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Qualidade da vinculação à mãe e à educadora

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Veríssimo,Manuela
Data de Publicação: 2003
Outros Autores: Duarte,Ilidia, Monteiro,Lígia, Santos,António J., Meneses,Alda
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0874-20492003000200014
Resumo: Embora, desde o início da formulação da teoria da vinculação com Bowlby e Ainsworth, se tenha reconhecido a existência de figuras alternativas de vinculação, a maioria das investigações realizadas têm-se centrado na relação de vinculação entre a criança e a figura de vinculação privilegiada: a mãe. A inclusão de diferentes pessoas que regularmente cuidam e interagem com a criança, nomeadamente a educadora, no estudo das relações de vinculação, veio, segundo Howes, Hamilton e Philipsen (1998), colocar novas questões de carácter teórico e empírico na investigação da vinculação. Este estudo procura comparar a qualidade da vinculação à mãe e à educadora no sentido de melhor clarificar a organização das várias representações das relações de vinculação no modelo interno dinâmico da criança. Participaram neste estudo 50 díades, mãe-criança e educadora-criança. Assinalou-se uma média de idades de aproximadamente 41 meses para as crianças, 32 anos para as mães e 42 anos para as educadoras de infância. Foi aplicado às mães e às educadoras de infância o questionário Attachment Q-Sort (Vaughn &Waters, 1990). Através da análise de clusters, e com base nas descrições das mães, foram identificados três grupos: grupo 1 (seguro e independente), grupo 2 (inseguro e dependente) e grupo 3 (inseguro e independente). As educadoras distinguem as crianças apenas com base no critério da segurança e na escala de "interacção suave", e consideram que as crianças que mais interagem com elas são as que apresentam maior segurança na relação. Este estudo reafirma a qualidade da vinculação como uma característica da relação e não da criança. Ou seja, não existem crianças seguras ou inseguras, mas crianças com relações seguras ou inseguras com determinadas figuras.
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