiroidismo Congénito (HC) utilizando um sistema automático de imunoensaio (autoDELFIA®). Em Outubro de 2013 iniciou-se, um estudo piloto para o rastreio neonatal da Fibrose Quística (FQ), que deverá ser efetuado em 80 000 recém-nascidos (RN) portugueses ao longo de aproximadamente um ano. Clinicamente a FQ é uma doença grave com atingimento multissistémico, frequentemente letal nos primeiros anos de vida. Diagnosticar precocemente a doença é uma fator decisivo no prognóstico, não só pela maior sobrevida, mas também para uma melhor qualidade de vida do doente. No final deste estudo deverá ser avaliada a inclusão da FQ no PNDP. Os programas de rastreio neonatal devem ser programas dinâmicos, com avaliação permanente das patologias a incluir e da tecnologia a utilizar. O desenvolvimento recente de novas terapias e de novas tecnologias, nomeadamente na área do metabolismo e da genética, abre infinitas possibilidades de rastreio, mas levanta também inúmeras questões. Os princípios básicos definidos por Wilson e Jungner para o rastreio neonatal, apesar de já terem quase meio século, não devem ser esquecidos e as recomendações internacionais devem ser seguidas. |
| id |
RCAP_9921a9e3d00eb8c4e931282cc4f41ce7 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.insa.pt:10400.18/2739 |
| network_acronym_str |
RCAP |
| network_name_str |
Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| repository_id_str |
https://opendoar.ac.uk/repository/7160 |
| spelling |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologiasDoenças GeneticasRastreio NeonatalO rastreio neonatal deve ser um programa sistemático e universal, destinado a todos os recém-nascidos. O seu principal objetivo é o diagnóstico pré-sintomático e a instituição precoce de terapia adequada, de forma a minimizar as consequências da patologia rastreada para o recém-nascido (RN). Neste sentido, deve ser um programa integrado, com vertentes política, social e ética, para além das vertentes clínica e técnico-científica. Os primeiros programas de rastreio surgiram no início da década de 60, com o rastreio da fenilcetonúria, e gradualmente outros rastreios foram incluídos nestes programas. Nos anos 90, com o desenvolvimento e aplicação da tecnologia de espetrometria da massa em tandem (MS/MS) ao rastreio, houve uma importante mudança no conceito de patologia rastreável, passando a ser possível o rastreio de doenças até aí não incluídas nos programas de rastreio, devido à sua raridade. Com esta tecnologia é possível o rastreio simultâneo de mais de 40 doenças hereditárias do metabolismo, utilizando a mesma amostra. O rastreio das doenças raras é atualmente considerado um problema de saúde pública, e nos últimos anos têm sido desenvolvidos esforços importantes ao nível dos decisores políticos europeus da área da saúde, no sentido da harmonização do rastreio neonatal em todos os países europeus e da sua disponibilização a todos os recém-nascidos. Apesar de instituídos na maioria dos países ditos desenvolvidos, existem enormes diferenças nos programas de rastreio neonatal efetuados em diferentes países ou mesmo em diferentes regiões do mesmo país. O Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP) realiza-se em Portugal desde 1979 e atualmente inclui o rastreio neonatal de 24 Doenças Hereditárias do Metabolismo (DHM), por MS/MS, e do Hipotiroidismo Congénito (HC) utilizando um sistema automático de imunoensaio (autoDELFIA®). Em Outubro de 2013 iniciou-se, um estudo piloto para o rastreio neonatal da Fibrose Quística (FQ), que deverá ser efetuado em 80 000 recém-nascidos (RN) portugueses ao longo de aproximadamente um ano. Clinicamente a FQ é uma doença grave com atingimento multissistémico, frequentemente letal nos primeiros anos de vida. Diagnosticar precocemente a doença é uma fator decisivo no prognóstico, não só pela maior sobrevida, mas também para uma melhor qualidade de vida do doente. No final deste estudo deverá ser avaliada a inclusão da FQ no PNDP. Os programas de rastreio neonatal devem ser programas dinâmicos, com avaliação permanente das patologias a incluir e da tecnologia a utilizar. O desenvolvimento recente de novas terapias e de novas tecnologias, nomeadamente na área do metabolismo e da genética, abre infinitas possibilidades de rastreio, mas levanta também inúmeras questões. Os princípios básicos definidos por Wilson e Jungner para o rastreio neonatal, apesar de já terem quase meio século, não devem ser esquecidos e as recomendações internacionais devem ser seguidas.Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IPRepositório Científico do Instituto Nacional de SaúdeMarcão, Ana2015-02-02T16:19:17Z2014-032014-03-01T00:00:00Zconference objectinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.18/2739porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-02-26T14:19:12Zoai:repositorio.insa.pt:10400.18/2739Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-28T21:33:21.520381Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| title |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| spellingShingle |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias Marcão, Ana Doenças Geneticas Rastreio Neonatal |
| title_short |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| title_full |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| title_fullStr |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| title_full_unstemmed |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| title_sort |
Rastreio Neonatal: novas tecnologias e novas patologias |
| author |
Marcão, Ana |
| author_facet |
Marcão, Ana |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Marcão, Ana |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Doenças Geneticas Rastreio Neonatal |
| topic |
Doenças Geneticas Rastreio Neonatal |
| description |
O rastreio neonatal deve ser um programa sistemático e universal, destinado a todos os recém-nascidos. O seu principal objetivo é o diagnóstico pré-sintomático e a instituição precoce de terapia adequada, de forma a minimizar as consequências da patologia rastreada para o recém-nascido (RN). Neste sentido, deve ser um programa integrado, com vertentes política, social e ética, para além das vertentes clínica e técnico-científica. Os primeiros programas de rastreio surgiram no início da década de 60, com o rastreio da fenilcetonúria, e gradualmente outros rastreios foram incluídos nestes programas. Nos anos 90, com o desenvolvimento e aplicação da tecnologia de espetrometria da massa em tandem (MS/MS) ao rastreio, houve uma importante mudança no conceito de patologia rastreável, passando a ser possível o rastreio de doenças até aí não incluídas nos programas de rastreio, devido à sua raridade. Com esta tecnologia é possível o rastreio simultâneo de mais de 40 doenças hereditárias do metabolismo, utilizando a mesma amostra. O rastreio das doenças raras é atualmente considerado um problema de saúde pública, e nos últimos anos têm sido desenvolvidos esforços importantes ao nível dos decisores políticos europeus da área da saúde, no sentido da harmonização do rastreio neonatal em todos os países europeus e da sua disponibilização a todos os recém-nascidos. Apesar de instituídos na maioria dos países ditos desenvolvidos, existem enormes diferenças nos programas de rastreio neonatal efetuados em diferentes países ou mesmo em diferentes regiões do mesmo país. O Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP) realiza-se em Portugal desde 1979 e atualmente inclui o rastreio neonatal de 24 Doenças Hereditárias do Metabolismo (DHM), por MS/MS, e do Hipotiroidismo Congénito (HC) utilizando um sistema automático de imunoensaio (autoDELFIA®). Em Outubro de 2013 iniciou-se, um estudo piloto para o rastreio neonatal da Fibrose Quística (FQ), que deverá ser efetuado em 80 000 recém-nascidos (RN) portugueses ao longo de aproximadamente um ano. Clinicamente a FQ é uma doença grave com atingimento multissistémico, frequentemente letal nos primeiros anos de vida. Diagnosticar precocemente a doença é uma fator decisivo no prognóstico, não só pela maior sobrevida, mas também para uma melhor qualidade de vida do doente. No final deste estudo deverá ser avaliada a inclusão da FQ no PNDP. Os programas de rastreio neonatal devem ser programas dinâmicos, com avaliação permanente das patologias a incluir e da tecnologia a utilizar. O desenvolvimento recente de novas terapias e de novas tecnologias, nomeadamente na área do metabolismo e da genética, abre infinitas possibilidades de rastreio, mas levanta também inúmeras questões. Os princípios básicos definidos por Wilson e Jungner para o rastreio neonatal, apesar de já terem quase meio século, não devem ser esquecidos e as recomendações internacionais devem ser seguidas. |
| publishDate |
2014 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2014-03 2014-03-01T00:00:00Z 2015-02-02T16:19:17Z |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
conference object |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10400.18/2739 |
| url |
http://hdl.handle.net/10400.18/2739 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia instacron:RCAAP |
| instname_str |
FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia |
| instacron_str |
RCAAP |
| institution |
RCAAP |
| reponame_str |
Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| collection |
Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia |
| repository.mail.fl_str_mv |
info@rcaap.pt |
| _version_ |
1833599326037737472 |