Cuidar a família do doente oncológico em fim de vida - intervenções de enfermagem
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2013 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.26/15857 |
Resumo: | Nos últimos anos, tem-se vindo a assistir a um aumento das doenças crónicas, as quais conduzem a incapacidade e, consequentemente, a uma maior dependência dos doentes, o que acarreta alterações a vários níveis, não só para o doente como também para a sua família. A família, ao mesmo tempo que é prestadora de cuidados, deverá também ser recetora dos mesmos. As necessidades dos cuidadores/família devem ser avaliadas pela equipa multidisciplinar, nomeadamente os enfermeiros, que deverão, obrigatoriamente, possuir competências para apoiar a família de forma estruturada. É preciso atender às necessidades dos cuidadores informais, em particular do cuidador principal, dada a exigência, absorvência e risco de desgaste físico e emocional associada ao cuidado do doente. Apesar de a família reconhecer as implicações que o diagnóstico de doença oncológica envolve, colocam em primeiro lugar o doente, tendendo a subvalorizar as suas necessidades individuais. As suas necessidades e projetos são colocados em segundo plano, em detrimento das necessidades do doente. Intervenções direcionadas à família exigem, claramente, uma boa preparação por parte dos profissionais, que devem colocar nesta tarefa o mesmo rigor que colocam noutro tipo de intervenções técnicas. Assim como cada pessoa é única e vive os acontecimentos da sua vida de forma singular, também cada família deve ser visualizada num contexto único e diferente de todos os outros. Para que o cuidador/família possa desempenhar a sua função de forma adequada, equilibrada, necessita ele próprio de ser cuidado, preparando-se para a morte, do seu ente querido, a partir de recursos próprios para superar a dor da perda e da separação. O fim de vida tem um forte impacto nos familiares, vendo-se estes obrigados a lidar com a aproximação da perda de um dos seus membros. É fundamental que os profissionais de saúde desenvolvam uma comunicação adequada e clara com os membros da família do doente oncológico em fim de vida, evitando o agravamento de qualquer problema no seu seio familiar. A elaboração deste Projeto e posterior implementação teve como principal finalidade desenvolver competências que me permitissem, enquanto futura especialista, identificar as necessidades da família, procurando cuidá-la, em contexto hospitalar. O desenvolvimento do Projeto, traduzido no presente Relatório, passou por uma metodologia descritiva, analítica e crítico reflexiva, tendo sido iniciado em Novembro de 2012 e tendo terminado em Março do presente ano. Um Trabalho de Projeto é um instrumento metodológico que parte de um problema e o estuda de modo a se poder intervir, de forma eficaz, na sua resolução. A realização deste Projeto, ao envolver uma temática de grande interesse pessoal, aliada à realidade dos cuidados de Enfermagem prestados num Serviço de Medicina Interna, onde desempenho funções, justifica a sua pertinência e adequação. |
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