Impacto do cancro do osso e tecidos moles no ajustamento emocional e qualidade de vida
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| Data de Publicação: | 2011 |
| Outros Autores: | , |
| Tipo de documento: | Artigo |
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| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
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Resumo: | Introdução: O presente estudo procurou comparar o ajustamento emocional e qualidade de vida (QdV) de doentes diagnosticados com cancro do osso e tecidos moles, que se encontravam em diferentes fases da trajectória da doença. Material e métodos: Cinquenta e cinco doentes entre o diagnóstico e o inicio dos tratamentos, 55 a realizarem tratamento e 74 em consultas de seguimento ou follow-up foram avaliados com recurso a questionários de auto-resposta. Setenta indivíduos da população geral foram usados como grupo de controlo. Resultados: Nas diferentes fases da doença, a maioria dos doentes com sarcoma revelou níveis normais ou ligeiros de ansiedade e depressão mas, uma minoria considerável exibiu níveis moderados a severos. De um modo geral, os doentes em cada fase da doença revelaram um distress emocional sem relevância clínica e comparável ao de indivíduos saudáveis. Apenas os doentes a realizarem tratamento exibiram níveis de depressão significativamente superiores aos manifestados pelos sobreviventes na fase de follow-up. Na fase de diagnóstico e tratamento observou-se uma pior percepção de QdV global e na dimensão física, quer comparativamente à fase de follow-up quer aos controlos saudáveis. O impacto na QdV, de um modo geral, parece ser mais evidente na fase de tratamento dados os piores níveis de funcionamento em diversas áreas da vida e a maior experiência de sintomas físicos, principalmente em relação à fase de follow-up. Os sobreviventes livres de doença apresentam uma QdV comparável à de indivíduos da população geral, nas suas diferentes dimensões. Conclusões: O número de doentes que exibe um distress emocional significativo (entre 25 % e 29,6 % para a ansiedade e 8,3 % e 23,6 % para a depressão) e o impacto do cancro do osso e tecidos moles na QdV, principalmente na fase de diagnóstico e durante os tratamentos, apelam para a necessidade de implementar intervenções multidisciplinares em indivíduos diagnosticados com este tipo específico de patologia oncológica. Estas intervenções deverão incluir um componente psicossocial e ser adaptadas a cada fase da trajectória da doença. |
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