A satisfação conjugal dos casais e a menopausa
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| Data de Publicação: | 2014 |
| Outros Autores: | |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.2/16020 |
Resumo: | A relação de conjugalidade é, para a maioria das mulheres e dos homens, a relação mais íntima que voluntariamente estabelecem, afigurando-se constituir um espaço privilegiado para satisfazer as necessidades de afeto, companhia, lealdade e intimidade emocional e sexual. A menopausa, sendo um fenómeno normal no percurso vital da mulher, não deixa de ser também um período crítico do seu desenvolvimento pessoal e social onde são múltiplas as necessidades de adaptação tendo em conta as alterações físicas, psicoafectivas e socioculturais inerentes a este processo de transição. A influência do climatério/menopausa no relacionamento conjugal, depende da forma como cada casal se relaciona e vivencia o seu próprio relacionamento, esta constituindo mais uma fase de transição do ciclo de vida e, como qualquer outra fase de transição, tem de ser aprendida e reajustada face às mudanças. Assim, as repercussões no relacionamento do casal, implicam que ambos façam ajustamentos, a todos os níveis, no sentido de manter e/ou melhorar a qualidade de vida que desfrutavam. É importante compreender a satisfação conjugal como crucial para o bem-estar e saúde psicológica, refletindo uma avaliação sobretudo positiva do outro e da relação e contribuindo para o bem-estar pessoal e geral. Apesar de o estudo ter verificado algumas diferenças na satisfação conjugal em função do grupo etário, não podemos afirmar que a etapa do climatério/menopausa seja o único motivo que eventualmente possa interferir no relacionamento do casal. Alguns casais reforçam esta ideia quando afirmam que a menopausa não é determinante no relacionamento conjugal e vice-versa pois valorizam o diálogo, a comunicação, a compreensão, a cumplicidade e o respeito mútuo como aspetos facilitadores para ultrapassarem as dificuldades em qualquer fase da vida e que alguma dissonância que eventualmente exista, se deve a divergências de interesses e de objetivos e não apenas ao processo de climatério/menopausa. Esta faz parte de um percurso de transição de uma etapa de vida que na nossa sociedade ocidentalizada, não tem sido encarada como um percurso natural da vida com eventuais implicações na vida da mulher e consequentemente dos casais, na qualidade de vida e no bem-estar psicológico e conjugal. Parece fundamental a realização de mais estudos, no âmbito da psicologia e das ciências da saúde, no sentido de melhor compreendermos e intervirmos nesta etapa de vida relativa não só ao climatério/menopausa, mas também à andropausa, tendo em conta que têm sido pouco estudadas numa perspetiva de desenvolvimento, de saúde individual, conjugal e mental e psicossocial, mas também, numa perspetiva de género e intercultural. |
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