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Aplicação de metodologias SIG à avaliação da perigosidade de inundação fluvial

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Rodrigues, Sérgio Paulo Caetano
Data de Publicação: 2017
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.26/21360
Resumo: As inundações são, de entre os fenómenos naturais, os mais frequentes e mortíferos tendo provocado em Portugal, mais de 537 mortos, entre 1966 e 2016. O estudo do risco de inundação desempenha um papel chave no processo de decisão da sua gestão. Os SIG, definidos pela sua capacidade de gerir e realizar análise sobre informação espacial, são a ferramenta apropriada para processar informação, e em concreto, para a análise do risco de inundação. Foram aplicadas diversas metodologias baseadas nestes sistemas, para realizar a caracterização da bacia hidrográfica do rio Nabão e para o estudo do risco de inundação. Foi realizado, à escala da bacia hidrográfica do rio Nabão, um estudo do risco baseado na metodologia multicritério AHP levando em consideração os parâmetros elevação, declive, tipo de solo, uso e ocupação do solo. Os resultados obtidos através de AHP, revelaram um risco muito alto em 2,2 % da bacia, sendo alto em 15%. Uma grande parte da bacia do rio Nabão apresenta risco alto e muito alto nas regiões mais baixas e em zonas povoadas com grande impermeabilização do solo. À escala da cidade de Tomar, foram realizadas modelações hidráulicas, em software HEC-RAS e HEC-GeoRAS para períodos de retorno de 10, 25, 50 e 100 anos. A informação obtida, profundidade e velocidade da água, foi utilizada para calcular a perigosidade hidrodinâmica e, juntamente com a susceptibilidade física, também determinada, permitiu o calculo da perigosidade total. Os resultados permitiram concluir que grande parte da cidade de Tomar apresenta perigosidade moderada a alta. Nomeadamente, as zonas mais afectadas incluem, para todos os períodos de retorno, a margem direita do rio no qual se encontra grande parte do comércio tradicional, habitações e alguns serviços públicos.
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