Farmacoprevenção da neoplasia colo-rectal: o papel dos anti-inflamatórios não esteróides
| Autor(a) principal: | |
|---|---|
| Data de Publicação: | 2008 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10400.6/855 |
Resumo: | Enquadramento: O cancro colo-rectal (CCR) é um grave problema de saúde pública no mundo desenvolvido. As organizações de saúde têm optado pelo rastreio como a principal estratégia para diminuir a incidência e mortalidade inerentes a esta doença. No entanto, os resultados têm ficado aquém do esperado, pelo que são necessárias alternativas mais eficazes. A farmacoprevenção com anti-inflamatórios não esteróides (AINE’s) é, actualmente, uma das opções mais promissoras e uma das mais estudadas e pode, no futuro, tornar-se parte integrante da prevenção da neoplasia colorectal. Objectivo: Avaliar a eficácia e efeitos adversos da medicação com AINE’s na prevenção da neoplasia colo-rectal. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE, a qual foi limitada a artigos redigidos em inglês. Foram também analisadas referências de artigos considerados relevantes. Resultados: O uso de aspirina está associado a uma diminuição da incidência de CCR nos estudos de caso-controlo (CC) [odds ratio (OR): 0,66 (IC 95%, 0,45-0,98)] e nos estudos de coorte (CP) [risco relativo (RR): 0,7 (IC 95%, 0,53-0,92) e RR: 0,77 (IC 95%, 0,67-0,88)], embora esta associação não se tenha verificado para os ensaios clínicos aleatorizados (ECA). A medicação com anti-inflamatórios não esteróides que não a aspirina (AINE’s-NA) também contribui para a diminuição da incidência de CCR nos estudos de CC [OR: 0,74 (IC 95%, 0,60-0,92)], assim como nos CP [RR: 0,79 (IC 95%, 0,64-0,97)]. O risco de adenoma colo-rectal (ACR) associado à medicação com aspirina encontra-se diminuído nos ECA [RR: 0,84 (IC 95%, 0,75-0,94)] e nos CP [RR: 0,77 (IC 95%, 0,63-0,95)], enquanto a análise dos CC não demonstrou uma diminuição estatisticamente significativa do risco. Também a medicação com AINE’s-NA está associada a diminuição do risco de ACR nos ECA [RR: 0,69 (IC 95%, 0,63-0,75)], embora relativamente aos dois CP avaliados, apenas um apresente uma diminuição estatisticamente significativa do risco [0,4 (IC 95%, 0,2-0,7)]. Discussão/Conclusão: Tanto a aspirina como os restantes AINE’s são eficazes na redução da incidência de ACR e do CCR. No entanto, os efeitos adversos associados a esta medicação representam um entrave à sua integração numa estratégia preventiva de saúde pública. |
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Farmacoprevenção da neoplasia colo-rectal: o papel dos anti-inflamatórios não esteróidesRevisão sistemática e meta-análiseNeoplasia colo-rectalAdenoma colo-rectal - AspirinaCancro colo-rectal - AspirinaCancro colo-rectal - Anti-inflamatórios não esteróidesEnquadramento: O cancro colo-rectal (CCR) é um grave problema de saúde pública no mundo desenvolvido. As organizações de saúde têm optado pelo rastreio como a principal estratégia para diminuir a incidência e mortalidade inerentes a esta doença. No entanto, os resultados têm ficado aquém do esperado, pelo que são necessárias alternativas mais eficazes. A farmacoprevenção com anti-inflamatórios não esteróides (AINE’s) é, actualmente, uma das opções mais promissoras e uma das mais estudadas e pode, no futuro, tornar-se parte integrante da prevenção da neoplasia colorectal. Objectivo: Avaliar a eficácia e efeitos adversos da medicação com AINE’s na prevenção da neoplasia colo-rectal. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE, a qual foi limitada a artigos redigidos em inglês. Foram também analisadas referências de artigos considerados relevantes. Resultados: O uso de aspirina está associado a uma diminuição da incidência de CCR nos estudos de caso-controlo (CC) [odds ratio (OR): 0,66 (IC 95%, 0,45-0,98)] e nos estudos de coorte (CP) [risco relativo (RR): 0,7 (IC 95%, 0,53-0,92) e RR: 0,77 (IC 95%, 0,67-0,88)], embora esta associação não se tenha verificado para os ensaios clínicos aleatorizados (ECA). A medicação com anti-inflamatórios não esteróides que não a aspirina (AINE’s-NA) também contribui para a diminuição da incidência de CCR nos estudos de CC [OR: 0,74 (IC 95%, 0,60-0,92)], assim como nos CP [RR: 0,79 (IC 95%, 0,64-0,97)]. O risco de adenoma colo-rectal (ACR) associado à medicação com aspirina encontra-se diminuído nos ECA [RR: 0,84 (IC 95%, 0,75-0,94)] e nos CP [RR: 0,77 (IC 95%, 0,63-0,95)], enquanto a análise dos CC não demonstrou uma diminuição estatisticamente significativa do risco. Também a medicação com AINE’s-NA está associada a diminuição do risco de ACR nos ECA [RR: 0,69 (IC 95%, 0,63-0,75)], embora relativamente aos dois CP avaliados, apenas um apresente uma diminuição estatisticamente significativa do risco [0,4 (IC 95%, 0,2-0,7)]. Discussão/Conclusão: Tanto a aspirina como os restantes AINE’s são eficazes na redução da incidência de ACR e do CCR. No entanto, os efeitos adversos associados a esta medicação representam um entrave à sua integração numa estratégia preventiva de saúde pública.Universidade da Beira InteriorBranco, Vítor Alexandre Pereira GonçalvesuBibliorumRessurreição, João Filipe de Azevedo Gomes de Carvalho2012-12-14T15:04:06Z2008-062008-06-01T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.6/855porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-11T15:26:05Zoai:ubibliorum.ubi.pt:10400.6/855Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T01:26:18.833183Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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Enquadramento: O cancro colo-rectal (CCR) é um grave problema de saúde pública no mundo desenvolvido. As organizações de saúde têm optado pelo rastreio como a principal estratégia para diminuir a incidência e mortalidade inerentes a esta doença. No entanto, os resultados têm ficado aquém do esperado, pelo que são necessárias alternativas mais eficazes. A farmacoprevenção com anti-inflamatórios não esteróides (AINE’s) é, actualmente, uma das opções mais promissoras e uma das mais estudadas e pode, no futuro, tornar-se parte integrante da prevenção da neoplasia colorectal. Objectivo: Avaliar a eficácia e efeitos adversos da medicação com AINE’s na prevenção da neoplasia colo-rectal. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE, a qual foi limitada a artigos redigidos em inglês. Foram também analisadas referências de artigos considerados relevantes. Resultados: O uso de aspirina está associado a uma diminuição da incidência de CCR nos estudos de caso-controlo (CC) [odds ratio (OR): 0,66 (IC 95%, 0,45-0,98)] e nos estudos de coorte (CP) [risco relativo (RR): 0,7 (IC 95%, 0,53-0,92) e RR: 0,77 (IC 95%, 0,67-0,88)], embora esta associação não se tenha verificado para os ensaios clínicos aleatorizados (ECA). A medicação com anti-inflamatórios não esteróides que não a aspirina (AINE’s-NA) também contribui para a diminuição da incidência de CCR nos estudos de CC [OR: 0,74 (IC 95%, 0,60-0,92)], assim como nos CP [RR: 0,79 (IC 95%, 0,64-0,97)]. O risco de adenoma colo-rectal (ACR) associado à medicação com aspirina encontra-se diminuído nos ECA [RR: 0,84 (IC 95%, 0,75-0,94)] e nos CP [RR: 0,77 (IC 95%, 0,63-0,95)], enquanto a análise dos CC não demonstrou uma diminuição estatisticamente significativa do risco. Também a medicação com AINE’s-NA está associada a diminuição do risco de ACR nos ECA [RR: 0,69 (IC 95%, 0,63-0,75)], embora relativamente aos dois CP avaliados, apenas um apresente uma diminuição estatisticamente significativa do risco [0,4 (IC 95%, 0,2-0,7)]. Discussão/Conclusão: Tanto a aspirina como os restantes AINE’s são eficazes na redução da incidência de ACR e do CCR. No entanto, os efeitos adversos associados a esta medicação representam um entrave à sua integração numa estratégia preventiva de saúde pública. |
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