Instrução transmissiva ou construtivista nos programas de escrita inventada : Impacto na qualidade das escritas inventadas de crianças em idade pré-escolar

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Almeida, Tiago Alexandre Fernandes
Data de Publicação: 2014
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.12/2776
Resumo: O presente estudo tem como objectivos especificar a eficácia de dois tipos de instrução (transmissiva vs. construtivista) distintas nos programas de intervenção em escrita, manipulando as palavras facilitadoras e o tipo de orientação dado para analisar e refletir sobre as palavras escritas. Pretende-se verificar, por um lado, o impacto dos dois tipos de instrução nas conceptualizações infantis, número de fonetizações e consciência fonológica. Por outro, em cada um dos tipos de instrução, como é que a manipulação das variáveis palavra facilitadora e orientação para analisar as palavras influencia os processos de fonetização, o desenvolvimento das conceptualizações e da consciência fonológica. Participaram 107 crianças entre os 5 e os 6 anos de idade que foram distribuídas por 7 grupos (6 experimentais e 1 de controlo). Todos os participantes eram estatisticamente equivalentes no pré-teste quanto ao nível conceptual, idade, inteligência, conhecimento das letras, consciência fonológica e nível académico dos pais. Nos pré e pós-testes, as escritas inventadas das crianças foram avaliadas através de 40 palavras que nunca foram trabalhadas ao longo das 6 sessões de intervenção que cada participantes realizou individualmente. Na intervenção o tipo de instrução variava em função do grupo (construtivista ou transmissiva). Em cada sessão escreveram-se 10 palavras (2 facilitadoras por sessão) com as letras P e T. A natureza das palavras facilitadoras era diferente consoante o grupo (palavra facilitadora com o nome da primeira letra ou palavra facilitadora que se aproximava do som a primeira letra). Depois de cada palavra escrita as crianças foram confrontadas com uma produção escrita hipotética de nível silábico duma criança hipotética. Nessa confrontação era dado uma orientação especifica para analisarem as palavras (centrados no nome ou no som). O conjugação da instrução x palavra facilitadora x orientação foi a seguinte: G1 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o nome da letra x identificação do nome da letra; G2 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o som da letra x identificação do nome da letra); G3 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba coincidia com o som da letra x identificação do som da letra; G4 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o nome da letra x orientações para uma reflexão centrada no nome da letra); G5 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o som da letra x orientações para uma reflexão centrada no nome da letra); G6 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba coincidia com o som da letra x orientações para uma reflexão centrada no som da letra) e Grupo de controlo (desenhos livres com base nas palavras ditadas nos grupos experimentais). Os objectivos específicos foram comparar entre os participantes dos 6 grupos experimentais e de controlo: os progressos nas conceptualizações sobre a escrita; as diferenças no número total de fonetizações; as diferenças no número de fonetizações da consoante inicial; as diferenças no número de fonetizações da vogal da primeira sílaba; as diferenças no desempenho nas provas de classificação silábica e análise silábica; e, as diferenças no desempenho nas provas de classificação fonémica e análise fonémica. Os resultados mostram que as crianças cuja instrução foi construtivista evoluem do pré para o pós-teste em todas as variáveis e tiveram melhor desempenho do que as crianças cuja instrução foi transmissiva e do que as crianças do grupo de controlo. Verifica-se ainda que o G6 teve, globalmente, um desempenho superior em todas as variáveis quando comparado com os restantes grupo com instrução construtivista. Mostram ainda que os participantes cuja instrução foi transmissiva evidenciaram uma evolução muito heterógena que não se traduziu em diferenças significativas relativamente ao grupo de controlo. Entre os grupos com instrução transmissiva também não se verificaram diferenças significativa.
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Por outro, em cada um dos tipos de instrução, como é que a manipulação das variáveis palavra facilitadora e orientação para analisar as palavras influencia os processos de fonetização, o desenvolvimento das conceptualizações e da consciência fonológica. Participaram 107 crianças entre os 5 e os 6 anos de idade que foram distribuídas por 7 grupos (6 experimentais e 1 de controlo). Todos os participantes eram estatisticamente equivalentes no pré-teste quanto ao nível conceptual, idade, inteligência, conhecimento das letras, consciência fonológica e nível académico dos pais. Nos pré e pós-testes, as escritas inventadas das crianças foram avaliadas através de 40 palavras que nunca foram trabalhadas ao longo das 6 sessões de intervenção que cada participantes realizou individualmente. Na intervenção o tipo de instrução variava em função do grupo (construtivista ou transmissiva). Em cada sessão escreveram-se 10 palavras (2 facilitadoras por sessão) com as letras P e T. A natureza das palavras facilitadoras era diferente consoante o grupo (palavra facilitadora com o nome da primeira letra ou palavra facilitadora que se aproximava do som a primeira letra). Depois de cada palavra escrita as crianças foram confrontadas com uma produção escrita hipotética de nível silábico duma criança hipotética. Nessa confrontação era dado uma orientação especifica para analisarem as palavras (centrados no nome ou no som). O conjugação da instrução x palavra facilitadora x orientação foi a seguinte: G1 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o nome da letra x identificação do nome da letra; G2 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o som da letra x identificação do nome da letra); G3 (instrução transmissiva x palavras facilitadoras cuja sílaba coincidia com o som da letra x identificação do som da letra; G4 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o nome da letra x orientações para uma reflexão centrada no nome da letra); G5 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba inicial coincidia com o som da letra x orientações para uma reflexão centrada no nome da letra); G6 (instrução construtivista x palavras facilitadoras cuja sílaba coincidia com o som da letra x orientações para uma reflexão centrada no som da letra) e Grupo de controlo (desenhos livres com base nas palavras ditadas nos grupos experimentais). Os objectivos específicos foram comparar entre os participantes dos 6 grupos experimentais e de controlo: os progressos nas conceptualizações sobre a escrita; as diferenças no número total de fonetizações; as diferenças no número de fonetizações da consoante inicial; as diferenças no número de fonetizações da vogal da primeira sílaba; as diferenças no desempenho nas provas de classificação silábica e análise silábica; e, as diferenças no desempenho nas provas de classificação fonémica e análise fonémica. Os resultados mostram que as crianças cuja instrução foi construtivista evoluem do pré para o pós-teste em todas as variáveis e tiveram melhor desempenho do que as crianças cuja instrução foi transmissiva e do que as crianças do grupo de controlo. Verifica-se ainda que o G6 teve, globalmente, um desempenho superior em todas as variáveis quando comparado com os restantes grupo com instrução construtivista. Mostram ainda que os participantes cuja instrução foi transmissiva evidenciaram uma evolução muito heterógena que não se traduziu em diferenças significativas relativamente ao grupo de controlo. Entre os grupos com instrução transmissiva também não se verificaram diferenças significativa.ISPA - Instituto Universitário das Ciências Psicológicas, Sociais e da VidaSilva, Ana CristinaRepositório do ISPAAlmeida, Tiago Alexandre Fernandes2014-04-14T11:21:52Z20142014-01-01T00:00:00Zdoctoral thesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.12/2776urn:tid:101314116porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-07T15:01:36Zoai:repositorio.ispa.pt:10400.12/2776Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T01:05:29.774880Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse
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