Utilização de Benzodiazepinas pelos profissionais de Farmácia
| Autor(a) principal: | |
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| Data de Publicação: | 2018 |
| Outros Autores: | , , |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10198/18143 |
Resumo: | As benzodiazepinas foram descobertas em 1962 para o tratamento da ansiedade. Os níveis de utilização das benzodiazepinas em Portugal são dos mais elevados da Europa. As benzodiazepinas têm a sua ação no sistema nervoso central e apresentam como fator desfavorável a tolerância e dependência associados ao uso prolongado. O objetivo do presente trabalho foi caraterizar o consumo de benzodiazepinas e o estado de ansiedade em profissionais de farmácia. O presente estudo é do tipo observacional, transversal e descritivo-correlacional. A recolha de dados foi efetuada através da aplicação de questionários para caraterização da amostra e do perfil de utilização de benzodiazepinas, onde foi incluída a escala de ansiedade de Zung para avaliação da ansiedade dos os inquiridos. Participaram no estudo 128 profissionais de farmácia, 104 eram do sexo feminino (81,3%) com idade média de 36,1 anos (DP = 10,3), com uma distribuição bastante equilibrada entre inquiridos do concelho de Alcobaça e de Penafiel. Verificou-se que 50,0% dos inquiridos eram farmacêuticos (n=64) e 40,6% técnicos de farmácia (n=52). Observou-se que 10,9% da amostra utiliza atualmente benzodiazepinas. Profissionais do sexo feminino, com idade a partir dos 46 anos (30,8%), utilizam benzodiazepinas esporadicamente, sem indicação médica (89,1%) sobretudo para tratar insónia ou perturbações do sono e ansiedade (42,9% e 28,6%, respetivamente). O Alprazolam e o Loflazepato de Etilo foram as benzodiazepinas mais utilizadas, ambas com uma prevalência de 26,3%. Pela aplicação da escala de ansiedade verificou-se que 41,7% dos inquiridos que utilizam benzodiazepinas apresentam ansiedade moderada, e os restantes utilizadores (7,8%) apresentam ansiedade normal. Relativamente à utilização de produtos naturais, 4,7% dos profissionais utiliza ou já utilizou, sobretudo o Valdispert (50,0%). Relativamente a terapias não farmacológicas verifica-se que só 4 inquiridos (3,1%) tentaram este tipo de terapias em alternativa ao uso de benzodiazepinas. Com o presente estudo pode concluir-se que o consumo de benzodiazepinas por parte dos profissionais de farmácia é de 10,9%. Os principais utilizadores são farmacêuticas, com idades entre os 46 e 65 anos, do concelho de Alcobaça. O uso de benzodiazepinas encontrou-se associado ao nível de ansiedade (p-value = 0,004). |
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