Avaliação da resposta anti-inflamatória de um extrato de Vaccinium corymbosum (mirtilo) num modelo de artrite reumatoide

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Oliveira, Mónica Ferreira
Data de Publicação: 2014
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10451/15292
Resumo: Tese de mestrado, Controlo da Qualidade e Toxicologia dos Alimentos, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014
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spelling Avaliação da resposta anti-inflamatória de um extrato de Vaccinium corymbosum (mirtilo) num modelo de artrite reumatoideMirtilosCompostos fenólicosAntioxidanteAnti-inflamatórioInflamaçãoEdemaArtrite reumatóideTeses de mestrado - 2014Tese de mestrado, Controlo da Qualidade e Toxicologia dos Alimentos, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014Os mirtilos pertencem ao grupo dos frutos vermelhos, vulgarmente conhecidos pelos seus efeitos benefícios na saúde, principalmente devido ao elevado teor de compostos fenólicos. Estes compostos já foram amplamente estudados e está comprovada que a sua ação está relacionada com a atividade antioxidante e anti-inflamatória, entre muitas outras. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade anti-inflamatória do extrato de mirtilos num modelo animal de artrite reumatóide e para tal preparou-se um extrato recorrendo à variedade Southern Highbush, da espécie Vaccinium corymbosum. Inicialmente testaram-se vários solventes extratantes e diferentes modos de preparação da amostra, com o intuito de determinar qual a melhor metodologia de extração para estes compostos. O extrato resultante da extração com etanol:água 60% e trituração com azoto líquido apresentou o maior teor em fenóis totais. Como tal para a preparação do extrato que foi administrado aos animais utilizou-se este procedimento e procedeu-se à caracterização dos compostos fenólicos presentes no extrato, por ensaios espetrofotométricos (determinação de fenóis, antocianinas, flavonóides, taninos hidrolisáveis e procianidinas totais) e ensaios cromatográficos (HPLC-DAD-ED e LC-DAD-ESI-MS/MS). A atividade antioxidante foi avaliada por ensaios químicos ORAC (Oxygen Radical Absorbance Capacity), HORAC (Hydroxyl Radical Antioxidant Capacity) e intracelulares, tendo-se obtido valores de 2286,9 μmol de equivalentes de Trolox/100 gramas e 599,8 μmol de equivalentes de ácido cafeico/100 gramas para as primeiras duas técnicas respetivamente. Na avaliação da capacidade antioxidante intracelular verificou-se que para o extrato com uma concentração de 18 μg/ml (concentração mais alta estudada) a inibição da oxidação do luminol foi aproximadamente de 90%. À exceção da concentração mais baixa (0,6 μg/ml), todas as outras concentrações testadas protegeram de forma significativa o luminol da oxidação. Para o estudo da inflamação aguda, num modelo de edema da pata induzido pela carragenina, administrou-se uma dose única do extrato de mirtilos (12,5 mg de fenóis totais/kg de rato), por via oral. Após análise estatística dos resultados relativos à percentagem de aumento do volume da pata, pelo teste ANOVA e de Bonferroni, concluiu-se que a administração oral do extrato de mirtilos induziu em 30% a inibição da inflamação, comparativamente com a carragenina. No ensaio da inflamação crónica com a duração de 35 dias, num modelo de artrite reumatóide (AR) induzida por colagénio tipo II (CII), administrou-se por via oral o extrato com a mesma concentração do ensaio anterior. A redução do edema nas patas dos animais tratados foi cerca de 70%, e a maioria dos animais não apresentava edema visível no fim do ensaio. A análise radiográfica das patas destes animais revelou que tanto as articulações como o osso não apresentavam erosão nem lesões significativas comparativamente com o grupo de controlo positivo, o que sugere que o extrato de mirtilo induz a diminuição tanto do edema como das lesões articulares, evitando a progressão da inflamação e, consequentemente, diminuindo os seus sinais.Blueberries belong to the group of red fruits, commonly known for their beneficial effects on health, mainly due to the high content of phenolic compounds. These compounds have been widely studied and are proven that its action is related to the antioxidant and anti-inflammatory, among many others. The main objective of this study was to evaluate the anti-inflammatory activity of the extract of blueberries in an animal model of rheumatoid arthritis and for that a extract was prepared using the Southern Highbush variety, from the species Vaccinium corymbosum. Initially was tested various extractants solvents and different modes of sample preparation, in order to determine the best extraction methodology for these compounds. The extract resulting from the extraction with ethanol: 60% water and grinding with liquid nitrogen showed the highest content of total phenols. For the preparation of the extract that was administered to the animals, was used the above procedure and next proceeded to the characterization of the phenolic compounds present in the extracts by spectrofotometric tests (determination of phenols, anthocyanins, flavanoids, tannins and hydrolysable total procyanidins) and tests chromatographic (HPLC-DAD-ED and LC-DAD-ESIMS/MS). The antioxidant activity was assessed by chemical assays ORAC (Oxygen Radical Absorbance Capacity), HORAC (Hydroxyl Radical Antioxidant Capacity) and intracellular yielding values of 2286.9 equivalents Trolox/100 grams and 599.8 equivalent caffeic acid/100 grams for the first two techniques respectively. In the assessment of intracellular antioxidant capacity, was verified that for an extract with a concentration of 18 mg/ml (the highest concentration studied) the inhibiting oxidation of luminol was approximately 90%. Except for the lowest concentration (0.6 mg/ml), all other concentrations tested protected the luminol oxidation. For the study of acute inflammation in the paw edema induced by carrageenan model, was administered a single dose of blueberry extract (total phenols 12.5 mg/kg of mouse) orally. After statistical analysis of the results on the percentage increase of paw volume by ANOVA and Bonferroni's test, it was found that oral administration of the extract of blueberry induce 30% inhibition of inflammation as compared with carrageenan. In the test of chronic inflammation lasting 35 days in a model of rheumatoid arthritis (RA) induced by collagen type II (CII) administered orally with the same concentration of the above test. The reduction of edema in the paws of the treated animals was about 70%, and most animals had no visible swelling at end of study. Radiographic examination of the paws revealed that both joints and bone erosion showed no significant lesions compared with the positive control group, suggesting that the blueberry extract induces the decrease of the lump and joint damage, avoiding the progression of the inflammation and decreasing their signals.Figueira, Maria EduardoBronze, Maria do RosárioRepositório da Universidade de LisboaOliveira, Mónica Ferreira2014-11-17T18:31:26Z201420142014-01-01T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10451/15292TID:201250993porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-17T13:14:45Zoai:repositorio.ulisboa.pt:10451/15292Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T02:38:44.359804Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse
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