A Guiné-Bissau no processo de resolução do conflito de Casamansa

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Main Author: Gomes, Antonieta Rosa
Publication Date: 2014
Language: por
Source: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Download full: http://hdl.handle.net/10071/12432
Summary: O conflito de Casamansa é um conflito armado interno no sul do Senegal e dos mais antigos conflitos armados da África Ocidental, com início em 1982, ou seja, há mais de três décadas. É um conflito de secessão em que o Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC) reivindica a independência de Casamansa, opondo-se ao Governo senegalês. O processo de sua resolução iniciou na década de 1990 e contou a esta parte, com diferentes intervenientes locais e da Senegâmbia, donde o primeiro acordo de cessar- fogo entre o Governo senegalês e o Movimento das Forças Democráticas de Casamansa foi assinado em Bissau, na Guiné-Bissau, em 1991. Seguiram-se vários outros acordos de paz obtidos com intervenção de terceiras partes, mas todos fracassaram. Os assuntos analisados neste trabalho referem-se essencialmente às raízes da conflitualidade, o complicado processo de sua resolução e o papel da Guiné-Bissau como terceira parte interveniente. Apesar de ser um conflito interno tem implicações transfronteiriças para a Guiné-Bissau, devido a localização de Casamansa a 25km do setor de São Domingos, na região de Cacheu no norte da Guiné-Bissau. Por outro lado, a reivindicação da independência da região pelo MFDC, envolve uma grande parte da etnia Jola que pertence o mesmo grupo étnico Felupe da Guiné-Bissau e o mesmo Jola da Gâmbia. A pertença ao mesmo grupo étnico “Jola-Felupe” traduz-se na solidariedade étnica que interfere na conflitualidade, implicando as fronteiras tanto da Guiné-Bissau como da Gâmbia, num conflito armado fora de seus territórios. Portanto, daí a necessidade e a relevância do envolvimento destes países no processo de paz; e, no caso concreto da Guiné-Bissau como Parte Garante do processo de paz.
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