Repensar o limite
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| Publication Date: | 2021 |
| Format: | Master thesis |
| Language: | por |
| Source: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Download full: | http://hdl.handle.net/10400.5/30506 |
Summary: | Santarém insere-se num sistema alargado com uma escala peninsular – o Tejo. Entendemos que a cidade é um ponto nesta estrutura e começamos a pensar o território a partir daí. O rio que liga a cidade e o mar, e que liga os homens a este território. Numa segunda escala de aproximação entramos no âmbito do baixo-Tejo e da lezíria. A lezíria é uma extensa área de produção – uma paisagem construída ao longo do tempo através do controlo da água. Perde-se no tempo a origem das valas, canais e diques que servem para a drenagem e contenção da água. A lezíria é uma grande várzea, espaço de domínio hídrico – é, portanto, um território da água pensado como espaço de produção e transporte. A lezíria é uma paisagem idealizada e construída. É a partir do Tejo que se forma a imagem da cidade de Santarém – pelo Tejo se chega a Santarém. O grande número de iconografia disponível é exemplo da importância que a via fluvial teve no desenvolvimento e na criação de um imaginário sobre esta cidade. A Ribeira e Alfange serviam como os núcleos ribeirinhos que actuavam como interfaces entre a cidade e o rio, mas nunca chegam a assumir o seu potencial enquanto ribeira – construir uma frente de rio urbana. Com estes pressupostos em mente, o lançamento deste exercício de projecto tem como premissa repor o rio como meio de chegada à cidade, recuperando a navegabilidade, de forma a tornar Santarém num ponto terminal de navegação contínua mar-interior. A memória do cais dos barcos da Ribeira serve como referência para imaginar uma nova relação deste território com a água. A Ribeira de Santarém é no nosso entender um núcleo urbano com vocação ribeirinha, mas cuja transformação em ribeira nunca se chegou a cumprir. Propomo-nos desenvolver uma ribeira para Santarém, procurando ir de encontro a esta vocação do espaço. Para reaproximar de novo este núcleo urbano que se foi progressivamente afastando do rio e se apresenta agora numa situação insólita, utiliza-se a vala de Alvisquer, redesenhando a sua foz. Nesta operação alarga-se e reposicionase a vala, criando um canal que volta a trazer a água do Tejo à cidade e lhe devolve uma frente de rio. |
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