Escrever-se e/ou outrar-se: escrita e revelação em Páginas do Diário Íntimo de José Régio
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| Data de Publicação: | 2008 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10198/5047 |
Resumo: | Este estudo começa por enquadrar José Régio no período epocal em que viveu. Duas razões de fundo sustentam a importância deste enquadramento: primeira, a relevância dos acontecimentos ocorridos na Europa, e em Portugal (de um modo particular), na primeira metade do século XX; segunda, a forte personalidade de Régio fez dele uma referência incontornável, quer para os seus coevos, quer para as gerações mais novas, nomeadamente porque foi ele o primeiro a reconhecer e a dar a conhecer (nas páginas da Presença) a revolução literária produzida pela geração de Orpheu e porque foi a presença viva e actuante do segundo Modernismo em Portugal. Segue-se uma reflexão sobre o diário, equacionando a problemática da sua inclusão nos estudos literários e realçando o facto de, em termos modais, ser um texto intrinsecamente híbrido. A escrita do diário, embora prisioneira do tempo, é uma escrita livre, oferecendo-se ao sujeito que, por meio dela, se vai registando. Mas permanece em aberto a possibilidade da revelação do eu acontecer de forma mais autêntica neste tipo de escrita ou na escrita ficcional (mormente para Régio que foi um diarista errático e pouco dado a confissões directas). A difícil relação entre escrita e revelação, entre a urgência de se dizer, de se revelar e a necessidade de se fechar com os seus segredos e mistérios (seguindo o modelo de Cristo), conduz-nos a uma síntese (im)possível, explicitada na trilogia: Loucura, Silêncio e Morte. |
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