Caracterização fenotípica de isolados de Shigella spp. entre 2015 e 2017
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| Publication Date: | 2018 |
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| Language: | por |
| Source: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Download full: | http://hdl.handle.net/10400.18/6285 |
Summary: | Shigella spp. é uma enterobactéria altamente infeciosa e transmitida de pessoa-a-pessoa. As infeções por Shigella são um importante problema de Saúde Pública, em particular nos países em desenvolvimento. Em Portugal, a shigelose é uma causa rara de gastroenterite. A Sh.sonnei é mais frequente na Europa e EUA e a espécie flexneri na Ásia e África. O aparecimento de espécies multirresistentes tem sido referido mundialmente, com destaque para a resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas. Com este estudo pretendeu-se descrever os serotipos de Shigella identificados no Laboratório Nacional de Referência de Infeções Gastrintestinais do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) entre 2015 e novembro de 2017. Foram analisadas 53 estirpes clínicas, isoladas a nível nacional e enviadas ao INSA para serotipagem. A suscetibilidade aos antimicrobianos foi realizada segundo as recomendações da EUCAST. Os serotipos mais frequentes foram Sh. sonnei (69,8%), Sh. flexneri 2 (13,2%), Sh. flexneri 3 (5,6%), Sh. flexneri 1 (3,8%), Sh. boydii 5 (3,8%), Sh. boydii 2 (1,9%) e Sh.dysenteriae 3 (1,9%). A idade dos pacientes variou entre os 1 e os 66 anos. Todas as estirpes foram resistentes a pelo menos um antibiótico. Foi observada uma elevada percentagem de resistência à tetraciclina (88,7%). O perfil de resistência mais frequente (77,4%) foi tetraciclina – trimetoprim - sulfametoxazole. A resistência às fluoroquinolonas e às cefalosporinas de 3ª e 4ª geração foi observada em, respetivamente, 22,6% e 1,9% das estirpes. Foi detetado um caso de Sh. sonnei multirresistente à ampicilina – tetraciclina – cefotaxime – ceftriaxone - ciprofloxacina - ácido nalidixico - trimetoprim-sulfametoxazole, num homem que faz sexo com homens (HSH). O serotipo mais frequente no período entre 2015 e novembro de 2017 foi Sh.sonnei, o que está de acordo com a tendência europeia. Apesar de não terem sido detetados muitos casos de resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas, estas não devem ser descuradas, uma vez que a sua emergência é evidente, em particular no caso dos HSH. Neste contexto, é fundamental manter e promover a colaboração entre os diversos Serviços de Saúde nacionais. |
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Caracterização fenotípica de isolados de Shigella spp. entre 2015 e 2017Shigella sppCaracterização FenotípicaInfecções GastrointestinaisPortugalShigella spp. é uma enterobactéria altamente infeciosa e transmitida de pessoa-a-pessoa. As infeções por Shigella são um importante problema de Saúde Pública, em particular nos países em desenvolvimento. Em Portugal, a shigelose é uma causa rara de gastroenterite. A Sh.sonnei é mais frequente na Europa e EUA e a espécie flexneri na Ásia e África. O aparecimento de espécies multirresistentes tem sido referido mundialmente, com destaque para a resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas. Com este estudo pretendeu-se descrever os serotipos de Shigella identificados no Laboratório Nacional de Referência de Infeções Gastrintestinais do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) entre 2015 e novembro de 2017. Foram analisadas 53 estirpes clínicas, isoladas a nível nacional e enviadas ao INSA para serotipagem. A suscetibilidade aos antimicrobianos foi realizada segundo as recomendações da EUCAST. Os serotipos mais frequentes foram Sh. sonnei (69,8%), Sh. flexneri 2 (13,2%), Sh. flexneri 3 (5,6%), Sh. flexneri 1 (3,8%), Sh. boydii 5 (3,8%), Sh. boydii 2 (1,9%) e Sh.dysenteriae 3 (1,9%). A idade dos pacientes variou entre os 1 e os 66 anos. Todas as estirpes foram resistentes a pelo menos um antibiótico. Foi observada uma elevada percentagem de resistência à tetraciclina (88,7%). O perfil de resistência mais frequente (77,4%) foi tetraciclina – trimetoprim - sulfametoxazole. A resistência às fluoroquinolonas e às cefalosporinas de 3ª e 4ª geração foi observada em, respetivamente, 22,6% e 1,9% das estirpes. Foi detetado um caso de Sh. sonnei multirresistente à ampicilina – tetraciclina – cefotaxime – ceftriaxone - ciprofloxacina - ácido nalidixico - trimetoprim-sulfametoxazole, num homem que faz sexo com homens (HSH). O serotipo mais frequente no período entre 2015 e novembro de 2017 foi Sh.sonnei, o que está de acordo com a tendência europeia. Apesar de não terem sido detetados muitos casos de resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas, estas não devem ser descuradas, uma vez que a sua emergência é evidente, em particular no caso dos HSH. Neste contexto, é fundamental manter e promover a colaboração entre os diversos Serviços de Saúde nacionais.Repositório Científico do Instituto Nacional de SaúdeSilveira, LeonorPista, ÂngelaMachado, Jorge2019-03-25T12:17:47Z2018-01-252018-01-25T00:00:00Zconference objectinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.18/6285porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-02-26T14:21:58Zoai:repositorio.insa.pt:10400.18/6285Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-28T21:36:10.575218Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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Shigella spp. é uma enterobactéria altamente infeciosa e transmitida de pessoa-a-pessoa. As infeções por Shigella são um importante problema de Saúde Pública, em particular nos países em desenvolvimento. Em Portugal, a shigelose é uma causa rara de gastroenterite. A Sh.sonnei é mais frequente na Europa e EUA e a espécie flexneri na Ásia e África. O aparecimento de espécies multirresistentes tem sido referido mundialmente, com destaque para a resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas. Com este estudo pretendeu-se descrever os serotipos de Shigella identificados no Laboratório Nacional de Referência de Infeções Gastrintestinais do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) entre 2015 e novembro de 2017. Foram analisadas 53 estirpes clínicas, isoladas a nível nacional e enviadas ao INSA para serotipagem. A suscetibilidade aos antimicrobianos foi realizada segundo as recomendações da EUCAST. Os serotipos mais frequentes foram Sh. sonnei (69,8%), Sh. flexneri 2 (13,2%), Sh. flexneri 3 (5,6%), Sh. flexneri 1 (3,8%), Sh. boydii 5 (3,8%), Sh. boydii 2 (1,9%) e Sh.dysenteriae 3 (1,9%). A idade dos pacientes variou entre os 1 e os 66 anos. Todas as estirpes foram resistentes a pelo menos um antibiótico. Foi observada uma elevada percentagem de resistência à tetraciclina (88,7%). O perfil de resistência mais frequente (77,4%) foi tetraciclina – trimetoprim - sulfametoxazole. A resistência às fluoroquinolonas e às cefalosporinas de 3ª e 4ª geração foi observada em, respetivamente, 22,6% e 1,9% das estirpes. Foi detetado um caso de Sh. sonnei multirresistente à ampicilina – tetraciclina – cefotaxime – ceftriaxone - ciprofloxacina - ácido nalidixico - trimetoprim-sulfametoxazole, num homem que faz sexo com homens (HSH). O serotipo mais frequente no período entre 2015 e novembro de 2017 foi Sh.sonnei, o que está de acordo com a tendência europeia. Apesar de não terem sido detetados muitos casos de resistência às fluoroquinolonas e cefalosporinas, estas não devem ser descuradas, uma vez que a sua emergência é evidente, em particular no caso dos HSH. Neste contexto, é fundamental manter e promover a colaboração entre os diversos Serviços de Saúde nacionais. |
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