Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
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| Publication Date: | 2017 |
| Format: | Master thesis |
| Language: | por |
| Source: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Download full: | http://hdl.handle.net/11144/3071 |
Summary: | A gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna, se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal, denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto, entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22 retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale (DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe. Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna, tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada. |
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A gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna, se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal, denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto, entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22 retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale (DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe. Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna, tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada. |
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