Empregabilidade e percursos de inserção profissional: os diplomados no ensino superior politécnico
| Autor(a) principal: | |
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| Data de Publicação: | 2008 |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.1/1843 |
Resumo: | Esta tese resulta de um estudo acerca das características e dos factores estruturantes dos percursos de inserção profissional e de definição dos perfis de empregabilidade dos alunos diplomados no ensino superior politécnico. Emerge dos resultados encontrados, que a empregabilidade é condicionada por determinantes de natureza individual e contextual. Quanto às determinantes individuais, a dimensão “percurso de inserção profissional”, devidamente contextualizada pelo locus familiar e pela trajectória de formação, é a que mais interacções apresenta com o potencial individual de encontrar e de manter um emprego adequado. As experiências desenvolvidas durante o percurso ajudam, não só, a (re)construir a imagem das exigências e das preferências dos mercados de trabalho e de emprego, mas, também, a (re)definir o auto-conceito de conhecimentos, de competências, de capacidades e de qualidades pessoais tidas e/ou desenvolvidas pelo curso. Constatou-se que percursos de inserção profissional melhor sucedidos tendem a correlacionar-se com atitudes de procura de emprego mais pró-activas, e a maiores níveis de auto-avaliação em matéria de capacidades e qualidades necessárias ao exercício profissional. Nas determinantes contextuais, conclui-se pelo peso estratégico das expectativas e das necessidades do mercado de trabalho, destacando-se duas conclusões-chave no que respeita às preferências dos empregadores: i) ênfase dada às capacidades e qualidades pessoais no perfil ideal de competências, associadas às áreas do “saber-estar”, “saber-ser”, “saber-evoluir” e “saber para e como agir”; ii) a diferença entre o perfil desejado e o detido pelos diplomados com quem os empregadores já desenvolveram ou desenvolvem experiências de trabalho. Estas assimetrias são, também, visíveis nos indicadores obtidos na comparação entre o perfil de competências padrão construído pelos informadores-chave com responsabilidades no processo de formação. Estes associam a empregabilidade, fundamentalmente, a competências de acção (no sentido anglo-saxónico do termo skills), descurando as dimensões inerentes ao “saber-estar” e “saber-ser”. A leitura combinada dos níveis de determinantes conduz-nos à ilacção de que empregabilidade deve ser associada, de forma operacional, a “novas” formas de “estar e ser” em ambiente profissional. Na verdade, os resultados sugerem que, quer os percursos de inserção profissional, quer os perfis de empregabilidade são estruturalmente influenciados e definidos pelos perfis de “saber para que agir e como agir com competência”, detidos e avaliados pelos mercados de trabalho e de emprego. |
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