O ENSINO NO COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO – DE POMBAL À FUNDAÇÃO DO LICEU (1750- 1841)

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Vaz, Francisco
Data de Publicação: 2012
Idioma: por
Título da fonte: Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10174/6820
Resumo: Em 1759 o Marquês de Pombal expulsava os Jesuítas e extinguia a Universidade de Évora. A expulsão dos inacianos teve grande repercussão, quer a nível nacional quer internacional. Mas, mais do que fazer uma leitura marcada por preconceitos ou pressupostos ideológicos, a expulsão dos jesuítas tem de ser inserida no contexto das reformas políticas e económicas que o poderoso ministro de D. José pretendia implementar e, a nível religioso, dentro do seio da Igreja, no confronto entre ultramontanos e as correntes reformistas. Temos em anteriores trabalhos analisado o anti jesuitismo, perfilhado a nível da Igreja pelas correntes reformistas, e a nível poder político, escudado no pensamento pedagógico que denunciou de forma bem vincada a decadência dos estudos nos colégios jesuítas. De facto, antes de Pombal ter mandado fechar as casas dos jesuítas em Portugal, Luís António Verney, Bento Farinha e outros apontaram a decadência do ensino responsabilizando os mestres jesuítas. Neste trabalho, tomando como âmbito temporal o período que vai de meados de setecentos a 1841, procuramos analisar a extinção da Universidade e fazer uma sistematização do ensino que passou a fazer- se no Colégio do Espírito Santo para substituir o dos mestres jesuítas. Procuramos responder a algumas questões: porquê a extinção da Universidade de Évora, numa época em que as Luzes começavam a estar em voga na Europa e tinham já importantes mentores em Portugal? Terá sido a extinção da Universidade de Évora um mero ato de anti jesuitismo primário, como pretendem alguns, ou pelo contrário terá sido uma questão de bom gosto, um imperativo ditado por razões pedagógicas evidentes e que exigiam novos professores, capazes de estarem de acordo com as novas exigências políticas e culturais? E relativamente ao ensino que se estabeleceu no Colégio, quais os parâmetros que o nortearam e que paralelismo podemos estabelecer entre os diversos métodos e planos de estudos, durante este período de aproximadamente 100 anos?
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