Fatores preditivos e morbilidades associadas à persistência de canal arterial em recém-nascidos de muito baixo peso e idade gestacional de 27 - 31 semanas
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| Data de Publicação: | 2015 |
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| Tipo de documento: | Artigo |
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| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | https://doi.org/10.25754/pjp.2015.4515 |
Resumo: | Introdução: A persistência de canal arterial hemodinamicamente significativo (PCAHS) é uma patologia frequente em recém-nascidos com muito baixo peso (RNMBP). O objetivo deste trabalho foi identificar fatores de risco e morbilidades associadas à PCAHS. Metodologia: Identificaram-se os recém-nascidos (RN) com idade gestacional entre 27 e 31 semanas e peso de nascimento <1500 g admitidos numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais entre 2010 e 2012. Identificaram-se os casos com diagnóstico ecográfico de PCAHS e selecionou-se uma amostra sistemática de RN sem o diagnóstico de PCAHS (controlos). Foram explorados por regressão logística modelos preditivos da ocorrência de PCAHS e da sua contribuição para a principal morbilidade neonatal. Resultados: Nos 3 anos em estudo, a incidência de PCAHS foi de 17,1% (IC95% 12,9 – 22,1). A análise dos 44 RN com PCAHS e dos 60 sem PCAHS identificou como melhores preditores de PCAHS a necessidade de ventilação invasiva (OR ajustado 3,65; IC95% 1,268–10,479; p=0,016) e a administração de surfactante (OR ajustado 4,52; IC95% 1,738–11,735; p=0,002); a PCAHS mostrou ser significativa no modelo preditivo de leucomalácia periventricular (LPV) (OR ajustado 4,42; IC95% 1,621–12,045; p=0,004). Discussão: A indução maturativa fetal com corticóide diminui o risco da PCAHS em RNMBP, pela redução da necessidade de surfactante e de ventilação invasiva. A PCAHS está positivamente associada à incidência de LPV. A evolução dos cuidados perinatais requer a reavaliação contínua dos fatores de risco para a PCAHS e da morbilidade associada. |
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