As Dimensões do Poder: A Diocese de Évora na Idade Média (1165-1423)
| Autor(a) principal: | |
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| Data de Publicação: | 1998 |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10174/11070 |
Resumo: | "Sem resumo feito pelo autor"; - O ESTUDO DE UMA DIOCESE: PROBLEMAS E METODOLOGIAS - Apresentar um tema de trabalho e inventariar os problemas colocados ao investigador na escolha e delimitação do objecto, no levantamento documental e na organização da informação, constitui sempre uma tarefa relativamente ingrata. Se bem que o objectivo desse elenco seja o de propiciar ao leitor os contornos do pano de fundo sobre o qual este estudo decorreu, a verdade é que a sua elaboração corre, frequentemente, o risco de se tornar numa repetitiva e sempre igual evocação de problemas comuns, já anteriormente sentidos por outros aprendizes de historiadores que se dedicaram a esta árdua tarefa que sempre representa a elaboração de uma tese de doutoramento. E, no entanto, não o fazer significaria, para o leitor, perder parte do enquadramento indispensável à compreensão das opções tomadas no decurso da sua elaboração, das dúvidas colocadas no início do estudo e que, em alguns casos, nos acompanharam até ao seu termo e das condicionantes que determinaram os limites cronológicos e temáticos escolhidos. Daí a inevitável apresentação que se pretenderá fazer sobre os primeiros passos e escolhas feitas no início desta dissertação, cruciais para o seu prosseguimento e para a sua elaboração.. Estudar uma diocese, e a de Évora em particular, apresentou-se, desde cedo, como uma opção clara. Neste tema, ainda mal delineado e apenas grosseiramente esboçado, confluía o desejo de prosseguir a investigação na área da História da Igreja e o anseio de conhecer melhor a região na qual a Universidade, onde desde 1989 me encontrava a leccionar, se instalava. E foi entre o prazer de reconstituir e analisar as formas de organização das instituições eclesiásticas e a sua composição humana e social e a vertigem do estudo regional que este trabalho deu os seus primeiros frutos. Com efeito, o horizonte do estudo de uma região, se bem que sujeita a uma única diocese, surgiu sempre como um objectivo último, que só muito tardiamente abandonámos, em favor de uma análise institucional mais clara. A ausência de estudos e, sobretudo, de informações sobre o Sul do território português, à excepção de alguns importantes trabalhos sobre as formas de apropriação senhorial e de ocupação do espaço, agigantava essa vertigem. Apenas a desproporção do tema e a necessidade de um estudo mais especializado, a afastou. No mesmo sentido da especialização, apontava a necessidade, sempre sentida, de conhecer melhor as estruturas eclesiásticas e, muito em particular, as seculares, que se mantêm até hoje como áreas relativamente pouco estudadas. Com efeito, e não obstante o lugar comum que constitui o afirmar da importância da Igreja e dos seus membros ao longo dos séculos medievais, poucos são ainda os estudos dedicados a instituições eclesiásticas, se exceptuarmos os já numerosos e profícuos trabalhos relativos ao património de alguns mosteiros, pacientemente elaborados ao longo das últimas décadas. Temáticas como a do relacionamento da Igreja e dos seus membros com as outras esferas de poder vigentes ao longo destes séculos, do seu papel na expansão e reforço do poder senhorial, constituem, ainda hoje, campos a desbravar, mas cujo avanço dependerá, inevitavelmente, de estudos monográficos sobre a composição social dos diferentes grupos eclesiásticos e da sua relação com as restantes camadas sociais. Do episcopado ao mundo canonical, passando pelo clero regular ou pelo desconhecido clero paroquial, vários são os níveis de interrogação, que apenas aturadas investigações poderão ajudar a resolver. De entre estes, o clero secular constitui, sem dúvida, uma das áreas menos estudadas, muito em particular, no que se refere à esfera diocesana e à organização episcopal e capitular. |
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