Internamentos psiquiátricos no adulto jovem: um estudo observacional em 2006-2016
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| Data de Publicação: | 2019 |
| Outros Autores: | , , , |
| Tipo de documento: | Artigo |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | https://doi.org/10.25752/psi.13085 |
Resumo: | Introdução: A adolescência e o início da idade adulta são fases do ciclo de vida marcadas por grandes transformações físicas, psicológicas e sociais. A transição para a maioridade aos 18 anos leva a uma passagem dos cuidados da Psiquiatria da infância e adolescência para a Psiquiatria de adultos. Este período crítico é de extrema importância para a continuação de um seguimento eficaz. O objetivo deste trabalho consiste em avaliar características sociodemográficas e clínicas em adultos jovens internados num Serviço de Psiquiatria. Metodologia: Consulta de cartas de alta dos doentes (18 a 24 anos) internados em enfermarias de agudos no serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) entre Junho/2006 e Maio/2016 analisando: idade, género, concelho de residência, diagnósticos de entrada e saída segundo CID- 10 e internamentos em regime compulsivo. Resultados e Discussão: Há uma maior percentagem de doentes do género masculino. Quanto à distribuição geográfica, esta é mais dispersa que a da população adulta, sendo que 30% residiam fora do distrito de Coimbra. Os diagnósticos de admissão mais comuns são os pertencentes ao grupo das perturbações psicóticas (esquizofrenia, perturbações esquizotípicas e delirantes) - 34% - e os definidos como “alterações do comportamento” (21%) e “tentativas de suicídio” (14%). A maioria dos doentes admitidos por tentativa de suicídio teve como diagnósticos principais à data de alta reações de adaptação (38%), perturbações da personalidade (21%) e episódios depressivos (21%). Os diagnósticos de alta mais comuns foram os de esquizofrenia (17,4%), perturbações de adaptação (13,9%), psicose aguda transitória (10,7%) e psicose orgânica não especificada (9,6%). Apenas 8,5% dos doentes apresentavam episódios depressivos, o que vai ao encontro do descrito na literatura. 13% dos internamentos decorreram em regime compulsivo. Conclusão: O adulto jovem no contexto do internamento psiquiátrico apresenta características distintas face à restante população internada, das quais se destacam o predomínio do sexo masculino e a maior prevalência de patologia psicótica e internamentos compulsivos. |
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Internamentos psiquiátricos no adulto jovem: um estudo observacional em 2006-2016Internamentos psiquiátricos no adulto jovem: um estudo observacional em 2006-2016Artigos OriginaisIntrodução: A adolescência e o início da idade adulta são fases do ciclo de vida marcadas por grandes transformações físicas, psicológicas e sociais. A transição para a maioridade aos 18 anos leva a uma passagem dos cuidados da Psiquiatria da infância e adolescência para a Psiquiatria de adultos. Este período crítico é de extrema importância para a continuação de um seguimento eficaz. O objetivo deste trabalho consiste em avaliar características sociodemográficas e clínicas em adultos jovens internados num Serviço de Psiquiatria. Metodologia: Consulta de cartas de alta dos doentes (18 a 24 anos) internados em enfermarias de agudos no serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) entre Junho/2006 e Maio/2016 analisando: idade, género, concelho de residência, diagnósticos de entrada e saída segundo CID- 10 e internamentos em regime compulsivo. Resultados e Discussão: Há uma maior percentagem de doentes do género masculino. Quanto à distribuição geográfica, esta é mais dispersa que a da população adulta, sendo que 30% residiam fora do distrito de Coimbra. Os diagnósticos de admissão mais comuns são os pertencentes ao grupo das perturbações psicóticas (esquizofrenia, perturbações esquizotípicas e delirantes) - 34% - e os definidos como “alterações do comportamento” (21%) e “tentativas de suicídio” (14%). A maioria dos doentes admitidos por tentativa de suicídio teve como diagnósticos principais à data de alta reações de adaptação (38%), perturbações da personalidade (21%) e episódios depressivos (21%). Os diagnósticos de alta mais comuns foram os de esquizofrenia (17,4%), perturbações de adaptação (13,9%), psicose aguda transitória (10,7%) e psicose orgânica não especificada (9,6%). Apenas 8,5% dos doentes apresentavam episódios depressivos, o que vai ao encontro do descrito na literatura. 13% dos internamentos decorreram em regime compulsivo. Conclusão: O adulto jovem no contexto do internamento psiquiátrico apresenta características distintas face à restante população internada, das quais se destacam o predomínio do sexo masculino e a maior prevalência de patologia psicótica e internamentos compulsivos.Introduction: Adolescence and early adulthood are stages of the life cycle marked by major physical, psychological and social transformations. The transition to adulthood at age 18 leads to a shift from child psychiatry to adult psychiatric care. This critical period is of utmost importance to maintain effective follow-up. The objective of this study was to evaluate the sociodemographic and clinical characteristics of young adult inpatients in a psychiatric department. Methodology: We reviewed hospital dis- charge letters of the patients (18 to 24 years old) admitted to acute Psychiatry wards in Coimbra Hospital and University Centre from June 2006 to May 2016, analyzing: age, gender, residence, ICD-10 diagnoses on admission and discharge and compulsory admissions. Results/Discussion: There was a higher percentage of male patients. As for the geographical distribution, a larger dispersion than that of the adult population was observed, with 30% living outside the Coimbra district. Schizophrenia, schizotypal and delusional disorders (34%), “behavioral changes” (21%) and “suicide attempts” (14%) were the most common diagnoses at admission. The majority of patients admitted for a suicide attempt" were diagnosed on discharge with adaptive reactions (38%), personality disorders (21%) and depressive episodes (21%). The most common diagnoses on discharge were schizophrenia (17,4%), adjustment disorders (13,9%), transient and acute psychosis (10,7%) and unspecified organic psychosis (9,6%). Only 8,5% of the patients had depressive episodes, which is in line with previous studies. 13% were compulsory admissions. Conclusion: Young adult inpatients have distinct characteristics from the general inpatient population in psychiatric wards, of which the following stand out: male gender and a higher prevalence of psychotic disorders and compulsive hospitalizations.Departamento de Saúde Mental | Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE2019-08-18T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/articlehttps://doi.org/10.25752/psi.13085por2182-31461646-091XOliveira, PedroRibeiro, JoanaMorais, SofiaSantos, VítorMadeira, Nunoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2022-05-16T14:12:00Zoai:ojs.revistas.rcaap.pt:article/13085Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-28T09:59:54.513246Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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