Avaliação do crescimento de suínos de raça alentejana submetidos a acabamento intensivo até elevado peso de abate

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Roque, António Joaquim Cruz
Data de Publicação: 2017
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.15/2318
Resumo: A raça Alentejana é uma raça suína autóctone, com solar na região do Alentejo, associada desde sempre a sistemas de produção extensivos, onde esta população é explorada em harmonia com as condições do meio, convertendo de forma eficiente os frutos do montado, lande e bolota, em carne e gordura. No entanto, a montanheira é um recurso limitado e os sistemas extensivos têm vindo a ser complementados por sistemas semi-extensivos ou até mesmo por alguns sistemas semi-intensivos, embora os animais continuem a fazer o acabamento nos montados. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho produtivo de suínos castrados de raça Alentejana, sujeitos a engorda intensiva, até um peso elevado de abate, no que concerne ao seu crescimento e índice de conversão, bem como a deposição de gordura e músculo ao longo do tempo. Avaliou-se o desempenho produtivo, bem como a deposição de gordura e espessura do músculo, em 30 porcos castrados de raça Alentejana, ao longo do crescimento intensivo dos 50 aos 160 kg de peso vivo. Procedeu-se a pesagens regulares dos animais e ao controlo individual e diário da ingestão de alimento, à medição da espessura da gordura subcutânea dorsal, da espessura da gordura subcutânea lombar e da espessura do músculo Longissimus dorsi, quando os animais atingiram os pesos vivos aproximados de 60, 90, 120 e 160 kg. O ganho médio diário dos animais foi aceitável (831 ± 83 g), mas o índice de conversão alimentar elevado (4,98 ± 0,44). Observou-se uma grande acumulação de gordura subcutânea dorsal e lombar (GD5 de 5,77 ± 0,72 cm e GL5 de 5,10 ± 0,75 cm), e um aumento relativo da espessura do músculo, com o aumento do peso do animal (60 kg de PV, 2,49 ± 0,41 cm e 160 kg de PV, 5,53 ± 0,66 cm). Verificou-se que, com algum grau de fiabilidade, consegue-se predizer o índice de conversão alimentar com base no ganho médio diário dos animais, pela equação IC = 9,16641 - 0,005033 x GMD (R2 =0,873).Relativamente às correlações entre as variáveis em estudo, o ganho médio diário apresentou a menor correlação com o índice de conversão alimentar (-0,93; p<0,05). Também a correlação entre a ingestão alimentar e o ganho de peso não foi elevada (0,41; p<0,05). As espessuras da gordura subcutânea (GD e GL), apresentaram uma forte correlação com a ingestão alimentar e com o índice de conversão alimentar, refletindo a elevada capacidade adipogénica desta raça suína.
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