SARAMPO: PROTOCOLO DE ATUAÇÃO NUM HOSPITAL PORTUGUÊS
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| Data de Publicação: | 2021 |
| Outros Autores: | , , , , , |
| Tipo de documento: | Artigo |
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| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532021000200078 |
Resumo: | RESUMO Introdução O Sarampo é uma doença infeciosa altamente contagiosa causada por um paramixovírus. Nas últimas seis décadas, a promoção da vacinação contra esta doença diminuiu drasticamente a sua incidência. Apesar disso, em 2016 foram diagnosticadas cerca de sete milhões novas infeções. Uma vez que os profissionais de saúde apresentam um risco acrescido de contraírem esta infeção, a promoção da vacinação pelos Serviços de Saúde Ocupacional representa uma das principais estratégias para consolidar a eliminação desta patologia em Portugal. Objetivos Com a presente revisão pretende-se rever os aspetos clínicos que caracterizam o Sarampo e as medidas de prevenção com enfase na vacinação e apresentar medidas de profilaxia pós-exposição adequadas aos profissionais de saúde de um hospital português. Metodologia Foi realizada uma pesquisa bibliográfica relativa aos aspetos clínicos e preventivos do Sarampo com recurso às principais orientações de organizações como a Direção-Geral da Saúde e Centers for Disease Control and Prevention e através da identificação de artigos científicos nas bases de dados PubMed/MEDLINE. Resultados/Discussão Esta infeção apresenta um período de incubação que pode durar entre sete a vinte e um dias. Seguem-se o período prodrómico, a fase exantemática e a de recuperação. Os doentes infetados são contagiosos cerca de quatro dias antes e quatro dias após o aparecimento do exantema. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos. Um caso confirmado de Sarampo deve cumprir os critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento é essencialmente de suporte, de forma a prevenir a desidratação. A melhor medida de prevenção contra esta doença é a vacinação. Todos os profissionais de saúde sem história credível de Sarampo devem realizar duas doses vacinais. Em contexto de surto, os trabalhadores expostos devem ser identificados e os Serviços de Saúde Ocupacional devem instituir as medidas de profilaxia pós-exposição adequadas, bem como definir quais os trabalhadores com indicação para evicção laboral e durante quanto tempo. Conclusão A existência de planos de atuação bem definidos para os profissionais de saúde que contactaram com doentes infetados é fundamental, uma vez que permitem minimizar a ocorrência de cadeias de transmissão intra-hospitalares e o contágio subsequente de pessoas com maior risco de complicações decorrentes da doença. O protocolo apresentado permite atuar de forma clara e concisa perante um caso suspeito ou confirmado de Sarampo e os seus contactos, fornecendo uma revisão sucinta dos dados clínicos, terapêuticos e preventivos desta patologia. |
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RESUMO Introdução O Sarampo é uma doença infeciosa altamente contagiosa causada por um paramixovírus. Nas últimas seis décadas, a promoção da vacinação contra esta doença diminuiu drasticamente a sua incidência. Apesar disso, em 2016 foram diagnosticadas cerca de sete milhões novas infeções. Uma vez que os profissionais de saúde apresentam um risco acrescido de contraírem esta infeção, a promoção da vacinação pelos Serviços de Saúde Ocupacional representa uma das principais estratégias para consolidar a eliminação desta patologia em Portugal. Objetivos Com a presente revisão pretende-se rever os aspetos clínicos que caracterizam o Sarampo e as medidas de prevenção com enfase na vacinação e apresentar medidas de profilaxia pós-exposição adequadas aos profissionais de saúde de um hospital português. Metodologia Foi realizada uma pesquisa bibliográfica relativa aos aspetos clínicos e preventivos do Sarampo com recurso às principais orientações de organizações como a Direção-Geral da Saúde e Centers for Disease Control and Prevention e através da identificação de artigos científicos nas bases de dados PubMed/MEDLINE. Resultados/Discussão Esta infeção apresenta um período de incubação que pode durar entre sete a vinte e um dias. Seguem-se o período prodrómico, a fase exantemática e a de recuperação. Os doentes infetados são contagiosos cerca de quatro dias antes e quatro dias após o aparecimento do exantema. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos. Um caso confirmado de Sarampo deve cumprir os critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento é essencialmente de suporte, de forma a prevenir a desidratação. A melhor medida de prevenção contra esta doença é a vacinação. Todos os profissionais de saúde sem história credível de Sarampo devem realizar duas doses vacinais. Em contexto de surto, os trabalhadores expostos devem ser identificados e os Serviços de Saúde Ocupacional devem instituir as medidas de profilaxia pós-exposição adequadas, bem como definir quais os trabalhadores com indicação para evicção laboral e durante quanto tempo. Conclusão A existência de planos de atuação bem definidos para os profissionais de saúde que contactaram com doentes infetados é fundamental, uma vez que permitem minimizar a ocorrência de cadeias de transmissão intra-hospitalares e o contágio subsequente de pessoas com maior risco de complicações decorrentes da doença. O protocolo apresentado permite atuar de forma clara e concisa perante um caso suspeito ou confirmado de Sarampo e os seus contactos, fornecendo uma revisão sucinta dos dados clínicos, terapêuticos e preventivos desta patologia. |
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