Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé

Bibliographic Details
Main Author: Fernandes, Cristiana Isabel Lourenço
Publication Date: 2017
Format: Master thesis
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/11144/3071
Summary: A gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna, se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal, denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto, entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22 retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale (DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe. Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna, tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada.
id RCAP_46bd50d0e8bbc65fc650bf903ff334a5
oai_identifier_str oai:repositorio.ual.pt:11144/3071
network_acronym_str RCAP
network_name_str Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
repository_id_str https://opendoar.ac.uk/repository/7160
spelling Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebéVinculação pré-natalvinculação pós-natalajustamento diádicopaternidadeparentalidade e nascimentoA gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna, se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal, denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto, entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22 retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale (DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe. Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna, tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada.2017-06-06T15:33:09Z2017-04-26T00:00:00Z2017-04-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11144/3071TID:201688816porFernandes, Cristiana Isabel Lourençoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2024-08-01T02:07:05Zoai:repositorio.ual.pt:11144/3071Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-28T18:43:24.001421Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse
dc.title.none.fl_str_mv Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
title Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
spellingShingle Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
Fernandes, Cristiana Isabel Lourenço
Vinculação pré-natal
vinculação pós-natal
ajustamento diádico
paternidade
parentalidade e nascimento
title_short Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
title_full Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
title_fullStr Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
title_full_unstemmed Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
title_sort Ser pai: o ajustamento diádico e a vinculação pré e pós-natal paterna ao bebé
author Fernandes, Cristiana Isabel Lourenço
author_facet Fernandes, Cristiana Isabel Lourenço
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Fernandes, Cristiana Isabel Lourenço
dc.subject.por.fl_str_mv Vinculação pré-natal
vinculação pós-natal
ajustamento diádico
paternidade
parentalidade e nascimento
topic Vinculação pré-natal
vinculação pós-natal
ajustamento diádico
paternidade
parentalidade e nascimento
description A gravidez, embora esteja condicionada fisicamente à mulher, não exclui o envolvimento paterno. De facto, os estudos sugerem que a vinculação, tanto a paterna como a materna, se inicia ainda durante a gestação. Esta fase é particularmente um marco na vida conjugal, denominada como transição para a parentalidade. Os estudos sugerem que nesta fase existe um declínio na qualidade do relacionamento conjugal, estando este aspeto relacionado com a vinculação pré e pós-natal. A literatura aponta para uma associação entre estas variáveis, assim como uma continuidade dos níveis de vinculação pré-natal para a pós-natal. A presente investigação, dividida em dois estudos, teve como objetivo principal verificar qual a relação e o impacto do ajustamento diádico na vinculação prénatal e qual o efeito do nascimento de um filho no ajustamento diádico e na vinculação pós-natal. A amostra no primeiro estudo foi constituída por 130 homens, companheiros de utentes grávidas de centros de saúde, hospitais e centros de preparação para o parto, entre Lisboa e Porto. Relativamente ao segundo estudo, a amostra foi constituída por 22 retirados da amostra inicial (T0), que aceitaram participar no T1. Foram utilizadas as versões portuguesas da Antenatal Emotional Attachement Scale, Dyadic Adjusment Scale (DAS) e Paternal Postnatal Attachment Scale. No primeiro estudo verificámos que as variáveis idade, existência de filhos prévios, ajustamento diádico e vinculação pré-natal estão correlacionadas. Os pais mais novos e sem filhos anteriores tendem a estar mais vinculados ao feto, os pais sem filhos tendem ainda a apresentar menor ajustamento diádico (coesão), e por fim, os homens que reportam níveis mais elevados de ajustamento diádico (coesão) tendem também a apresentar-se mais vinculados ao feto. No segundo estudo, os resultados indicaram que a vinculação pré-natal paterna é preditora da vinculação pós-natal paterna, sendo que estas estão associadas, de forma positiva. No entanto, observámos uma diminuição da vinculação após o parto. Verificámos um aumento dos níveis de ajustamento diádico após o nascimento. Sugerindo que se por um lado a coesão entre o casal favorece a vinculação, por outro, o período pós-parto (primeiro mês) é uma fase de adaptação em que a principal cuidadora continua a ser a mãe. Concluímos que o ajustamento diádico exerce uma influência na vinculação paterna, tendo o presente estudo ampliado os conhecimentos relativamente aos pais. Existe a necessidade de novas investigações, principalmente com uma amostra mais alargada.
publishDate 2017
dc.date.none.fl_str_mv 2017-06-06T15:33:09Z
2017-04-26T00:00:00Z
2017-04-26
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/11144/3071
TID:201688816
url http://hdl.handle.net/11144/3071
identifier_str_mv TID:201688816
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
instacron:RCAAP
instname_str FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
instacron_str RCAAP
institution RCAAP
reponame_str Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
collection Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
repository.name.fl_str_mv Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
repository.mail.fl_str_mv info@rcaap.pt
_version_ 1833597618377195520