Listeriose em pequenos ruminantes: apresentação de um caso clínico
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2018 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.26/24483 |
Resumo: | A Listeriose é uma doença infeciosa de carácter zoonótico causada pela bactéria Listeria monocytogenes. Esta afeta tanto o ser humano como os animais domésticos, nomeadamente os ruminantes, sendo os pequenos ruminantes mais afetados. L. monocytogenes é uma bactéria intracelular, gram-positiva, com distribuição ubiquitária e com características de organismo anaeróbio facultativo, tolerando e proliferando em condições hostis de temperatura e pH. Em ruminantes, casos de listeriose estão diretamente relacionadas com a ingestão de silagem contaminada. Isto deve-se ao facto de a silagem estar indevidamente condicionada, proporcionando um meio favorável ao crescimento da bactéria. A Listeriose manifesta-se principalmente através de três formas da doença: a forma encefálica, septicémica e a abortiva. A forma encefálica ou “Circling Disease” é considerada uma das mais prevalentes e será abordada nesta dissertação. O ciclo intracelular da bactéria é conhecido, contudo a forma como a L. monocytogenes afeta o sistema nervoso central (SNC), ainda merece maior compreensão. Os borregos referentes ao presente caso clínico, apresentavam sinais clínicos compatíveis com a forma encefálica. Os sinais mais comuns nesta infeção do SNC são: hipertermia, prostração e inapetência, anorexia, incoordenação, torneio e cabeça inclinada. O tratamento é pouco eficaz e após o aparecimento dos primeiros sinais neurológicos, normalmente ocorre morte dos animais. A terapêutica mais indicada passa pelo uso de antimicrobianos e para complementar, hidratação endovenosa e corticoterapia. O diagnóstico é baseado na história, sinais clínicos e na deteção da bactéria. Um diagnóstico definitivo apenas pode ser realizado post mortem e, na forma encefálica, a amostra mais indicada a ser recolhida é o encéfalo. |
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A Listeriose é uma doença infeciosa de carácter zoonótico causada pela bactéria Listeria monocytogenes. Esta afeta tanto o ser humano como os animais domésticos, nomeadamente os ruminantes, sendo os pequenos ruminantes mais afetados. L. monocytogenes é uma bactéria intracelular, gram-positiva, com distribuição ubiquitária e com características de organismo anaeróbio facultativo, tolerando e proliferando em condições hostis de temperatura e pH. Em ruminantes, casos de listeriose estão diretamente relacionadas com a ingestão de silagem contaminada. Isto deve-se ao facto de a silagem estar indevidamente condicionada, proporcionando um meio favorável ao crescimento da bactéria. A Listeriose manifesta-se principalmente através de três formas da doença: a forma encefálica, septicémica e a abortiva. A forma encefálica ou “Circling Disease” é considerada uma das mais prevalentes e será abordada nesta dissertação. O ciclo intracelular da bactéria é conhecido, contudo a forma como a L. monocytogenes afeta o sistema nervoso central (SNC), ainda merece maior compreensão. Os borregos referentes ao presente caso clínico, apresentavam sinais clínicos compatíveis com a forma encefálica. Os sinais mais comuns nesta infeção do SNC são: hipertermia, prostração e inapetência, anorexia, incoordenação, torneio e cabeça inclinada. O tratamento é pouco eficaz e após o aparecimento dos primeiros sinais neurológicos, normalmente ocorre morte dos animais. A terapêutica mais indicada passa pelo uso de antimicrobianos e para complementar, hidratação endovenosa e corticoterapia. O diagnóstico é baseado na história, sinais clínicos e na deteção da bactéria. Um diagnóstico definitivo apenas pode ser realizado post mortem e, na forma encefálica, a amostra mais indicada a ser recolhida é o encéfalo. |
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