Tratamento de efluentes contaminados com crómio por biossorção na alga Sargassum muticum

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Lourenço, Bárbara Sousa
Data de Publicação: 2013
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10348/4511
Resumo: Neste trabalho pretendeu avaliar-se a viabilidade da utilização da macroalga castanha, Sargassum muticum, no tratamento de efluentes contendo crómio hexavalente e trivalente pelo processo de biossorção. A escolha do biossorvente usado baseou-se nos seguintes parâmetros: uso de um material natural, custo e abundância na costa portuguesa. Numa primeira fase submeteu-se o biossorvente a um pré-tratamento (protonação), de modo a melhorar o seu desempenho no processo de biossorção. Procedeu-se também à caraterização do biossorvente, tendo sido identificados, por espectroscopia de infravermelho, os principais grupos funcionais presentes na superfície da alga – grupos hidroxilo, carboxilo, amina e sulfónicos. Realizaram-se ainda análises SEM/EDS à alga protonada verificando-se uma alteração na composição química da parede da alga. Numa segunda fase estudou-se a cinética de redução do Cr (VI) a Cr (III). Realizaram-se diversos ensaios onde, para diferentes condições experimentais, se avaliou a influência de parâmetros como o pH, a temperatura, a massa de alga utilizada e a concentração inicial de metal. Tendo em conta, igualmente, ensaios realizados numa fase preliminar deduziu-se que as condições operacionais ótimas para aplicação da alga protonada como biossorvente seriam: pH = 2,5, temperatura = 20ºC e concentração de biossorvente = 2,0 g/L. Numa terceira fase estudou-se o processo de biossorção do Cr (III). A concentração inicial de metal e o pH foram os parâmetros que mais influenciaram a capacidade de biossorção. O pH óptimo encontrado para a adsorção de Cr (III) foi 4. A alga Sargassum muticum revelou um elevado potencial para a remoção de crómio de soluções aquosas, em particular do Cr (VI). Esta tecnologia pode então ser aplicada com sucesso na redução/remoção de crómio dando, ao mesmo tempo, um valor económico à indesejada espécie presente na nossa costa.
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