Aporte ao conhecimento das performances reprodutivas e crescimento das raças serpentina e charnequeira na charneca do Ribatejo

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Lizardo, R.
Data de Publicação: 1990
Outros Autores: Roquete, C., Duque Fonseca, Paulo
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.15/4545
Resumo: Os parâmetros reprodutivos com que normalmente são referenciadas as Raças Caprinas Nacionais são bastante baixos, o que poderá ser reflexo da má condução dos rebanhos. Com uma ligeira melhoria das condições de exploração dos caprinos é possível melhorar as suas performances, o que ficou patente ao longo deste estudo. Em termos de prolificidade e duração da gestação as duas raças exibem idênticos resultados. Em relação à fertilidade e à mortalidade dos adultos, a raça Serpentina apresentou resultados mais baixos que a raça Charnequeira. No conjunto, as resultados são favoráveis e mostram que ambas as raças possuem capacidade para exibir ainda melhores performances. No Rebanho Experimental da Herdade da Agolada de Baixo, foram analisados os animais das Raças nacionais Serpentina (Sp) e Charnequeira (Ch), em várias fases do crescimento para caracterização do mesmo. Do nascimento ao desmame foram analisados valores referentes a noventa e nove cabritos (62 Sp e 37 Ch) para o peso ao nascimento, peso ao desmame e ganho médio diário. A idade média ao desmame foi ajustada para os sessenta dias, de modo a possibilitar comparações estatísticas. O peso ao nascimento variou significativamente com a raça e o tipo de parto, mas não com o sexo, enquanto o peso ao desmame e o ganho médio diário variaram com todos os factores: raça, tipo de parto, tipo de aleitamento e sexo. Do desmame aos 105 dias de idade estudaram-se os dados de sessenta e seis animais (41 Sp e 25 Ch) e desta idade aos cinco meses, trinta e um (15 Sp e 16 Ch). Os pesos e ganhos médios diários variaram significativamente com o sexo, mas não com a raça. Analisou-se também a mortalidade do nascimento ao desmame e deste até aos cinco meses. Para qualquer das fases já referidas, efectuaram-se regressões lineares que proporcionaram uma leitura diferente para o ganho médio diário. Para analisar o crescimento durante a recria até ao primeiro parto, utilizaram-se trinta e sete chibas (23 Sp e 14 Ch). Destas, dezanove (11 Sp e 8 Ch) foram cobertas e dezoito (12 Sp e 6 Ch) mantiveram-se vazias. Não se registaram diferenças entre os grupos no início do ensaio. No entanto, para o peso à idade ao primeiro parto e respectivo ganho médio diário, existiram diferenças tanto para a raça, como para o estado fisiológico. Construíram-se gráficos de crescimento destes animais, onde foi possível verificar a influência da alimentação no crescimento e as diferenças devido à raça e ao estado fisiológico. Os pesos após o parto das anacas foram comparados com os pesos das anacas que se mantiveram vazias e verificou-se que as primeiras não comprometeram o seu crescimento devido à gestação. Estudou-se também a evolução de peso vivo das cabras, durante uma fase que se pode considerar entre o primeiro e o segundo parto e que permitiu mostrar o seu comportamento, relativamente a este parâmetro ao longo dos diferentes estados fisiológicos.
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