Diferenciação nas atitudes ambientais entre adolescentes rurais e urbanos

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Main Author: Martins, Maria da Conceição
Publication Date: 2022
Other Authors: Veiga, Feliciano H.
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10198/27849
Summary: A educação para o desenvolvimento sustentável tem uma relevância cada vez maior, à medida que os problemas ambientais se intensificam. Mudanças nas políticas e aumento da participação cidadã são, por isso, desafios à escala global, para os quais é preciso encontrar novos rumos. Contudo, a preocupação com as questões ambientais não tem sido tão profunda, comprometida e generalizada quanto o desejável. O estudo das atitudes ambientais, tendo em vista melhorar o conhecimento e compreensão dos fatores que influenciam a sua diferenciação é, portanto, muito importante e atual. O presente estudo investigou as atitudes ambientais em estudantes rurais e urbanos, com idades situadas na adolescência, inicial e média. A recolha de dados foi feita com base em dois questionários, adaptados para a população portuguesa: o Environmental Attitude Inventory (EAI-24) e a Adolescents Environmental Attitude Scale (AEAS). Essas escalas foram aplicadas a 1.262 alunos (53,7% mulheres). Os resultados mostraram uma diminuição das atitudes ambientais ecocêntricas, da adolescência inicial para a adolescência média; estudantes urbanos não se diferenciam dos rurais nas dimensões ecocêntricas (“Atitudes face à degradação da natureza”, “Envolvimento na preservação da natureza”; “Atração pela natureza”, “Políticas de preservação da natureza”, “Comportamentos de preservação do ambiente”). Não foram encontradas interações estatisticamente significativas nas atitudes ambientais ecocêntricas quando analisadas simultaneamente em função das variáveis “idade e a zona geográfica”. Esses resultados contribuem para o aprofundamento do conhecimento sobre as atitudes ambientais ao longo da adolescência, bem como sobre as diferenças que essas fases da vida evidenciam quando se comparam as atitudes de estudantes rurais e urbanos. As implicações dos resultados para a pesquisa e educação ambiental são discutidas.
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O presente estudo investigou as atitudes ambientais em estudantes rurais e urbanos, com idades situadas na adolescência, inicial e média. A recolha de dados foi feita com base em dois questionários, adaptados para a população portuguesa: o Environmental Attitude Inventory (EAI-24) e a Adolescents Environmental Attitude Scale (AEAS). Essas escalas foram aplicadas a 1.262 alunos (53,7% mulheres). Os resultados mostraram uma diminuição das atitudes ambientais ecocêntricas, da adolescência inicial para a adolescência média; estudantes urbanos não se diferenciam dos rurais nas dimensões ecocêntricas (“Atitudes face à degradação da natureza”, “Envolvimento na preservação da natureza”; “Atração pela natureza”, “Políticas de preservação da natureza”, “Comportamentos de preservação do ambiente”). Não foram encontradas interações estatisticamente significativas nas atitudes ambientais ecocêntricas quando analisadas simultaneamente em função das variáveis “idade e a zona geográfica”. Esses resultados contribuem para o aprofundamento do conhecimento sobre as atitudes ambientais ao longo da adolescência, bem como sobre as diferenças que essas fases da vida evidenciam quando se comparam as atitudes de estudantes rurais e urbanos. As implicações dos resultados para a pesquisa e educação ambiental são discutidas.Education for sustainable development is increasingly relevant as environmental problems intensify. Changes in policies and increased citizen participation are, therefore, challenges on a global scale, for which we need to find new directions. However, concern for the environment has not been as deep, committed and widespread as would be desirable. The study of environmental attitudes is, therefore, very current and important to understand which factors influence their differentiation. In the present study, we investigated environmental attitudes in rural and urban students, aged between early and middle adolescence. Data collection was based on two questionnaires, adapted for the Portuguese population: The Environmental Attitude Inventory (EAI-24) and the Adolescents Environmental Attitude Scale (AEAS). The sample consisted of 1,262 students (53.7% women). The results showed a decrease in ecocentric environmental attitudes from early adolescence to middle adolescence; urban students do not differ from rural ones in ecocentric dimensions (Attitudes towards the degradation of nature, Involvement in nature preservation; Attraction to nature, Nature preservation policies, Environment preservation behaviors), compared with rural students. No statistically significant interactions were found in ecocentric environmental attitudes when analysed simultaneously according to age and geographic area, showing that the decrease in environmental attitudes in the ecocentric dimension Attraction to Nature occurred in rural students, but not in urban students. These results contribute to the deepening of knowledge about environmental attitudes during adolescence, as well as about the differences that these stages of life show when comparing the attitudes of rural and urban students. The implications of the results for research and environmental education are discussed.Instituto Politécnico de BragançaBiblioteca Digital do IPBMartins, Maria da ConceiçãoVeiga, Feliciano H.2023-03-20T12:14:38Z20222022-01-01T00:00:00Zconference objectinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10198/27849porMartins, Maria da Conceição; Veiga, Feliciano H. (2022). Diferenciação nas atitudes ambientais entre adolescentes rurais e urbanos. In Cristina Mesquita, Manuel Vara Pires, Rui Pedro Lopes (Eds.). VI Encontro Internacional de Formação na Docência (INCTE): livro de atas. Bragança: Instituto Politécnico. p. 634-345. 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