Brincar na Escola: práticas e representações das crianças

Bibliographic Details
Main Author: Rei, Marina
Publication Date: 2022
Other Authors: Mendes Ribeiro Eira, Paulo Alexandre, Azevedo, António Manuel Tavares
Format: Article
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10400.19/8506
Summary: O recreio escolar representa um espaço favorável para um adequado desenvolvimento motor e social, como tal, é também neste espaço que as crianças aprendem a conhecer o valor da amizade, a respeitar as diferenças, a apreciar a lealdade e a conhecer o mundo à sua volta. Por outro lado, possibilita perceber a sociedade, a cultura e as vivências nas quais as crianças se encontram inseridas, promovendo, assim, as suas aprendizagens e conhecimentos de forma inclusiva (Neto, 2020; Silva, 2017; Wenetz & Stigger, 2006). Neste contexto, afigura-se como espaço fundamental para o desenvolvimento de todas estas capacidades, assim como para a promoção de hábitos de vida saudáveis (Eira & Azevedo, 2020). Objetivos: conhecer a opinião das crianças sobre as suas atividades de recreio; conhecer as atividades preferenciais das crianças nos tempos de recreio; aferir sobre a importância dos espaços e materiais para a atividade lúdica da criança; conhecer os projetos educativos das escolas, de modo a compreender a forma como o espaço de recreio é reconhecido e está organizado. Método: O estudo é de índole qualitativa, sustentada em entrevistas semiestruturadas de grupo, realizadas a 4 grupos de crianças, com idades compreendidas entre 6 e 10 anos. Resultados: O brincar realiza-se, na maioria das vezes, nos espaços de recreio, em detrimento do seio familiar; as interações desenvolvidas nas dinâmicas do recreio representam atividades sociais e de atividade física; o espaço exterior deve ser configurado para a promoção de desafios sociais e estimulador de dinâmicas de cooperação, assim como integrador e inclusivo. Conclusões: reconhece-se a importância do recreio associado ao tempo para brincar livremente, permitindo estilos de vida mais ativos e, consequentemente, mais saudáveis, concretizado a partir de dinâmicas sociais, atividades e relações interpessoais vivenciadas pelas próprias crianças, potenciando aprendizagens significativas; as crianças não têm muito espaço para brincar, uma vez que não podem explorar o espaço de recreio livremente para usufruir dos elementos naturais; as escolas privam as crianças de criar relações com outras crianças, pois as turmas não se podem misturar por falta de espaços mais amplos; as crianças precisam de mais tempo para brincar e jogar, de forma a partilhar valores e a respeitar regras.
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