Capacitar a pessoa que se torna cuidador informal
| Autor(a) principal: | |
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| Data de Publicação: | 2024 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.26/51075 |
Resumo: | Introdução: Portugal mantem-se há alguns anos no paradigma epidemiológico que desafia a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Continua a observar-se o envelhecimento demográfico com aumento da incidência de doenças não transmissíveis e aumento de pessoas com limitações da capacidade funcional, sem aumento da força de trabalho nas áreas da saúde e da assistência social. Grande parte da responsabilidade dos cuidados àqueles indivíduos em ambiente domiciliário é assumida pelos cuidadores informais (CI). Um papel subvalorizado na sociedade, mas que tem ganho algum relevo com o enquadramento legal do Estatuto do Cuidador Informal e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. As exigências inerentes a este papel conduzem a maior incidência de doença física e mental, com predomínio da sobrecarga do CI, e descuido com o próprio autocuidado e saúde, tornando-os um grupo de risco. O Enfermeiro Especialista e Enfermagem Comunitária (EEEC), no âmbito das suas competências, tem um papel preponderante no desenho de intervenções que deem resposta às necessidades especificas deste grupo. Na persecução dessas competências pela mestranda foi desenvolvido um projeto de intervenção na comunidade orientado pelo objetivo de contribuir para a gestão da sobrecarga dos cuidadores informais da amostra em estudo. Metodologia: Foi utilizada a metodologia do Planeamento em Saúde, adotada pelo regulamento do perfil de competências do EEEC. Na etapa de Diagnóstico da Situação de Saúde recorreu-se, à aplicação do inquérito construído para a 1ª fase do estudo “Perfil dos Cuidadores Informais no ACES Lisboa Ocidental e Oeiras – UCC Saúdar”, a pessoas que se tornaram cuidadores informais há menos de 6 meses e pessoa cuidada. Usaram-se como modelos de referência em Enfermagem a Teoria das Transições de Médio Alcance de Meleis e a Teoria Geral de Orem, Teoria do Défice de Autocuidado. Resultados: A amostra constituída por 6 cuidadores informais apresentava níveis relevantes de sobrecarga, diminuição de bem-estar, com sintomatologia depressiva e baixos níveis de literacia em saúde, sobretudo a nível dos seus direitos e medidas de apoio e recursos dos quais poderiam usufruir. Conclusão: A fase de transição para o papel de CI exige dos enfermeiros um foco de intervenção fundamental para a melhor adaptação possível do CI ao mesmo. |
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