Laços afectivos maternos na alergia alimentar

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Lopo, Teresa M. D.
Data de Publicação: 2002
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.12/614
Resumo: O trabalho consiste num estudo exploratório sobre o funcionamento psicológico de mães de rapazes alérgicos alimentares. Pretendeu-se evidenciar um padrão comum relativamente ao tipo de laços afectivos, emocionais e de vinculação que estabeleceram durante a infância e adolescência, com a família e actualmente com os pares e o respectivo filho alérgico. As seis mães que fazem parte desta amostra vivem com o marido e filhos. Todas tiveram ou têm algumas manifestações de tipo alérgico. A bateria de instrumentos utilizada para estudar as relações afectivas interpessoais que as pessoas aprendem e usam normalmente desde o nascimento e durante o ciclo de vida, foi a mesma que a Professora Doutora Cristina Canavarro usou na sua Dissertação de Doutoramento à Faculdade de Psicologia de Coimbra em 1977. Consistiu a) numa Escala de Memórias de Infância sobre Estilos Educativos Parentais, EMBU, b) numa prova semi-projectiva de Desenhos de Círculos Representativos da Proximidade Emocional estabelecida com os pais, em separado, ao longo de várias fases do ciclo de vida, DCRF, c) numa Escala de Vinculação do Adulto, EVA e d) num Inventário de Sintomas Psicopatológicos, BSI. No DCRF deste estudo, introduz-se mais um item representativo da Proximidade Emocional estabelecida entre cada mãe e o seu filho, durante o desenvolvimento deste. A hipótese de se evidenciar um padrão comum relativamente ao tipo de laços afectivos emocionais e de vinculação, diferente do obtido na população portuguesa por Canavarro (1999), foi apoiada pelos resultados que permitem a verificação de: laços de Sobreprotecção em relação à educação recebida de ambos os pais ausência de laços de Proximidade Emocional com o seu próprio pai nas fases do nascimento, da infância, da pré-adolescência e actualmente laços de grande Proximidade Emocional em relação à sua própria mãe, principalmente nas fases do nascimento, da escolaridade, da pré-adolescência, da adolescência e actualmente laços de grande Proximidade Emocional com o seu filho alérgico laços de Vinculação com o adulto de tipo Evitante sintomas de perturbação emocional como: Somatização, Obsessão-compulsão, Sensibilidade Interpessoal, Depressão, Ansiedade, Hostilidade e psicoticismo. A hipótese não foi confirmada em aspectos como: as mães não sentiram Rejeição nem falta de Suporte Emocional no estilo Educativo Parental não apresentam sintomas psicopatológicos de Ansiedade Fóbica e Ideação Paranóide apresentam laços de grande Proximidade Emocional actualmente com ambos os pais. Como conclusão, as mães apresentam um funcionamento psicológico do ego muito próximo de um funcionamento defeituoso, cujas bases biológicas aparentemente não se revelam. Algumas raizes dos modelos de comportamento materno podem influenciar a modulação do Sistema Nervoso Central do seu filho que, a par da informação genética, se vai completando, desde o nascimento, através de um papel materno fundamental no processo da Regulação da memória, da emoção, das relações interpessoais como a vinculaçãO, do sistema nervoso autónomo e do sistema imunitário. Se a sensibilidade materna definida como a capacidade, habilidade e desejo de perceber a comunicação emocional do filho, como o reflexo no seu comportamento, expressão emocional e vocalizações, observa e os interpreta do ponto de vista da criança e lhes responde adequada e prontamente de acordo com o desenvolvimento e necessidades do filho, não estiver presente, pode inibir ou deformar o desenvolvimento da auto-regulação da criança, o que pode predispor ao adoecer infantil.
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